segunda-feira, 23 de julho de 2018

"Qual destas três palavras não compreendeu"?

 


 


Resultado de imagem para mário centeno e vítor gaspar


 


"Não há dinheiro" - diz António Costa, rendido a Mário Centeno.


"Não  há dinheiro" - dizia Vítor Gaspar há meia dúzia de anos, em pleno furacão da crise. Acrescentava-lhe ainda, dourando-lhe a dureza - "qual destas três palavras não compreendeu"?


Entre estes dois "não há dinheiro" não há apenas meia dúzia de anos. Há todo um mundo. Um mundo de coisas que faz com um não tenha nada a ver com o outro.


O "não há dinheiro" de Vítor Gaspar era literal. Simplesmente não havia dinheiro, nem onde o ir buscar. O país estava sob resgate, sem soberania e sem dinheiro. O "não há dinheiro" de Costa e Centeno não tem nada a ver. O país tem o mais baixo défice de sempre, paga os juros mais baixos de sempre, e dispõe de toda a margem de decisão para alocar os seus recursos.


 O "não há dinheiro" de Costa e Centeno não é "não há dinheiro". É simplesmente "não há dinheiro para aquilo que vocês querem". É um "não há dinheiro" mentiroso. Há dinheiro, claro que há dinheiro, as prioridades para o gastar é que são outras que não as dos destinatários do "não há dinheiro". Que não são também os mesmos, antes pelo contrário - Vítor Gaspar dirigia-se à oposição; Costa e Centeno dirigem-se aos "suporters"! 


Por isso, e só por isso, é que não lhe acrescentam a "arrogante" interrogação de Vítor Gaspar: "qual destas três palavras não compreendeu"? Mas a arrogância está lá toda na mesma...


 


 

15 comentários:

  1. Damiao Ribeiro Santos24 de julho de 2018 às 06:24

    um país que vive na base da politica da "chico-espertice" nunca tem futuro e a Tugolândia não tem feito outra coisa desde que a bendita da "demo-cracia" assentou arraiais!

    ResponderEliminar
  2. A Democracia tem a barriga grande, tão grande que nos dá o direito de dizermos o que nos apetece. A mim apetece-me dizer que faço parte daquele grupo de portugueses, que não querem voltar a passar pelo tormento por que passámos há bem pouco tempo, mas porque eu sou dos mais velhos, já vivi esse pesadelo três vezes! Não quero mais. Não quero mais que quem nos governa esbanje dinheiro para satisfazer aqueles que têm mais poder reivindicativo, pensando nos votos e, depois, nos obrigue a andar de mão estendida a pedir dinheiro emprestado e a termos que o pagar com a língua de fora. Bem haja, Sr. Ministro, por se recusar voltar ao passado. Continue a governar o nosso dinheiro com honestidade.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. concordo plenamente com o que foi dito. acima de tudo um politico deve ser honesto e governar para todos e não só para alguns.

      Eliminar
    2. Parabéns pelo comentário, subscrevo inteiramente.

      Eliminar
  3. Gostei, concordo. Infelizmente, a arrogância e a desonestidade de alguns politiqueiros nacionais não tem limites. É só haver ocasião para se manifestar, ou dar-lhes margem para tanto e vêm logo à superfície, estalando a ténue camada de verniz com que mal disfarçam a sua verdadeira índole de tecnocratas inchados do luxo e do poder com que são mimados, ao ponto de se considerarem uma casta à parte, como se não pertencessem à "sociedade civil", como se não fossem funcionários públicos, mas seres superiores com direito a porem e disporem, a seu belo prazer, dos destinos de todos.

    ResponderEliminar
  4. Só num país intoxicado pela C7 de que a esquerda sim é ótimo e a direita é dos ricos. ..
    C7 k os media e partidos afins martelam desde 27/4/1974...
    É que aguenta um governo destes ...com tanta popularidade. .
    Desde a incompetência dos fogos. .o descontrole na saúde com DOENTES A MORRER À FOME.
    ..hospitais à espera de trocos IPO LX 5 MILHÕES. ..PEDIATRIA ONCOLOGIA DO PORTO 20 MILHÕES
    Com um ministro das finanças vendido às suas ambições. ..e a faltar dinheiro em todo o lado...desde CP até EPE saúde etc.
    Só mesmo o colinho dos media segura esta cambada
    Repare se
    Nos fogos de 2017, cat Martins escreveu no twitter. ..QUE VENHA A CHUVA
    total cinismo pelas vítimas e branqueamento dos crimes do governo
    Quando mataram uma Mirelle ligada aos gangs da droga das favelas. ..foi uma histeria da escumalha da extrema esquerda política e media k se ouviu no Brasil
    Com um país / governo destes....
    K futuro tem Portugal ?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. "Escumalha" és tu, seu facho de merda. Se gostas do Salazar só há uma forma de ires ter com ele!

      Eliminar
  5. Boa tarde.
    Este regime está podre, tresanda a corrupção e compadrios.
    É a política, é a magistratura, todo o aparelho de estado está minado de boys e girls que só abanam a cabeça para cima e para baixo.
    Eu vou deixar de votar. Se todos fizéssemos o mesmo, talvez as coisas modificassem.
    Isto está tudo feito para beneficiar os mais poderosos.

