terça-feira, 13 de setembro de 2011

TSU, FINALMENTE!

Por Eduardo Louro


 


Andávamos nós ainda todos entretidos a discutir a bondade da redução da Taxa Social Única (TSU), já com toda a gente convencida, incluindo o ministro das finanças, que não é grande ideia quando, de repente, vem o FMI dizer que é para reduzir em oito pontos percentuais. Ponto final. Para que não haja dúvidas!


E dentro de dias terão cá uma equipa para cuidar que a medida fique mesmo no orçamento - que nos vêm ajudar a fazer - a apresentar em Outubro, para que não subsista qualquer dúvida sobre quem manda.


Mas mandam mal, como está mais que provado. Quando se andam anos e anos a mandar mal sujeitamo-nos a isto: a ser mandados de fora. Mal, à mesma, mas de fora. E sem piar!


Esta medida, que a troika aponta como a chave da competitividade da nossa economia, não resolve coisa nenhuma. Porque não tem expressão enquanto factor de redução de custos de produção.


É para aplicar à totalidade das empresas e não apenas às exportadoras. É para aplicar ao sector da distribuição e a todas as empresas que vivem à sombra da enorme bananeira que é o Estado, que as ajudam a fixar os preços dos bens e serviços, que exploram em regime de monopólio, como bem querem e lhes apetece.


Isto deverá retirar aos fundos da segurança social qualquer coisa como 3,2 mil milhões euros por ano, que terão que ser compensados de alguma forma. Diz-se que é no IVA. Cada ponto percentual de corte na TSU obriga a um acréscimo do dobro na taxa de IVA. Dois pontos percentuais,  dezasseis!


Agora imagine-se o que isso representa para a economia e na sociedade. No consumo. Na recessão. Na economia paralela. Na quebra de receita fiscal e no agravamento do défice. Que depois vão pretender compensar com mais impostos, voltando tudo ao início. Ao círculo vicioso!


Sei bem que virão uns entendidos dizer que é bom, porque reduz as importações. E com as exportações a aumentar ficamos com o défice externo resolvido. Coitados…


Bom, coitados é de nós!


 

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