segunda-feira, 2 de junho de 2025

O timing que bate certo

“Se for para mudar o país”, Rui Rocha reafirma disponibilidade da IL ...


A demissão de Rui Rocha da liderança do Iniciativa Liberal apanhou de surpresa toda a classe da análise política.


Não é que não houvesse razões que a justifiquem. Como Rui Rocha explicou, mesmo tendo subido na votação, o crescimento fora "poucochinho", não lhe tendo permitido atingir a importância política que desejava. E que lhe permitiria, não só influenciar, como entrar no governo, para o que estaria já tudo preparado. Era o timing!


Conhecendo Rui Rocha - conheço-o há anos, dos primórdios da blogosfera, e tenho-o por sério e honesto -, sabia que não dormiria em paz com este resultado eleitoral. Chamei-lhe azia, e surpreendeu-me que essa inquietação tivesse desembocado na descabida ideia da revisão constitucional


Sei que seria mais bonito dizer, agora, que Rui Rocha se demitiu pelas razões que apresentou. Por assumir a responsabilidade pelo "poucochinho". Porque é um político diferente dos outros. Por elevação. Por desprendimento. Mas, se assim fosse, teria tomado essa decisão logo a seguir, em pleno rescaldo das eleições. E não o fez. Pelo contrário, quis imolar essa responsabilidade tirando da cartola o coelho da revisão constitucional.


Que correu mal. Só André Ventura - pudera! - lhe deu a mão.


Ao ficar sozinho, com André Ventura, com o coelho da revisão constitucional na mão, Rui Rocha somou uma derrota humilhante a uma derrota provavelmente honrosa. E foi essa derrota humilhante que o levou à demissão, não foi a outra. É por isso que o timing, que não batia certo, bate mesmo certo! 

1 comentário:

  1. Rui Rocha quis antecipar-se, ao supremo líder Ventura, na proposta de revisão constitucional. Como é ponto base, do IL, privatizar SNS, escolas públicas, universidades, pagando, a privados, para prestar, esses serviços, coisa que não está, directamente, contemplada na constituição. Só que, se devia ter lembrado, que o Chega, quer acabar com o cargo de Presidente da República, quer acabar com o Tribunal Constitucional, quer acabar com o Tribunal de Contas e quer reduzir o Supremo-Tribunal de justiça, a 3 juízes, nomeados pelo primeiro-ministro, para 5 anos. Sem falar de outras alterações como a passagem, para 101 deputados e 2700 assessores/lobistas ou a "famosa" do aumento dos salários, dos deputados, para 50000 euros mensais, mais ajudas de custo, carro (com condutor) e um valor, até 4000 euros, mensais, para habitação (para deputados, eleitos por outros círculos, sem ser Lisboa). Como há, dezenas, de membros, do PSD, que apoiam estas ideias, é provável que avance, lá para Abril de 2026. Como forma de eliminar o Gouveia e safar, membros do Chega, envolvidos em situações, corruptas, como é o caso, do "deputado super milionário do Glifosato" que enganou a assembleia açoreana, fazendo passar leis, que permitem utilização, sendo ele o único vendedor, autorizado, nos Açores e Madeira. Assumiu que não pode concorrer, a qualquer concurso público... sem dizer que 100%, das empresas, que concorram, terão de lhe comprar o glifosato, pois é o único armazenista, que tem autorizações, para o vender, em todas as ilhas.

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