Por Eduardo Louro
Quando as exportações são a única saída para a economia portuguesa. Quando é na América do Sul que está o seu maior potencial de crescimento. Quando, ainda há uma semana, Portas por lá andava – e bem – a fazer por isso, o mesmíssimo Portas brinda o país com uma última decisão que arrasa com tudo isso.
Mais papista que o Papa, ou simplesmente irresponsável, Portas proibiu a aterragem, para escala técnica em Portugal, do avião presidencial da Bolívia. A França, outro dos bons exemplos da esquizofrenia que por aí vai, fez o mesmo e foi a Áustria a permiti-lo!
A actual América do Sul não é só uma das regiões do mundo em maior crescimento, que ninguém responsavelmente pode negligenciar. Não é só a região do mundo com maior homogeneidade política, governada à esquerda. É ainda a região do mundo de maior solidariedade política, onde os governos mais cumplicidades revelam entre si…
Por isso esta é a decisão mais gravosa de Portas. Mais ainda que a da demissão, que terá tomado logo depois… Mas que deveria ter tomado antes!
Há muita coisa no Portas que não me agrada. Em especial por não ser um corredor de fundo, que era o que um Partido como o CDS precisava de ter como lider. Acho um politico muito apressado que não perde a oportunidade de entrar no comboio em andamento (do poder) e sair logo que acha que o comboio não o leva para onde imagina... Não sei o que se terá passado para tomar esta decisão, depois de ter indicado alguém do CDS para integrar a equipa da nova ministra das Finanças...
ResponderEliminarConcordo contigo, António. Claro que é inaceitável que, como parece confirmar-se, Passos o tenha ignorado no processo de substituição de Gaspar. Mas a verdade é que Portas não consegue deixar de entrar e sair dos comboios, coisa que exige muito dos rins e pouco da coluna vertebral...
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