
Esta bem poderia ser a semana dos horrores. Começou com o diabo disfarçado de eleições no Brasil, e continuou com os horrores de tudo o que se disse e escreveu a esse propósito, ainda antes de começarem os horrores propriamente ditos. Que aí virão, certamente.
Passou pela esperada aprovação do Orçamento de Estado, para uns, cheio de horrores a que chamam eleitoralismo. Mas sem o diabo, essa figura central do horror tão anunciada para esta legislatura, definitivamente afastada. Se não apareceu nesta semana de diabos e diabretes, é porque já não vai aparecer.
E acabou – está a acabar – com o Halloween, essa orgia de horror que os Celtas criaram na sua passagem de ano, acreditando que a fronteira entre um ano e o seguinte, com o frio do Outono, fazia tremer a própria fronteira entre mortos e vivos, e que a diáspora irlandesa levou para a América, para aí transformar num festival de entretenimento exportado para todo o mundo com grande sucesso comercial, como aconteceu com praticamente tudo. Nada que o Papa Gregório IV conseguisse abalar com a introdução do Dia de Todos os Santos que hoje só quase leva a romagens aos cemitérios, também elas revestidas de boa carga comercial.
Em tempo de fake news, esta semana comemorou a primeira de que há registo, marcada, como não poderia deixar de ser, pelo terror, numa brincadeira sem consequências. Há oitenta anos, comemorados agora, Orson Wells interrompeu a emissão radiofónica da CBS para noticiar que os marcianos estavam a invadir New Jersey, lançando milhões de pessoas no pânico.
Dos marcianos temo-nos livrado. Das fake news, já com consequências, e terríveis, não. Invadiram-nos por todos os lados, espalhando terror à conta do mais tenebroso invasor da Humanidade que se dá pelo nome de ignorância. Essa sim, medonha!
* A minha crónica de hoje na Cister FM
Há os ignorantes e há os manipuladores, quais são os piores?
ResponderEliminarSabe qual a diferença entre 'fake news' e censura (censorship)? Sabe, claro que sabe, mas não lhe interessa dizer que sabe!
Eu explico porque é importante:
As 'fake news' ainda as vemos e portanto podemos nos defender, a censura não. Ou seja é algo muito difícil de fazer, feito às escondidas por GRANDES jornaleiros!
Portanto fica aqui bem claro o que é pior. Mas eu sei que isso não o preocupa, o que o preocupa é estar na moda e ter muitos 'likes'!
O que não se sabe pode ser mesmo medonho!
Dê lá um exemplo de censura feito às escondidas por GRANDES jornaleiros.
EliminarDito assim, o seu comentário não passa de um fake comment.
A reacção primária dos primários usuários de "fake news" quando questionados é sempre responderem com outra questão. É o refúgio dos simples que adoram ser simples, e que se orgulham de tal. Censura e Fake news são ambos maus, reprováveis em todos os aspectos, e indefensáveis. A diferença é que uns vemos a toda a hora no whats app, nas redes sociais, enquanto o outro é quase inexistente, e invariavelmente é de conhecimento geral pouco depois, até porque ainda há bons jornalistas por aí.
Eliminar"Notícias falsas" são um oxímoro, pois uma notícia expõe factos e em todos os falsos dados aventados como notícia o único facto é a má-fé ou a ignorância de quem os publica.
EliminarA primária reacção deste tipo de gente é fugir à responsabilidade de apontar factos - invectivando, clamando fake news contra textos de opinião; ignaros ou maliciosos, nem distinguem a função bloguista da função jornalista, mesmo que sejam exercidas pela mesma pessoa, e só isto já denota a percepção enviesada.
Ainda bem que admite que alguns jornalistas censuram (às escondidas). Como a censura não se vê, você não sabe se exite muitta ou pouca. Se os factos depois se souberem por outro jornalista, não se sabe que outros antes censuraram.
EliminarÉ você que é um bom jornalista?
Não percebeu, GRANDES significa "GRANDES". Ou seja como é algo feito às escondidas é muito fácil de fazer. Depois é feito às escondidas porque eles não publicam uma lista do que censuram. Pelo menos eu NUNCA vi.
EliminarFaz lembrar aquela máxima: "Eu não acredito em bruxas mas que as há, há."
EliminarPortanto, você diz que há censura, em jeito de fézada. Acha que há censura, os grandes fazem censura, nós (os pequenos) não sabemos, nunca apareceu nenhuma lista nem ninguém se queixou, mas existe censura, porque sim.
