Por Eduardo Louro
O Ricardo Carvalho já veio dizer de sua justiça. Mas disse pouco. E mal!
O que nem deixa de continuar a soar a estranho nem deixa tudo esclarecido. Diz que, de cabeça quente, errou, o que na circunstância não é suficiente. De cabeça fria, tinha obrigação de dizer mais e de não acusar o outro de mercenário, porque não tem cabimento. Diz que fizeram que se sentisse mal, o que, nem sendo claro, nem suficiente – ou simplesmente não sendo suficientemente claro – poderá não ser mais que uma escapatória para um beco sem saída. Se a história de Paulo Bento nos permite admitir que ele sabe como se fazem essas coisas, esta de Ricardo Carvalho não nos impede de concluir que esteja apenas a procurar tirar precisamente partido disso.
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