terça-feira, 18 de agosto de 2026

Transparência

 



Luís Montenegro e Nuno Melo anunciaram transparência máxima na compra das fragatas italianas, o gasto militar mais caro de sempre. São custos para várias gerações, no valor de aproximado de quatro mil milhões, mais coisa menos coisa.

Para isso diz que a operação vai ser acompanhada por uma Comissão de Acompanhamento de Investimentos na Defesa. Criada dois dias depois de o negócio ter sido fechado. Independente, mas presidida por alguém por si escolhido. E com mais seis elementos, quatro dos quais nomeados pelo governo.

Terá ainda outro órgão de fiscalização, a Comissão de Auditoria e Controlo, com três elementos. Dois indicados pelo governo, com o terceiro a ser um auditor independente, escolhido por eles. Para dizer que nunca uma operação foi tão escrutinada junta-lhe o Tribunal de Contas e o Ministério Público, mas a participar por convite, e sem direito a voto.

Nenhum destes órgãos está a funcionar, nem se sabe com quem serão preenchidos. Desconhecem-se os nomes que fizeram a escolha das fragatas italianas. E as recomendações e avaliações que fizeram permanecem confidenciais.

O Presidente da República, comandante supremo das Forças Armadas, não foi tido nem achado nos grupos de acompanhamento e fiscalização.

É isto a transparência do governo. Com as mesmas forças políticas da compra dos submarinos, a tal em que houve corruptores sem corrompidos. 

E depois, Montenegro vem dizer que em Portugal só se diz mal. 


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