Imunidade diplomática não significa impunidade. Diplomática ou qualquer outra.
A imunidade diplomática é um instrumento indispensável nas relações internacionais ao nível das respectivas representações. Não pode ser um instrumento de impunidade de quem quer que seja. Por isso o Estado português não pode, sob nenhum pretexto, deixar passar em claro a absurda e selvática agressão de Ponte de Sor.
A investigação tem de ser feita rapidamente e sem quaisquer condições que não as que determinam o apuramento da verdade. A embaixada iraquiana lançou já uma campanha de reversão dos factos. Mal amanhada, com duas peças: um comunicado oficial, em árabe, e uma entrevista dos suspeitos, á SIC, sem pés nem cabeça. Mas a deixar entender que lançou mão de todos os meios de que dispõe para uma defesa na esfera oficial.
O anterior embaixador declarou-se de imediato envergonhado. E os responsáveis pela política externa iraquiana já chamaram o actual embaixador e pai dos supostos bárbaros agressores. Da atitude do governo português ainda não se sabe grande coisa. Mas se calhar também não se deve, por agora, saber muito mais...
O autor deste artigo tem problemas na massa cinzenta... vamos passar por cima dos erros ortográficos, tipo "á SIC", e vamos ao conteúdo.
ResponderEliminar"absurda e selvática agressão" - você sabe, viu, estava lá? Dos vários testemunhos que se ouviu, é já claro que se tratou de uma cena de porrada entre bêbados. Tanto podem ganhar uns como outros. Ganharam os Iraquianos. A defesa é um acto selvagem? Tinham a obrigação de levar e calar?
"embaixada iraquiana lançou já uma campanha de reversão dos factos... entrevista dos suspeitos" - eu vi a entrevista toda, vi 2 rapazes de 17 anos a confessarem para todos verem e ouvirem que estiveram numa cena de pancadaria, primeiro 2 contra 6, depois 2 contra 1. Confessaram que estavam bêbados, que um dos irmãos, na 2º cena de pancadaria, bateu até o adversário deixar de se mexer, que perderam o controlo, que não há justificação para o erro que cometeram, que pedem desculpa pelo que fizeram e que estão disponíveis para colaborar com as autoridades, como aliás já fizeram na própria noite.
Aliás, vi também a entrevista a um dos que estava no grupo dos 6 que foram bater nos Iraquianos. Esse delinquente com 19 anos e já com 2 registos no cadastro, fugiu do local, como os restantes 5, antes da GNR chegar ao local. Já os Iraquianos, ficaram lá a prestar declarações.
Tudo isto para os defender ou justificar? Não! Concordo que se cometeram um crime, a imunidade deve ser levantada e devem ser julgados. Mas não posso deixar de criticar todos os que de imediato, por xenofobia, se colocam do lado dos que bateram nos Iraquianos, só porque são portugueses. Esquecem que eram jovens com cadastro, já com historial deste tipo de zaragatas, que o que foi parar ao hospital era um rapaz de 15 anos, bêbado às tantas da madrugada no meio da rua, como tantos outros de mais uma geração falhada.
Queriam que acabasse como? Com demonstrações de sobriedade, de maturidade e de civismo? Não! Estas noitadas de adolescentes bêbados (portanto em estabelecimentos que cometem uma ilegalidade servindo álcool a filhos de pais MUITO negligentes) acabam muitas vezes mal.
O que digo não é que a questão da imunidade não deva ser discutida. DEVE! Não digo que os Iraquianos são santos. Devem ser julgados e como já confessaram está tudo preparado para uma condenação. Mas acima de tudo era bom que a xenofobia ficasse de lado, que não se criasse uma narrativa só para as audiências: "ai coitadinho do português inocente que foi mal-tratado por estrangeirada" - e acima de tudo que se discutisse o cerne da questão que cria esta e outras cenas todas as noites (como no caso do vendedor de Kebabs também, entre outros menos mediatizados): onde anda a fiscalização social (para castigar pais negligentes), onde anda a ASAE (ara encerrar estabelecimentos que vendem álcool a menores) e o que está a GNR a fazer fechada nos quartéis em vez de patrulhar estas zonas de "zaragata bêbada" iminente?
Haja alguém lúcido neste país....
EliminarSem dúvida!
EliminarConcordo e assino por baixo!
EliminarA forma como arranca com o seu comentário não merece resposta. Digo-lhe apenas que só a sua ignorância consegue ver qualquer erro ortográfico e que o texto apenas trata de impunidade e de imunidade. Não trata de nada do que comenta.
Eliminar...para quem também se queixa de terem sido agredidos, convenhamos que têm bom aspecto; nem um arranhão. Porventura passaram também imunes pelos intervalos dos chuviscos.
ResponderEliminarMas sim, há que apurar os factos. Embora nada justifique agressões desta amplitude, parece óbvio que deve ter havido um rastilho para o que sucedeu.
Aparentemente a agressão ao tuga e os incêndios são a única coisa que aconteceu no mundo na última semana... Nem de futebol falam...
ResponderEliminarÉ incrível como existe alguém capaz de alegar que "são apenas coisas de putos" quando estamos a falar de um rapaz que esteve em coma durante bastante tempo e ainda agora está meio abananado. Não estamos a falar de uns murros mal dados e umas ofensas, estamos a falar de uma agressão extrema que desfigurou um jovem. Na entrevista admitiram que o pontapearam até que se aperceberam que estava inconsciente...
Muita gente alega que os agressores (que por acaso são iraquianos) estão a ser vítimas dos media. Eu acho que estão a ser salvos por ela. Tenho conhecimento de um caso em que um rapaz foi preso por em legítima defesa meter um rapaz em coma com apenas um pontapé que por azar lhe acertou num ponto importante do crânio. Um pontapé. Um pontapé e foi imediatamente questionado e pouco depois julgado. Se um português tivesse sido responsável por o acto de brutalidade de Ponte de Sor o rumo tinha sido bastante diferente.
O alegado xenofobismo e racismo acaba por fazer com que a justiça não seja cega.