Por Eduardo Louro
A União Europeia acaba de emitir um relatório de avaliação da execução do programa de resgate sustentado na terceira revisão da troika, onde se declara surpreendida com o nível de desemprego, que atingiu os 15% em Fevereiro, conforme ontem divulgou o Eurostat.
Surpreendemo-nos com a surpresa. Mas o que mais surpreende é uma das razões apresentadas por Peter Weis - responsável da Direcção-Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros (ECFIN) – que, numa conferência de imprensa em Bruxelas, admitiu a possibilidade de este aumento estar relacionado com as recentes alterações nas regras do subsídio de desemprego. É que, adiantava, as pessoas e as empresas teriam antecipado o desemprego para Fevereiro para beneficiarem do regime anterior.
Notável! Gente extraordinária, sem dúvida!
Olá,
ResponderEliminarPortugal parece ser o novo elo mais fraco da UE. Sem crescimento económico não se vê como Portugal poderá regressar aos mercados financeiros. Ou Portugal não paga a dívida ou pede um novo empréstimo.
Todavia, o casal "Merkozy" tem problemas com 3 países europeus: A Irlanda onde um referendo deverá ter lugar sobre o tratado "Merkozy"; A França que com a vitória do socialista F. Hollande significaria a separação do casal e a re-negociação do tratado; As eleições Alemãs levantam desde já polémica visto que os socialistas Alemães revendicam dividendos e partilha dos lucros obtidos dos sacrifícios impostos aos trabalhadores Alemães.
Finalmente, os trabalhadores começam a perguntar-se porque é que a Banca Central Europeia empresta a 1% aos bancos privados e que estes, por sua vez, emprestam com valores superiores no mínimo (Itália) a 5%.
E é claro o peso das instituições democráticas vai-se diluindo entre pareceres de economistas e outros peritos..
Abraço,
Nuno
É como diz, Nuno. Não pode haver crescimento económico com este programa da troika, testado na Grécia com os resultados conhecidos. Toda a gente há muito sabe disso, mas não deixa de ser curioso ouvir os mesmos eurocratas referidos neste texto garantirem um crescimento de 3% para 2013.
EliminarÉ o fado português exportado para a Europa. Resta, como deixa entender, a esperança nos resultados das eleições em França e na Alemanha...
Um abraço, Nuno.