quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Gente Extraordinária

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O BCE vem dizer, num Relatório que consta da terceira edição da Rede de Dinâmica Salarial (Wage Dynamics Network), um projeto de investigação de economistas do BCE e de 25 bancos centrais nacionais da União Europeia, incluindo o Banco de Portugal, que depois da troika, do chamado programa de ajustamento, ficou mais fácil para as empresas despedir e baixar salários. 


É o Relatório que o diz, mas quem o declarou nos inquéritos conduzidos pelo Banco de Portugal, em 2014 e 2015, foram os empresários portugueses. É o que entra pelos olhos dentro, e toda a gente vê. Mas é aqui que a "porca" do patrão da CIP, António Saraiva, "torce o rabo": não é nada disso - garante -, "as conclusões do BCE são excessivas". Os empresários é que estão confundidos, e misturam despedimentos com ... despedimentos. Extraordinário!


 


 


 

7 comentários:

  1. Boa tarde,

    Na minha opinião, continua a ser demasiado dificil libertar/despedir trabalhadores das empresas portuguesas. Nao se pode despedir ninguem mesmo que ele roube dinheiro/produtos à empresa sem se arranjar provas fisicas admissiveis em tribunal, mesmo que o trabalhador assuma e se ria disso privadamente à entidade patronal.
    Nao se pode despedir ninguem que pertença aos quadros sem se conseguir negociar uma indemnização ( essa treta de um mes/ano de serviço só avança se o trabalhador aceitar.Ele pode ser intransigente e pedir 1000 000 euros para sair.)
    Basta a um trabalhador estar presente durante o horario de contrato para uma empresa portuguesa ficar amarrada em processos e tribunais e sindicatos.

    Por causa dessas razoes todas, é preferivel para uma empresa nao ficar com ninguem nos quadros, colocar apenas pessoas a recibos verdes ou contratos de curta duração. E isto sem falar na imensidão de desempregados que nao querem trabalhar porque ganham mais no subsidio de desemprego que num trabalho honesto de 600€. Ganham o subsidio, fazem uns trabalhos por fora, ficam em casa quando querem, têm muito melhor qualidade de vida actualmente que um trabalhador.

    Escrevo apenas a minha opinião, mas acredito piamente que, em qualquer contrato entre pessoas/pessoa-empresa/empresa-empresa, nao deveria existir qualquer regra. Só aceita quem quer as condições contratuais. Quem nao gosta, nao assina e segue a sua vida noutro lado.

    Melhores cumprimentos,

    Daniel Silva

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  2. Felizmente o BE e o PC tomam contam desse fulanozeco (António Saraiva)

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    1. O k o BE PCP
      querem é muito desemprego

      E fazem todo o possível por isso

      Para grunhir k a culpa é do capitalismo
      Intoxicar os pobres mentais

      E fazer grandes manifs

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  3. Mais uma vez, aqui está espelhada a miséria deste País. Que ninguém se convença do contrário…. O capitalismo desgovernado é a nova epidemia do século…
    O poder político, e respectivos amigos das cá-boiadas, aproveitam-se dos cargos que ocupavam, para reformularem, as leis ligadas ao mundo do trabalho a seu belo prazer, como por exemplo, os novos argumentos para o despedimento, bem como, o valor da indemnização a receber...Vejam o aumento do número de casos que dão entrada diariamente, no tribunal de trabalho.
    Já está na hora do Povo ganhar juízo… Pelos visto, em Portugal existe uma espécie de maldição… Pois, temos sempre o eterno problema, de não encarar a realidade tal e qual ela se apresenta...Sem dúvida, é mesmo assim...Infelizmente...E eu pensava, que era o único a ter este tipo de loucura, de não compreender este estado de coisas...Portugal foi alvo de um resgate, o dinheiro não foi usado, para dar de comer aos pobres, muito menos para auxiliar os doentes, desempregados, crianças e idosos que passam fome, enfim, diminuir as desigualdades e colmatar as assimetrias, cada vez mais gritantes no País. Serviu sim, para tirar os bancos da ruína, e aumentar o fosso entre ricos e pobres...Uma vergonha... Os Portugueses, durante estes últimos anos, viram os seus direitos lapidados, e as desigualdades acentuadas, enquanto o dinheiro dos seus impostos, era usado para tapar crateras em bancos... Posto isto, chegamos a triste conclusão, que as pessoas mais vulneráveis, são as maiores vitimas no meio disto tudo. Quando, temos no País cada vez mais desigual,com trabalho precário para oferecer e mal remunerado...Como tantos licenciados que estão a falsos recibos verdes, licenciados a receberem ordenado mínimo. Patrões que não querem empregar pessoas acima dos 35 anos, e que só querem jovens a procura do 1º emprego para assim terem direito aos apoios do Estado, e ao fim do estágio mandam-os embora, entre outras coisas... Os contratos de inserção, não são, nada mais, do que a utilização de mão de obra barata....Ou quando, existiram atritos para aumentar o salário mínimo em poucos euros; enquanto se altera a lei para elevar os salários dos gestores...Ou quando, se aumenta os ordenados dos políticos, secretários de estado, administradores, gestores, em muitas centenas de euros...E mais uma vez, a Lei é feita à media, para dar cobertura a este estado de coisas; também não admira, é feita por estes “senhores”... E nem me venham, com o argumento falacioso, que o ordenado é proporcional ás responsabilidades...Pura demagogia, os sucessivos casos que tem vindo a público, são testemunha disso. Como gestores, administradores, que levam empresas, bancos e o próprio estado à falência. Muitas vezes, estes ditos gestores nem coordenar/mandar sabem. E por vezes, o estrago não é maior, pois quem segura as pontas, e gere a “casa” como deve de ser, são os quadros intermédios, dos quais, têm toda a responsabilidade, e não ganham, nem um terço, dos ordenados dos Srº gestores...Esses sim, são os verdadeiros Gestores. Todos nós conhecemos, e até vivência-mos situações dessas..
    Este estado de coisas, tudo para uns e nada para outros, correspondem nada mais do que, a nova forma de escravatura moderna, que destrói a dignidade da pessoa Humana que o PAPA Francisco tanto fala… E que perpetua as desigualdades sociais ...
    Sem dúvida, um País que transborda de injustiça social...E desta forma, se vão perpetuando, os desequilíbrios e as desigualdades sociais..
    Pessoas que ganhando o ordenado mínimo, sentem dificuldades diárias, para pagar as despesas mensais, e ainda por comida na mesa. Este tipo de situação, requer um debate alargado, pois tem muito que se lhe diga...Quem pensa que esta gente leva uma vida boa, troquem com eles...Mas, no meu disto tudo, assim se vai mantendo o povo estupidecido ... Mas, de uma coisa não tenham dúvida, este estado de coisas só acontecem porque nós deixamos...
    Se pudesse, gostaria de não morrer, sem ver uma espécie de Madre Teresa de Calcutá na área da justiça social deste País...Ainda há gente que acr

