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A última corrida antes de férias - sim, também a fórmula 1 pára em Agosto -, o GP da Bélgica em Spa-Francorchamps, confirmou que a Mercedes está de volta ao topo da especialidade máxima do automobilismo. Ao lado da Mcalaren, da Red Bull e da Ferrari, mas agora no lado mais acima.
Mesmo que Vestappen (tem, apesar de tudo, praticamente o título mundial garantido, até porque, mesmo com um inédito jejum de quatro corridas tem, ainda assim e sempre reforçado a sua posição para o segundo) e a Red Bull continuem com larga vantagem no conjunto da temporada, a verdade é que já nada é o que há bem pouco era.
Max Verstappen foi o mais rápido na qualificação, mas uma penalização (ter sido utilizado um elemento adicional da unidade de potência) colocou-o a partir do 11.º lugar, ficando Charles Leclerc (Ferrari) com a pole position. Com Perez ao seu lado, e Hamilton atrás, na segunda linha, a largar da terceira posição. Norris, ao seu lado na segunda linha, largou da quarta posição.
Cedo a corrida começou a ser dominada por Hamilton, que ganhou logo no arranque o segundo lugar a Perez, com mais um prestação miserável. Partiu em segundo e chegou em oitavo, e nem a melhor volta, por via da mudança de pneus na última volta para garantir o pontinho a mais a que a Red Bull já tem de se agarrar, o livrou da mediocridade.
Tudo apontava para que fosse o mais recordista piloto da fórmula 1 a ganhar. Obedecendo à estratégia da equipa Hamilton fez duas trocas de pneus, mesmo comunicando que estavam em bom funcionamento, e que não havia necessidade. Russel, seu colega da Mercedes, foi mais longe e respondeu para a box que não faria a segunda troca. Que iria até ao fim.
E foi. Herdando o primeiro lugar na segunda paragem de Hamilton, nunca mais o largou. O seu colega e compatriota mais velho bem o pressionou mas Russel defendeu-se e não cedeu mais o primeiro lugar. Ainda chegou a parecer que esta "teimosia" de Russel, com a complacência da equipa, pusesse em perigo até a vitória, já que Piastri aproveitava para se aproximar. Mas não, e a Mercedes fez a dobradinha que há muito lhe fugia, e Hamilton o 201º pódio. O número redondo - os 200 pódios - tinha sido atingindo no último domingo, no GP da Hungria, então numa situação inversa: dobradinha da Mclaren, e terceiro lugar para Hamilton.
Há muito que a Fórmula 1 não tinha a competitividade actual. Nesta temporada já houve sete vencedores, o que não acontecia há 10 anos. Não há nesta altura nem uma equipa, nem um piloto, hegemónico. A Red Bull corre sérios riscos de não ganhar o mundial. Ao contrário de Verstappen que, com a abertura da competição, vai assistindo às alternâncias no segundo lugar e, com isso, reforçando a vantagem.
PS: Depois da publicação deste texto, veio a saber-se que Russell fora desqualificado, por o seu monolugar ter terminado a corrida abaixo do peso mínimo exigido (798 quilos). Desta forma, aquela que seria a terceira vitória da carreira de Russell e segunda da temporada passou a ser a 105.ª de Hamilton, segunda este ano, enquanto Oscar Piastri (McLaren) foi promovido a segundo e o monegasco Charles Leclerc (Ferrari) acabou no degrau mais baixo do pódio.
Russell foi desqualificado por peso irregular no seu carro.
ResponderEliminarPedro Cunha
Assim foi, como acabei por acrescentar em reedição do texto.
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