Por Eduardo Louro
Minutos - poucos, menos de dez - depois de o PS ter apresentado as suas propostas, e de as ter disponibilizado num documento de 97 páginas, o vice-presidente do PSD, José Matos Correia, apareceu nas televisões a falar da folha de Excel, de Sócrates, e da lenga lenga da banca rota. Confessou que não conhecia as propostas e que não tinha lido o documento, mas que o PSD podia desde logo fazer uma "apreciação geral do documento e essa apreciação geral é negativa". E que mais uma vez o PS aumenta despesas, corta receitas e fica à espera que o PIB cresça!
Quer dizer, o PSD anda há meses a reclamar ideias e medidas ao PS. Quando são apresentadas não lhes liga nenhuma e só se preocupa com a pressa de vir dizer que nem precisa de as conhecer para as deitar abaixo. Não importa se há ideias, só importa que não haja. Não importa avaliar e discutir o que quer que seja, o que importa é aparecer o mais rapidamente possível a bater panelas por cima delas. Fazer chinfrim... Armar à confusão!
É nisto, nesta baixa política, que o regime definha. A cereja está no remate final da sua prestação:
"Não é uma forma séria de fazer política". "Não brincamos com coisas sérias".
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