sábado, 16 de agosto de 2014

Remediar o irremediável?

Por Eduardo Louro


 


 


A semana que está a terminar marca o regresso dos bombardeamentos americanos ao Iraque. Hoje mesmo, logo depois da meia-noite, os caças-bombardeiros norte-americanos lançaram o maior dos ataques até ao momento contra posições dos jihadistas do Estado Islâmico (EI), depois de umas primeiras notícias que davam conta da estratégia americana de armar os curdos, para lhes entregar as tarefas de combate ao fundamentalismo islâmico a quem os deslumbrados, ignorantes e irresponsáveis Bush, Blair, Asnar e Barroso entregaram o Iraque.


É difícil remediar o irremediável, e  na política externa americana tem sido frequente que a emenda saia pior que o soneto. O próprio Iraque, e Sadam, foram exemplo disso, e da última vez que decidiram armar uns para combater outros deu no que deu no Afeganistão…


Já nada consegue remediar os disparates aventureiros de Bush, o Iraque jamais voltará a ser o tampão que era ao crescimento do jihadismo e o mundo nunca mais será tão seguro como era até 2003, mas seria talvez tempo de aprender alguma coisa com a História.


Por isso, e porque não é bonito mandar limpar aos outros a porcaria que fizemos – mas esse é o lado para os americanos dormem melhor –, é bom que, se forem capazes, resolvam agora o problema, sem voltar a mexer em mais um enxame…

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