Por Eduardo Louro
Está na estrada – mais tarde que o habitual, para não ser canibalizada pelos Jogos Olímpicos - a 74ª Volta a Portugal em bicicleta. Este ano com naming: “Liberty Seguros”!
As primeiras pedaladas foram dadas ontem, com o prólogo. Que, como em todas as provas, para mais não serve que escalonar a primeira classificação numa tabela separada por décimos de segundo – 2,2 quilómetros não dão para muito mais - e atribuir a primeira camisola da prova, que não tem nada que andar no corpo do último vencedor. Vestiu-a um desconhecido sul-africano – Van Rensburg – pela primeira vez em Portugal!
Tem como novidade o regresso do galego mais português do pelotão ciclista, David Blanco, depois da ausência do ano passado que, se lhe não permitiu confirmar aspirações em provas mais exigentes, permitiu a vitória de um ciclista português – Ricardo Mestre -, coisa que há muito não acontecia.
É de resto à volta deste português da Galiza que gira o maior ponto de interesse desta Volta. Detentor, com Marco Chagas, do maior número de vitórias na Volta – quatro – o interesse maior está em saber se chega ao penta, feito difícil de alcançar na Volta portuguesa. Será também essa a motivação que o levou ao regresso e a adiar por mais um ano a decisão de arrumar a bicicleta!
A competição terá os seus pontos altos – mesmo no sentido literal – na Senhora da Graça, já no sábado, e na Torre, lá no cimo da Serra da Estrela, na próxima semana. O que esses dois dias não resolverem ficará adiado para o penúltimo dia, no contra-relógio de Leiria.
Ao logo destes dez dias iremos dar conta do que de mais relevante se venha a passar.
Sem comentários:
Enviar um comentário