Por Eduardo Louro
Já há dois dias que estávamos à espera do adversário para as meias-finais. Desconfiávamos que seria a Espanha, mas tivemos que esperar pela confirmação, hoje!
Desembaraçou-se facilmente da França, com dois golos do improvável Xabi Alonso: o primeiro – também improvável - de cabeça e o segundo de penalti. E também improvável, quando por lá estão Iniesta, Xavi ou Torres…
Tinha aqui dito há uns dias que estas duas selecções chegavam aqui com manchas no percurso do apuramento. E que se a mancha que a Espanha trazia seria muito difícil de limpar, a da França não. Isto porque a da Espanha vinha da arbitragem – e ainda amplificada pelas declarações de Paltini – enquanto a da França vinha do seu défice exibicional e do banho de bola que a eliminada Suécia lhe deu.
À França, para limpar essa mancha, bastava-lhe hoje uma boa exibição, independentemente do resultado. A Espanha não podia fazer nada …
A França acabou por não limpar nada. Pior: acrescentou ainda mais mancha à mancha!
A Espanha, de novo sem ponta de lança, como no primeiro jogo, com a Itália, dominou completamente o jogo. Mais acentuadamente na primeira parte mas nem por isso menos claramente na segunda. Sempre com o seu tiki taka a funcionar como uma cerzideira, fabricando linhas de passe e espaços que os franceses, sem antídoto, não conseguiam tapar.
Na primeira meia hora do jogo, e o golo de Xabi Alonso aconteceu aos 19 minutos, a França não saiu do seu meio campo. Só a partir dos 30 minutos a França começou a pisar, com alguma consistência, terrenos mais adiantados. Remates só de bola parada e, ainda assim, apenas dois - um à baliza!
Quer isto dizer que a Espanha fez uma grande exibição? Não! De maneira nenhuma, o que ainda penaliza mais a exibição dos franceses. Os espanhóis, depois de se encontrarem a ganhar, limitaram-se a ter a bola – 60% de posse de bola na primeira parte, como habitualmente – e a trocá-la, como só eles sabem, como naquelas brincadeiras da rabia, para trás e para os lados, sem criar oportunidades para marcar.
Era a confirmação do regresso da Espanha campeã do mundo na África do Sul. Da Espanha do um a zero - não era um elogio – que marca um golo e defende-o com unhas e dentes. Só que – e agora é que vem o elogio – da forma mais inteligente, competente e eficaz que há!
A segunda parte não foi mais do que isto, embora a França tenha tido mais bola - no final a posse de bola da Espanha era de apenas 55%, o que é muito pouco para os seus padrões – sem que qualquer das equipas criasse oportunidades para marcar e, à medida que o tempo passava, a darem sinais de contentes com o resultado. A Espanha, porque era a Espanha do um a zero, e a França porque acharia que perder por um é melhor que perder por mais.
O penalti que o árbitro assinalou no último minuto é que veio estragar isto tudo. Se foi o prémio imerecido para os espanhóis, foi o castigo merecido para os franceses!
E pronto, lá temos que nos haver com os nuestros hermanos. E com os desejos de Platini!
Pela primeira vez, o Sr. Platina, não é erro, é mesmo de platina, mas com os pés, porque, este Senhor fala bem quando está calado, e com os pés, como todos sabemos, era realmente muito bom. Como dizia, desta vez, vamos ganhar. É apenas uma questão de fé, mas quando as probabilidades São adversas é quando os nossos rapazes conseguem melhores jogos.
ResponderEliminarPor outro lado, a fé vai beber à convicção que finalmente temos um grupo unido, coeso, uma equipa. Se tivermos uma pontinha de sorte, que nestes jogos a eliminar também é fundamental, e se contarmos mais uma vez com aquela máquina de jogar futebol que nasceu para o jogo no pastilha, vamos à final, e como diz o nosso Mou. As finais São para ganhar.
Era uma alegria merecida, para um povo que sofre.
Abraço
Nota: Devias escrever mais sobre futebol noutros meios de comunicação, porque leio muito porcaria sobre o jogo, escrita por gente dita importante, que não tem metade do teu nível.
Boa sorte para Quarta
Obrigado Júlio. Volta mais vezes.
EliminarUm abraço!
Apesar de ter escrito, o meu nome, mas como estou a escrever no telemovel, não gravou, mas é o Júlio.
ResponderEliminarAbraço
Apesar de ter escrito, o meu nome, mas como estou a escrever no telemovel, não gravou, mas é o Júlio.
ResponderEliminarAbraço
É o Julio, não sei o que se passa com o tekemovel, que não gosta do nome do dono.
ResponderEliminarNão gosta do nome do dono mas gosta de duplicar. O que é bom, sempre contribui para a estatística de comentários!
Eliminar