terça-feira, 18 de novembro de 2014

Uma vitória que ninguém sabe donde caiu

Por Eduardo Louro



 


Nada como enfatizar o duelo Ronaldo/Messi para esconder que a selecção não joga nada. Não joga nada, não tem rotinas, os jogadores não sabem muito bem o que ali andam a fazer... Se isto é assim com o seleccionador no banco, como seria se estivesse a cumprir o castigo?


A selecção fez dois remates no jogo todo: o primeiro por Cristiano Ronaldo, e sem ponta de nexo,  a meio da primeira parte; o segundo foi na última jogada, e deu o golo do miúdo. Do Raphael Guerreiro, o mais baixo em campo, de cabeça, no único movimento intencional - e desempoeirado - em toda a jogada. O que é ainda mais extraordinário se tivermos em conta que a equipa dispôs de quatro ou cinco livres próximos da área argentina. E de outros tantos cantos, tudo sem resultar um único remate... Claro que, com um ponta de lança como Éder, essa coisa do remate é muito complicada. Isso não é bem para ele...


Mas pronto. Na história lá fica mais um desses duelos que pôem os media em delírio. E uma vitória portuguesa, que ninguém sabe donde caiu!

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