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Afinal ...
Esperava-se das bancadas da Luz uma reacção de desagrado a exibição e ao resultado da última segunda-feira. Afinal ... nada. Ou muito pouco. É certo que as bancadas cheias - perto de 60 mil - nem com a entrada exuberante da equipa no jogo se entusiasmaram muito. Mas também não cobraram nada. Ia já a segunda parte adiantada quando, e então com razão, quando das bancadas começou a vir alguma hostilidade.
Esperava-se, depois das declarações de Mourinho no final da partida de Rio Maior, do (nono) empate com o Casa Pia, com tanta acusação a tantos jogadores, uma revolução no onze inicial. Afinal ... apenas três entradas no onze. Nenhuma delas nova - Dedic, Leandro Barreiro e Prestianni. Nenhuma surpresa: Dedic, cumprido o castigo, rendeu Bah; Barreiro, recuperado da lesão, no lugar de Enzo, que viria a entrar na primeira leva de substituições; e Prestianni, que só não fora titular em rio Maior por ter chegado doente da selecção argentina, em vez do causticado Lukebakio.
Afinal sobraram calmas as águas que Mourinho agitou.
Pela agitação, ou por coisa qualquer, o Benfica entrou forte como poucas vezes no jogo. Com pressão alta a sufocar os jogadores do Nacional logo na saída de bola, com Prestianni e Schjelderup bem abertos, e bem apoiados, com Rafa mais solto, nas costas de Pavlidis, e com muito compromisso de Ríos e Barreiro, pode falar-se dos (primeiros) 15 minutos à Benfica.
Nesse quarto de hora passou pela cabeça de muito boa gente aquele "dez a zero" de 2019. Ninguém imaginava então que o resultado do jogo ficasse fechado nos dois golos fabricados pela aceleração de Prestianni e concluídos, o primeiro, nos pés de Schjelderup, logo ao três minutos e, o segundo nos de Rafa, onze minutos depois.
O jogo continuou até ao intervalo em modo de sentido único. As oportunidades chegaram e sobraram para repetir o 10-0, mas a bola teimou em não voltar a entrar na baliza de Kaíque. Claro que o "desaparecimento" de Pavlidis, que já nem de penálti marca, tem muita responsabilidade nisso.
Na segunda algumas coisas mudaram. O Nacional entrou mais atrevido, chegou a ter alguns períodos com bola, obrigou Trubin a algumas intervenções, e chegou até a marcar um golo, imediatamente anulado pelo árbitro Fábio Veríssimo (que bem fez das suas, como não podia deixar de ser), por carga sobre Pavlidis, em acção defensiva. E aí as bancadas sentiram-se.
Essa fase, capaz de introduzir alguma dúvida no jogo, durou pouco tempo. Terminou com o penálti cometido sobre Schjelderup, ainda dentro do primeiro quarto de hora, que Kaíque defendeu. Mas que Pavlidis falhou.
Com as substituições - entradas de Ivanovic (Pavlidis), Aursnes (Rafa), Lukebakio (Prestianni, o melhor em campo), e Enzo Barrenechea (este pela inesperada lesão de Rios) -, à entrada do último quarto de hora, o Benfica voltava ao controlo absoluto do jogo, e a somar oportunidades de golo, sucessivamente desperdiçadas, algumas delas das formas mais caricatas.
E afinal ... o Gonçalo Moreira, a convocatória pomposamente anunciada, só entrou já nos descontos. Afinal ... uma estreia com dois minutos.
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