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    1. Se o capitalismo é assim tão mau, pk vives cá ? ? ?

      VAI PARA CUBA
      COREIA DO NORTE
      VENEZUELA
      CHINA
      VIETNAME


      AH ÉS UN COVARDE QUE ADORA OS LUXOS CAPITALISTAS.

      mas como doente mental
      Dizes mal dos luxos k adoras

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    2. Exº Senhor,
      Que eu saiba, tenho tanto direito, a estar no meu País como qualquer outro...Capitalista ou não…
      O problema, é mesmo esse, há gente que vive mal com a opinião dos outros, e como não sabe argumentar,é vazia, parte para o insulto barato.
      Por outro lado, não sei donde o Srº me conhece, para afirmar aos berros, que eu sou um ...COVARDE QUE ADORA OS LUXOS CAPITALISTAS…
      Sem dúvida, não o conheço, nem o desejo conhecer, pois não tenho por hábito, me relacionar com gente mal educada, mal formada, que grita, gente ressabiada.
      Só por curiosidade, o outro texto de baixo que fala da história da Maria também é meu… Não sei se leu, mas deveria de o ler...Pois, evidencia bem, esta situação das desigualdades laborais ...
      Em seguida, vai um pequeno excerto dum texto de Vergílio Ferreira, que faz todo o sentido, perante tanta falta de educação/formação...
      «Queres amar a vida e não te deixam. Tens de respirar o ódio, o insulto, o bafo azedo do vexame e isso faz-te mal. Emanações de um pântano de febres, de esgotos a céu aberto com o seu fedor de vómito. Um dos tormentos do inferno medievo era esse, o fedor - a essência da podridão. E o que te fazem respirar de uma flor, do aroma de existires? Porque é que o ódio é assim fundamental para os teus parceiros em humanidade existirem? Têm uma estrutura diferente de serem, Deus fabricou-os num momento de mau génio.» Vergílio Ferreira

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  4. O problema principal, no meio de isto tudo, é o mercado de trabalho estar desequilibrado, ou seja, a procura é maior que a oferta.
    Pois, se assim não fosse, como já ocorrer noutros tempos, não assistia-mos a este estado de coisas de abusos laborais.
    Oferecer um ordenado mínimo a um licenciado, ou um falso recibo verde, depois admiram-se que estes emigram, como ter médicos e enfermeiros a tarefeiros….
    Pena é que muitas pessoas não dêem aqui o seu testemunho, de como foram vitimas de "bulling" no posto de trabalho, para assim se despedirem e desta forma, perderem os seus direitos; conheço alguns casos, alguns até dentro da própria função pública.
    Nestas questões, de direitos laborais e respectivos atropelos aos direitos dos trabalhadores, costumo contar uma pequena história…
    Numa pequena aldeia, só existia uma única senhora a passar a roupa a ferro, (ou a dar a ferro, como se diz no norte) para fora...Todos na aldeia a solicitavam, esta não tinha mãos a medir com tantas solicitações, até que esta, a uns dizia que si, e outros que não.
    Até que, aqueles que sucessivamente levavam um não, começaram a lhe oferecer mais dinheiro a hora, que os outros clientes habituais lhe pagavam…
    Logo ali, se virou o bico ao prego. E de ali em diante, os que levavam um não, passaram a levar um sim e vice versa. Esta senhora, descia e subia a rua diariamente sempre feliz e contente, sempre a trolitar a canção... “ai Maria que feliz que tu és... “foste abençoada por Deus”...
    Até que, certo dia, o diabo espreitou há porta daquela pequena aldeia. Eis que não, gente estranha foi viver lá para a aldeia, muitas mulheres trazidas pelo vento de leste...Começaram oferecer seus préstimos.
    Logo a clientela com tanta oferta, passou a oferecer menos dinheiro por hora para passar a roupa a ferro. Então, Maria perdeu clientela, descia e subia a rua triste e já não cantava como outrora, pois as dificuldades tinham batido a sua porta. Enquanto os seus antigos clientes, estavam mais ricos, pois agora ficavam com o serviço feito pela metade do preço.

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