
Terminou a Volta ao Algarve em bicicleta, já uma clássica da abertura da época do ciclismo internacional.
Cá esteve a nata do ciclismo mundial. Dos melhores dos melhores apenas Pogaçar faltou. Todos os outros cá estiveram.
Começou mal, com problemas no final da primeira etapa, quando na bifurcação da chegada a Lagos, parte do pelotão seguiu por um lado, e a outra por outro. A maior parte seguiu pelo trajecto errado, e a organização anulou a etapa. Não foi bonito, manchou a corrida, mas ficaram ainda quatro etapas para todos os gostos - chegada ao sprint, chegada em montanha e contra-relógio.
Na chegada a Tavira, na antepenúltima etapa, na sexta-feira, uma queda mandou Iuri Leitão, o nosso campeão olímpico e europeu (de pista), para fora da corrida.
Na montanha, no Alto da Fóia, brilharam os ciclistas da UAE, os portugueses João Almeida (2º) e António Morgado (4º), e o dinamarquês Jan Christen (1º). No contra-relógio final de hoje, com chegada no Alto do Malhão, brilharam os da Visma, com Vingegaard (1º) e Wout Van Aert (2º).
João Almeida partiu para o contra-relógio com 20 segundos de vantagem sobre Vingegaard, que não foram suficientes. O português foi quinto na etapa, gastou mais 32 segundos - com uma grande recuperação na subida final ao Alto do Malhão - e acabou na segunda posição da geral, atrás do galáctico Vingegaard.
António Morgado,campeão nacional de contra-relógio, afundou-se e saiu do top ten, fechado precisamente pelo dinamarquês Jan Christen, o camisola amarela à partida. E onde também Roglic não coube.
A UAE ganhou por equipas.
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