    ResponderEliminar
  6. Destas três palavras eu não compreendo para que serve o Centeno, o Costa, o Marcelo e a Geringonça. A não ser que sirvam para lamberem o cú uns aos outros. Sim, porque o castigo para esses mentirosos de merda é lamberem-na

    ResponderEliminar
  7. De politicos hipocritas está o pais saturado,quando apareçe um que diz o que é justo estranha-se
    pena é que seja pontual ou seja,vou dar apenas um exemplo 35 horas para a função pública?
    porque não para todos os portugueses??? NÃO!! Porque os restantes lusitanos tem que trabalhar mais e mais tempo,de maneira a pagar impostos para satisfazer os caprichos do funçio
    nalismo publico,apoiados por os mais influentes sindicatos,lobys politicos e os média que gostam de ver a fitinha a correr.É tempo do portugues comum pôr a boca no trombone,contra estes absurdos.

    ResponderEliminar
  8. E o caro Eduardo Louro, que parte é que não entendeu ? na gestão de um país assim como na gestão da nossa casa há prioridades, eu não vou gastar o dinheiro que faz falta para comprar pão em doces.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O problema está no que lhe "vendem" como pão e no que dizem ser doces.

      Eliminar
  9. Há sempre dinheiro, aos milhares de milhões para acudir os compsrios de uma Banca pôdre,onde todos são intocáveis.Não há dinheiro para a saúde,mas há sempre milhões para os privados que se governam da saúde,não há dinheiro para reformas de miséria,não há dinheiro para um salário mínimo decente numa "Europa" pôdre onde todos os políticos se governam bem.

    ResponderEliminar
  10. Vem esta resposta arrogante do governo a propósito das reivindicações dos professores. Acabei de passar pelo blog direitolas BandaLarga onde deixei uma resposta à altura, e se perite, deixo aqui copy paste pois o assunto é o mesmo. Provo que, tal como você acusa, o governo está a mentir!
    NOTA: não sou professor, nem tenho professores na família, nem isso dá mais ou menos legitimidade a comentar, mas sou o que sou graças aos que me formaram e educaram. Obrigado!

    "Ninguém está a exigir retroativos. Exige-se que simplesmente se cumpra a lei e os contratos, que o Estado pague a dívida a quem trabalha, assim como os credores o exigem que o Estado pague a dívida a quem especula.

    Quem entrou na carreira na data do congelamento, começou com um salário de 1100 € líquidos. Após 9 anos e 4 meses de congelamento, continuam a receber 1100 € líquidos. E a única coisa que exigem é que esse tempo seja tido em conta, agora que acabaram os congelamentos, ou seja, querem subir 2 ou 3 ou 4 escalões, consoante os casos, consoante as notas nas avaliações, e consoante as ações de formação, porque há quotas que impedem que todos sejam promovidos de escalão.

    O topo da carreira, a que só alguns chegam e só ao fim de quase 40 anos de trabalho, dá direito a um salário de 1900 € líquidos. Ou seja, tratam-se de progressões em média de 80 € por escalão, aumentos esses feitos em média a cada quase 4 anos, e só para um número de professores limitado pelas quotas.

    Há professores, que com o fim congelamento, deviam ficar a receber (sem retroativos, pois ninguém os pediu) mais 80 €, 160 €, ou 240 € líquidos por mês, consoante os casos.

    Isto já seria pouco logo à partida, e mesmo assim houve compreensão dos sindicatos, nomeadamente da FENPROF, para estes aumentos serem feitos de forma moderada e faseada até 2023.

    No total, quando em 2023 toda a gente tiver o seu tempo reconhecido, isto significará uma insignificância de +0,2% do PIB de despesa no orçamento anual, ou cerca de 400 milhões de €. Sendo feito ao longo de 5 anos, significa que a despesa cresce a minudência de 0,04% do PIB por ano.

    E mais, isto não significa défice. Porque boa parte desses 0,2% serão devolvidos à economia, quando os professores gastarem esse dinheiro. Ou seja, o custo deste descongelamento para o Estado, em 2023 quando o peso for total, devido ao que receberá também em IRC e IVA resultantes da atividade económica extra destes salários, será sem dúvida inferior a 0,2% do PIB de 2023.

    Como comparação, só em ajudas à banca ainda em 2018, o Estado, sem que nienhum Ricardo Salgado deste país precisasse de fazer greves e reivindicações, vai dar 0,4% do PIB a fundo perdido.
    No total, as ajudas diretas à banca vão já acima dos 20 mil milhões de €, ou 10% do PIB, a fundo perdido.
    Só em CMECs, ou rendas para os chupistas da EDP, gasta-se mais que o que os professores pedem.
    E em juros aos tais credores especuladores, que vivem à nossa conta, sem que esse pagamento de juros sirva sequer para baixar a dívida, são mais de 7 mil milhões por ano, ou 3,5% do PIB, que a direita, e o PS, se recusam sequer a iniciar as negociações a nível Europeu para uma reestruturação multilateral, que será a única forma de termos condições de pagar essa dívida.

    Agora, se você acha que 1100 € líquidos iniciais e 1900 € líquidos em final de carreira, e só para os poucos que lá chegam, é exagerado, para pagar aos professores que ensinam e educam os nossos filhos, cidadadãos do futuro, e em breve trabalhadores que levarão o nosso PIB aos valores necessários para pagar a dívida, então é isso que você tem de dizer.

    MAS, até lá, até a lei e os contratos mudarem, o que existe é para cumprir, reconhecendo portanto todos os 9 anos e 4 meses de trabalho. É esta a definição de Estado de Direito. É uma dívida que temos de pagar, e temos a sorte dos sindicatos, ao contrário dos especuladores, terem aceitado a sua reestruturação, ou seja, um pagamento faseado ao longo de 5 anos, que FACTUALMENTE NÃO

    ResponderEliminar

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...