Por Eduardo Louro
É surpreendente, mas também chocante, a informalidade como coisas tão sérias e decisivas são tratadas nesta (des)União Europeia. Não surpreende, embora talvez choque, que os nossos problemas sejam indexados aos da Grécia. Não surpreende nem choca o peso da opinião pública nas decisões alemãs sobre a União, o que choca é o peso da opinião pública nas decisões que a União tem que tomar.
E, claro, é surpreendente e chocante aquele agradecimento servil do nosso ministro das finanças. Chocante porque sim. Porque choca! Surpreendente porque, por dever de coerência do discurso oficial interno de Vítor Gaspar e Passos Coelho, esperávamos que o nosso ministro das finanças, empertigado, dissesse logo que não. Nem pensar, não precisamos disso para nada!
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