quinta-feira, 30 de julho de 2026

Benfica 5 - St Gallen 0

 


Quando uma equipa marca individualmente no campo todo, se do outro lado estiver um adversário com um mínimo de classe, competente na recepção e no passe, sai invariavelmente goleada. Se o adversário não tiver essas competências, se do outro lado não houver um mínimo de classe, em vez da goleada perde-se o jogo, como há uma semana, na Suíça, ou passam-se por momentos tenebrosos, como aconteceu nos primeiros dez minutos do jogo de hoje. 

Benfica e St Gallen comprovaram isso, mais uma vez, hoje no Estádio da Luz. Ao marcar no campo todo, "homem a homem", o St Gallen fez o campo grande, tornando mais fácil a tarefa das equipas tecnicamente mais apetrechadas. Há mais espaço para jogar. Depois, é preciso sabê-lo explorar. Porque, caso contrário, se houver passes e recepções falhados, quando há espaços, a marcação individual mantém-se. Mas já sem espaço.

Na primeira parte aconteceu de tudo. Até 10 minutos assustadores. O Benfica tentou aproveitar o campo grande, mas nem sempre conseguiu. Consegui-o no primeiro golo, de Pavlidis, logo aos 11 minutos. E mais umas duas ou três vezes, não mais.

Com 74% de posse de bola na primeira parte, o Benfica teve apenas 2 remates enquadrados na baliza, de um total de 10. Não muito diferente da equipa suíça: os mesmos remates enquadrados, de um total de sete. É o espelho o que se disse acima.

Na segunda parte, em que o St Gallen voltou a tentar entrar mais intenso na sua marcação individual, o Benfica já se aproximou das expectativas dos quase 60 mil que se deslocaram à Luz. O segundo golo, de Pavlidis novamente, acabou com essa tentativa, logo aos 10 minutos. Que acabou, de todo, com a expulsão, logo a seguir - segundo amarelo - de Stanic, que agarrou Pavlidis, que se esgueirava à entrada do meio campo, em mais um aproveitamento do espaço que o campo (grande) dava. 

Mais dez minutos e novo golo de Pavlidis, a colocar ponto final na eliminatória. Um golo onde se viu que o árbitro alemão - Florien Bastdubner, por sinal muito fraquinho - tinha auxílio de VAR. Em dois penáltis anteriores nunca se dera por ele, mas viu-se neste golo, inicialmente anulado, quando a bola tinha voltado a Bah devolvida por um adversário.

Antes de sair Pavlidis (John Duran) ainda faria o "poker", de penálti, culminando uma exibição muito bem conseguida. Como a António Silva, em jogo de despedida, e a deitar mais uma achas para a fogueira que vai consumindo Rui Costa. António Silva, a jogar assim (como se percebe que Marco Silva o deixa jogar, como já deixara Roger Schmidt), não podia ter chegado a este ponto.

Rios, Shcjeldrup, Lukebakio e Dedic também entraram, e o Benfica poderia ter marcado mais uns quantos golos. Marcaria apenas mais um, de excelente recorte, diga-se, por Langelet, fechando a goleada em 5-0. Num jogo com 78% de posse de bola, 25 remates, com 10 enquadrados, e com mais seis grandes oportunidades, claras, de golo.






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