segunda-feira, 16 de junho de 2014

Brasil 2014 V - Portugal caiu. Dará para levantar?

Por Eduardo Louro


 Fábio Coentrão lesionado


 


Lá estavam Blatter, Platini … e Merkel. Passos Coelho não estava, teve que cancelar a viagem para cá ficar a resolver os problemas enormes que o Tribunal Constitucional lhe criou. Como temos visto o homem tem andado numa roda viva, a resolver coisa atrás de coisa…


Destacou o Marques Guedes para se opor à Merkel!


Terá sido por sentir esta diferença de pesos que o senhor sérvio que apitou o desafio tratou de arranjar um penalti, pouco passava dos 10 minutos. A partir daí os alemães tomaram conta do jogo, assegurando um domínio técnico e táctico que a selecção nacional não conseguiu contestar. E o árbitro tomou-lhe o gosto, não mais parando de penalizar os jogadores portugueses, nas pequenas como nas grandes coisas. Como foi, imediatamente após o segundo golo, agora numa falha dos dois centrais, a expulsão do Pepe – erro que não desculpa a atitude perfeitamente gratuita do central da selecção portuguesa – que deixou a equipa com 10, com uma hora de jogo pela frente e dois golos de desvantagem.


Depois de já ter perdido o Hugo Almeida, por lesão, perdia Pepe. Que nunca estivera bem, começando logo com um atraso disparatado – a que o Rui Patrício respondeu com um disparate ainda maior, que sópor acso não deu em golo – deixando a ideia que não deveria ter entrado, como aconselharia o seu prolongado afastamento da competição. Para completar o cenário de terror, mesmo em cima do intervalo, já no período de compensação, a selecção sofreria o terceiro, num falhanço do Bruno Alves, então central único.


A segunda parte foi mais do mesmo terror. O Fábio Coentrão lesionou-se – com gravidade, pareceu – e obrigou a esgotar as substituições. O árbitro não assinalou um penalti claro sobre o Eder. E o Rui Patrício construiu em dois tempos um monumento ao disparate, que deu no quarto golo que fecharia a goleada.


A Alemanha provavelmente ganharia sempre este jogo. Porque, ao contrário do que muita gente quis fazer crer, é muito melhor. Mas a sua superioridade não seria a que foi sem as incidências que o jogo teve, incluindo a arbitragem. Poderia ser outra, mas nunca com este ar de passeio…


A goleada deixa a equipa animicamente de rastos, pondo seriamente em risco o apuramento. Para seguir em frente não basta mexer na equipa, mesmo que, com menos três opções, ainda haja muito por onde mexer. Mais difícil será mexer na arquitectura da equipa, assente numa enorme dependência de Cristiano Ronaldo. Depois do jogo na Suécia, a ideia que fica é que a equipa lhe endossa todas as responsabilidades!


O problema não é sequer que ele não esteja em condições de as assumir, o problema é que isso é a negação de uma equipa. Uma equipa é um grupo, solidário na iniciativa e na responsabilidade, a que ninguém, individualmente, mesmo o melhor do mundo nas melhores condições, pode substituir-se!


 

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