O cenário estava bem montado e o acontecimento tinha sido bem promovido. A motivação era óbvia: não seria a de tapar o sol com uma peneira, mas a de tapar com uma peneira o tiro no pé da ministra das finanças.
Mas não passou disso, de um cenário bem montado para um acontecimento bem promovido. Durante mais de uma hora, Portas e Passos Coelho encarregaram-se de explicar, como só eles sabem, a roçar o penoso, que não tinham nada para dizer. Que tinham percebido que teriam de fazer alguma coisa, mas que não faziam ideia do que haveriam de fazer...
Chegaram sem nada, sem o trabalho de casa feito. Como os cábulas. Como os incompetentes... Tanto que nem nome ainda conseguiram dar à coligação. Era o mínimo!
Como sempre, têm sorte. A espectacular travessia que Jorge Jesus fez na segunda circular abafou-lhe por completo o flop.

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