Já as fake news não interessa para nada.
É obra!
O Makiavel não sei, mas eu já não me ria assim há muito tempo! Muito boa, a anedota!
EliminarA Sarin está mais optimista que eu. Ainda se ri com a ignorância. O meu sentido de humor anda um pouco inflexível. Deve ser da idade.
EliminarNem à 2ª vez percebeu que "GRANDES" (entre aspas) quer dizer pequenos, pois fazer certas coisas às escondidas é muito fácil.
EliminarEstou a ver que ainda acredita no "Pai Natal" e que o mundo é perfeito! As crianças também acreditam!
Tenho que rir, Makiavel, é melhor que botox e há muito tempo que não ria, muito por culpa deste tempo que vivemos.
EliminarIgnorância? Não me parece que o seu interlocutor seja ignorante. Antes fosse, talvez não enrolasse tão denodadamente o argumento. Não, parece-me mais um caso de engasgamento por perguntas inesperadas.
Pois, tem razão. Ignorância não é.
EliminarEstava a cair no mesmo erro dos media que gozaram com Trump.
Começo a ficar convencido que o que eu sei já essa gente esqueceu.
Temo que recordem mais cedo do que esperam.
EliminarPara os que ainda acreditam no "Pai Natal" e que o mundo é perfeito:
EliminarO jornalismo controleiro
https://estadosentido.blogs.sapo.pt/2375196.html
E para não terem de consultar a página:
Helena Sacadura Cabral tem razão: ser, hoje, jornalista é a via mais rápida para o desprestígio pessoal e profissional. O jornalista é, nos dias que correm, um autêntico pinóquio falante, com a agravante de induzir em erro a opinião pública. É por isso que o jornalismo contemporâneo é, na sua versão mainstreamizada, o expoente máximo da mentira organizada. Em nome do Poder.
E as omissões também são formas de mentir. Estou a ver que você gostam de serem enganados ou fazem parte do 'sistema' que engana, daí não quererem ver!
Já vi que estou perante um teorizador da conspiração das notícias do mainstream que nos condicionam e manipulam e a verdadeira verdade está naqueles sites que só os iluminados é que sabem quais são.
EliminarJá dois presidentes foram eleitos com a ajuda comprovada de 'fake news' disseminadas nas redes sociais, em Portugal elas vão aparecendo ainda toscas, e vem falar-me numa mirífica censura? Vá lá que ainda não começou a chamar 'fake news' a factos que não lhe agradam, como faz o Trump.
Já faltou mais para o ouvir dizer qu andam a colocar químicos viciantes na água canalizada para nos condicionar a maneira de pensar.
E o rasto do aviões nos céu? Oh oh, já toda a gente sabe...
As campanhas eleitorais de TRUMP e Bolsonaro foram enciclopédias de fake news para tentat denegrir difamar a tenebrosa uiiii....k horror.
ResponderEliminar.extrema direita. ..
Os media sofreram em ambos os casos derrotas gigantescas. .
Como continuam na Europa. ..
Apesar de TODOS OS DIAS grunhirem ..... xenofobia, extrema direita. .nazismo. ..blá blá
Estratégia que acumula derrotas e mais derrotas
A mulher mais poderosa do mundo ANGELA MERKEL. teve mais de meia dúzia de derrotas ...viu fugir 10 a 15 % do eleitorado. ...apesar da AfD ser diariamente chamada de todos os nomes que sabemos
Conclusão : O POVO MARIMBA SE PARA ESSES GÊNIOS DOS MEDIA..
ri se deles ..das analises looool muito intelectualoides......e cada vez MAIS VOTA NOS PARTIDOS ANTI ESTABLISHMENT.....
como eu venho a predizer há bastante tempo no blog.
E tu, já emigraste para o Brasil? Vai ter com o teu Bolsomerda!
EliminarA Merkel está a cair nas sondagens e sabes quem está a subir? O partido verde de centro-esquerda, que já vai em segundo, apenas atrás do partido de Merkel! Porque os alemães são mais inteligentes que escumalha como tu. Eles não andaram a faltar às aulas de História. E não é só na Alemanha. No Reino Unido, em Espanha e em Portugal a popularidade dos partidos de centro-esquerda está em alta.
Quanto a ti, podes ir para o Brasil.