Por Luís Fialho de Almeida
No novo governo, a cultura - não a da terra mas a do “espírito” - foi minimizada e reduzida a uma secretaria de estado. Também a cultura - não a do espírito, mas a da “terra” - foi minimizada e integrada num super ministério que juntou a agricultura, o mar, o ambiente e ordenamento do território.
Terão sido critérios economicistas a ditar as razões e as estratégias. Há alguns anos que se anuncia a morte do ministério da agricultura, mas a morte vem gradual e lenta, para que seja esperada e menos dolorosa.
Para algum conforto dos interessados, ambas as culturas - a da terra e a do espírito - tiveram notas programáticas relevantes, quer nos textos, quer nos discursos de apresentação do novo governo.
Como “crise” também pode significar oportunidade para o discernimento e crescimento, resta-nos a esperança que ambas tenham melhores dias, pois qualquer das culturas precisa de atenção, respeito, reconhecimento, acompanhamento e estimulo para produzirem frutos.
As “culturas” marginais terão o seu mérito, mas produzem colheitas incertas.
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