segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Vuelta 2013

Por Eduardo Louro


 


 


A Vuelta, a última das três grandes corridas do calendário mundial do ciclismo, aí está, já a entrar na última das suas três semanas. Despediu-se hoje dos Pirenéus, ao fim de três dias de alta montanha, com chuva e muito frio pelo meio, que fez muita gente passar mal. Alguns nomes sonantes não resistiram, e tiveram de abandonar…


Amanhã é dia de descanso – já o segundo – e depois seguem-se ainda uns dias de montanha, pelas Astúrias. Só depois se fará a festa, em Madrid!


A Vuelta é hoje, provavelmente, a mais espectacular das três principais provas mundiais, e as únicas com a duração de três semanas. Porque, em relação ao Giro, beneficia do calendário e, relativamente ao Tour, de ser uma prova mais aberta. No Giro de Itália, boa parte das principais figuras ou fica de fora, ou participa em regime de preparação para o Tour de France. Essa - a principal das três – está sujeita à ditadura competitiva dos grandes nomes. Em cada ano um ou dois nomes tomam conta da corrida e dominam-na a seu bel-prazer. Um ou dois nomes que, depois e obviamente, não estão em Espanha. Com um grau de dificuldade já muito idêntico ao do próprio Tour, e sendo a última grande competição do calendário, e por isso a última oportunidade de êxito para as principais figuras do pelotão internacional, a Vuelta, sem os grandes ditadores do Tour, é uma competição aberta e super competitiva . Daí que a camisola da liderança, que é vermelha e não amarela, como em Itália é rosa, mude de corpo quase todos os dias. Mas, e o que mais conta, que as etapas sejam todas elas disputadíssimas, com ataques sucessivos, uns atrás dos outros, fazendo de cada dia um grande espectáculo de ciclismo.


Vicenzo Nibali, o italiano que ganhou o Giro deste ano, e que procura a rara proeza (só uma vez lograda) de lhe juntar a Vuelta, segue de vermelho, e é mesmo quem mais tempo a manteve. Mas a nota de maior sensação vem de Chris Horner, um americano á beira dos 42 anos, que está logo a seguir, a 40 segundos. E que apenas é segundo porque o contra-relógio, onde perdeu muito tempo para todos os adversários, não é a sua especialidade. Depois vêm os dois melhores ciclistas espanhóis da actualidade – Alejandro Valverde e Joaquim Rodriguez – já com o Tour a pesar-lhes nas pernas, ao contrário dos dois primeiros.


Se nada de anormal vier a suceder, no pódio, no próximo domingo em Madrid, estarão três destes quatro nomes…


Uma referência aos dois portugueses da competição, André Cardozo e José Mendes, que têm tido um bom desempenho. Com o primeiro, um muito razoável trepador, a sobressair nestes dia de montanha e já no top 20, e o segundo, com um bom contra-relógio, mais notado na primeira fase da competição mas agora a cair na classificação.


 

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