sábado, 10 de fevereiro de 2018

"À condição" na condição natural


 


O Benfica entrou bem, como é costume. Pressão alta, muitas vezes em autêntica asfixia, e a habitual qualidade dos seus movimentos, com a ala esquerda a deixar a cabeça em água à defesa portimonense. 


O golo de Cervi surgiu logo aos 6 minutos, e já então era esperado. O Portimonense não conseguia ligar uma jogada, nem sequer conseguia ter bola, logo que a recuperava voltava a perdê-la. Foi assim durante 40 minutos, mas que apenas renderam ao Benfica mais duas oportunidades claras. Mas nem tudo era perfeito, havia algumas entropias. Até porque Rafa, depois daquele brilhante movimento no primeiro golo, voltou a não fugir muito ao seu registo habitual. E porque a equipa algarvia, justamente elogiada pela  qualidade do seu futebol, perante a incapacidade de responder ao mesmo nível, começou a tentar empurrar o jogo para uma dimensão iminentemente física. Aos poucos foi o conseguindo, introduzindo cada vez mais dureza no jogo. Começou assim a quebrar o domínio avassalador do Benfica para, nos últimos minutos, conseguir então começar a jogar à bola. Como bem sabe, e anunciando uma segunda parte diferente.


E viria a ser substancialmente diferente. Logo de entrada se percebeu que o Portimonense vinha disposto a dar continuidade àqueles dois ou três minutos finais da primeira parte. No entanto, e por estranho que possa parecer, o Benfica teve então muito mais oportunidades de golo. Logo desde o início.


Quando, ao fatídico minuto 65 - lesão (que pode ser grave) de Jonas - o Portimonense chegou ao empate já o Benfica tinha desperdiçado três flagrantes oportunidades de golo, a última na jogada imediatamente anterior, num remate de Pizzi desviado por um defesa contrário, sem que o árbitro assinalasse o respectivo canto. E já o VAR tinha negado um penalti ao Benfica.


O golo do empate não fez tremer o Benfica. Num jogo mais repartido, é certo, a equipa voltou a ser melhor e criar mais três oportunidades de golo, ainda antes de Cervi bisar, numa soberba execução na cobrança de um livre. Para fechar o jogo com chave de ouro, Zivkovic fez o terceiro, já na última jogada da partida. Estamos habituados a que Jonas marque e seja o melhor em campo. Desta vez, até pela sua lesão, os melhores foram, primeiro, Cervi (um grande jogador em grande forma), e, depois, Zivkovic. Na justa medida dos golos que lhes prestam justiça.


E pronto. Se dermos agora uma espreitadela à tabela classifcativa, achamos que as coisas parecem agora normalizadas. É "à condição". Mas é uma condição natural!

6 comentários:

  1. Devias respeitar o direito a ficar calado e não fazeres o resumo quase a um olho só, dando ao acéfalo comum, uma avaliação imparcial

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  2. O prazo de validade dessa suposta "condição natural" é curto, curtinho.

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    1. Pois é. Há condição e à condição. Claro que, por mim, espero que a condição regresse tão depressa como à condição durou.
      Um abraço maquiavélico|

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  3. Li o post até ao fim e fui conferir a classificação... Que naturalmente tem o Porto no topo.

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    1. Tem razão, Pedro. E o meu "fair play" diz-me que também tem graça!

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