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A SAD do Benfica, bem como o seu ex-presidente, Luís Filipe Vieira, e restantes arguidos, foram ilibados no processo "Saco Azul", a exemplo, de resto, de todos os processos já julgados.
A decisão ainda não transitou em julgado - o Ministério Público anunciou que iria recorrer da sentença -, mas isso não limita, em nada, o juízo de que se tratou de uma construção jurídica, erigida a partir do maior, e mais indecoroso, processo de conspiração e espionagem industrial (de que há, pelo menos, tantas provas como do "apito dourado", ou do "cash-ball") de que há memória em Portugal, estrategicamente alinhada com a comunicação social, com o fim de minar o bom nome e a credibilidade do Benfica, e comprometer o sucesso do seu desempenho social, desportivo e económico, para romper com a hegemonia que tinha conquistado.
O Benfica - que é o que me interessa - foi ilibado. Mas todos os perversos objectivos do processo foram atingidos.
Os casos do Saco Azul, dos Vouchers, dos e-mails - o mais escabroso de todos - , tudo farinha do mesmo saco azul e verde, só resultaram em vitórias do Benfica nos tribunais. Não é aí que o Benfica joga. Onde o maior clube português joga andou dez anos a ser achincalhado. Na comunicação social, toda ela tomada e arregimentada (veja-se como deram a notícia da sentença). Horas, dias, semanas, meses e anos a fio. Nos campos e pavilhões deste país, perseguido e achincalhado pelos árbitros. Nos gabinetes das Federações, das Ligas, dos Conselhos de Arbitragem e de Disciplina, perseguido e achincalhado nas decisões.
Os parceiros de negócio do Benfica desconfiaram. Até adeptos. Acossado e pressionado até o clube desconfiava de si próprio. E perdeu a iniciativa. Deixou de agir, para apenas reagir. Em posição defensiva, perante tudo e todos.
O Benfica de hoje é o resultado de todo(s) este(s) processo(s). Criminoso(s)!
Não se sabe quando poderá voltar ao que era. Nunca será ressarcido do que perdeu. Nunca haveria sequer dinheiro para lhe pagar o que deixou de ganhar...
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