Há muito que tenho para mim que a Europa, depois de salva por duas vezes em pouco anos pelos Estado Unidos, começando por se acomodar à condição de protegida, acabou dependente absoluta dessa protecção, renunciando a qualquer juízo crítico, ignorando liminarmente qualquer conflito de interesses, e assumindo o trágico dogma que, se é bom para a América, é bom para a Europa.
Este é um tema com pano para mangas, que talvez venha a abordar num destes dias.
O problema dos fluxos migratórios, hoje central no futuro da Europa, não se pode dissociar dos interesses americanos que a Europa tomou de dores sem perceber que conflituavam com os seus mais básicos interesses geoestratégicos. E é extraordinário que, à beira da implosão, a Europa não perceba isto. Não deixa de ser dramático que Trump invoque o exemplo alemão para justificar os crimes que está a praticar na fronteira mexicana. E que Trump seja exemplo para aprofundar a crise na Alemanha, para a espalhar por toda a Europa e para acabar com o que resta da ideia europeia.
Dizer que os EUA vieram salvar a Europa duas vezes em poucos anos é um equívoco.
ResponderEliminarOs EUA vieram salvar uma parte da Europa contra outra parte da Europa. Nunca existiu, não existe e está cada vez mais difícil de construir uma entidade a que se possa chamar Europa.
As duas intervenções americanas na Europa foi para se salvarem da constituição de um bloco forte europeu (primeiro sob égide alemã, depois sob égide da URSS)
Sinceramente não compreendo a ideia deste post. Trump está correto? Escreve certo por linhas tortas? Todos têm direito à opinião mas separar famílias à força seja qualquer contexto ou explicação é errado. Quando à "ajuda" dos EUA nas guerras mundiais é ingénuo pensar que não foi senão os interesses geopolíticos que levaram os americanos a envolverem-se.
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