"Quem é que põe dinheiro num país dirigido por comunistas e bloquistas"?
A pergunta, formulada por Passos Coelho em Boticas, com aquele ar convencido de bota de elástico ingénuo que só ele consegue, é a sua fotografia de corpo inteiro.
Veja-se no retrato como é de tão baixa estatura política: entregou ele próprio as joias da coroa da economia portuguesa a um país dirigido por comunistas. Tem vistas curtas, e não percebe que o dinheiro não tem ideologia, que vai para países dirigidos por comunistas, exactamente como vai para outros. Basta que os mercados interessem, como se confirma all over the world. À mínima falta de argumentos não resiste a ameaçar com o papão. E por fim, the last not the least, é a mentira, a falta de rigor e a intrujice. O país é dirigido por um governo de um partido com o qual o seu tem repartido o poder. E com o qual, no essencial, historicamente converge!
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