terça-feira, 7 de maio de 2019

Há-de haver explicação...

Resultado de imagem para marcelo e professores


 


O país está perplexo, e não é razão para menos: então não é que o Presidente Marcelo ainda não teve uma palavra sobre a "crise política do fim-de-semana"?


É realmente estranho que um presidente omnipresente e praticamente incontinente verbal deixe passar em branco o mais marcante tema de actualidade política do ano. Não se percebe como Marcelo está a passar ao lado desta oportunidade, mas há-de haver uma explicação. 


 

27 comentários:

  1. Marcelo fala quando não deve e fica a dever quando devia falar.
    Nem parece que esteja vivo nas cenas das suas aparições celestes.
    Para Costa fica o desafio de estabelecer a diferença entre o argumento que utiliza para se queixar dos que agora o afrontam porque alegadamente tomaram uma posição não previamente anunciada.
    Então faça favor o sr. doutor de nos esclarecer, quando até parece que já se esqueceu que quando derrotado em eleições engendrou uma golpada de assalto ao poder ao patrocinar uma geringonça nunca anunciada em tempo próprio e decente, e que acabou por enganar os portuguese desconhecedores dessa solução mafiosa e escondida em que não votaram.
    Fico-me por aqui para não gastar muita saliva sobre o histórico errante e contraditório deste personagem resgatado de escombros poeirentos.
    O jornalismo vergado a esta plástica majestade que vá à procura do seu percurso labiríntico e contraditório se quiser fazer o pleno desta alinhavada figura , mas parece que sua excelência deixa toda a gente acagaçada com a sua assustadora e implacável presença.

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  2. Por distração saiu anónimo, sou o Rão Arques.

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  3. Nenhuma solução de governo de apoio parlamentar ou de colaboração governamental foi anunciada com tempo (presume-se que seja em campanha). Uma falácia que insistem em propalar apenas porque não gostaram.
    E, reportando aos factos, o PS foi o partido mais votado - o partido que mais deputados elegeu não foi a votos como partido.

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  4. Ao dizer nenhuma consegue dizer tudo, e mais não digo.

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  5. Qual crise política? Se Marcelo não comentou, nunca existiu.

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  6. Eu, que percebo pouco de política, imagino que, a Marcelo, lhe apetecesse mandar a prudência às urtigas e dissolver o Parlamento, ou lá como é que se diz, que aquilo está pejado de gente que há-de saber estar em algum lado, mas não ali, decididamente. A ver se punha ordem na casa, na nossa Casa. Como, ao Presidente, se exige a ponderação que outros não têm e de que o próprio muitas (demasiadas) vezes não goza, o homem deve estar a caldos de galinha, mais dividido que uma risca ao meio perfeita...

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  7. A PàF concorreu como coligação.
    É extraordinária a distorção mental de quem afirma que o PS ganhou porque o PSD concorreu coligado E que nunca houve coligação. Parabéns. Vai no bom caminho.

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  8. É extraordinária a distorção mental de quem interpreta conforme lhe dá jeito.
    Porque se lesse o que escrevi perceberia que falei em partido com mais votos, não em partido que ganhou. E fi-lo num numa resposta a um comentador específico e não num comentário avulso - há quatro anos que leio Rao Arques apregoar que a solução de governo alcançada foi ilegítima e que o partido mais votado foi o PSD.
    Mas o António parece gostar de apanhar contextos a meio e, ao invés de solicitar explicações, infere e escreve o que entende de uma conversa onde entrou a meio, ou talvez entenda o que gostaria que eu tivesse escrito. Azar.

    Ademais, António parece esquecer que em 2011 PSD e CDS-PP não concorreram coligados e que a solução governamental encontrada foi, ela também, alcançada após as votações - "acabou por enganar os portugueses desconhecedores dessa solução mafiosa e escondida em que não votaram" como escreveu Rao Arques mas, obviamente, referindo-se a outros e convenientemente esquecendo o governo PSD/CDS-PP.

    Com tanta amnésia e interpretação errónea, vai no bom caminho. Parabéns!

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  9. Não adiantaria muito dissolver nesta altura; e depois, a instabilidade - olha os mercados, olha os mercados!!! (e não falo daqueles onde se podem comprar galinhas)

    Esta será a pior crise política dos últimos anos, parece-me, porque qualquer irrevogabilidade não acalmará as hostes - e penso que nunca, neste século português, hostes foi termo tão certeiro. Qualquer coisa que Marcelo faça irá desequilibrar uma balança a que ninguém encontra fiel - o mote foi dado, todos os sindicatos estão atentos, a sociedade civil em alerta, os partidos no fio da navalha. E os mercados, os mercados e a Comissão! O melhor é mesmo manter-se calado e ver qual será o próximo passo em falso... ou o documento.

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  10. Se não sabe escrever eu não tenho culpa. Mas está bem, explique lá então porque razão o partido com mais votos não é o partido que ganha as eleições. Quem ganha? O segundo? O terceiro? Como se define quem ganha as eleições? É quem consegue formar governo? Ganha o parlamento? O parlamento ganha sempre não?
    Só asneiras caramba! Veja lá se responde sem mais parvoíces.

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  11. Encontrar um bom motivo para dissolver o Parlamento era coisa a que ele até acharia graça. Não descuro que procure essa adrenalina, mas agora, nesta altura, não dava "pica" nenhuma. Mas estes caldos de galinha devem estar a dar-lhe um tédio do caraças...

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  12. Era exatamente a isso que me referia :)

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  13. Não é difícil encontrar a diferença entre PARTIDO e COLIGAÇÃO, e já que não percebe a diferença aconselho-lhe a leitura atenta da lei 2/2003

    http://www.pgdlisboa.pt/leis/lei_mostra_articulado.php?nid=2883&tabela=leis&so_miolo=

    Os partidos são entidades jurídicas, as coligações não.
    Os partidos têm obrigatoriamente estatutos, órgãos de gestão, eleições internas, filiados - as coligações não.

    Os deputados concorrem em listas organizadas de acordo com a decisão das direcções dos partidos coligados - mas as bancadas são independentes.
    Quando um partido concorre coligado, não recebe votos, quem recebe é a coligação.
    Explicação para totós: num cesto coloca laranjas suas e bananas de outro produtor. Chama-lhes frutos. Como dono do cesto diz que, quando for a hora de tirar os frutos, saem primeiro uma laranja, depois outra laranja e só depois uma banana, e sempre nesta sequência. O dono das bananas aceita. Os votos dizem que pode tirar 10 frutos, e tira 7 laranjas e 3 bananas. Se tivesse decidido 1 banana por cada 4 laranjas teria, pelos mesmos 10 frutos, 8 laranjas e duas bananas. Porque o que foi a votos foi o cesto com frutos, não as laranjas ou as bananas.

    Ganha quem tem mais votos, claro, mas ter mais votos não significa eleger mais deputados (o método de Hondt ajuda a explicar) e pode bem acontecer quem tem mais votos não ser quem tem mais peso no Hemiciclo.
    Mas, mais uma vez, não falei em partidos vencedores, o António é que teve essa estúrdia interpretação :) E continuará a ter enquanto não perceber as diferenças entre o que o António gostaria e os factos.

    Como deve calcular, não lhe devolvo os encómios, mas lamento que o António continue a exsudar o seu ressabiamento pelos blogues; perceba que eu não me melindro nem um pouco com as suas provocaçõezinhas, e tenho sempre muito gosto em lhe demonstrar como argumentar com factos é muito mais salutar do que recorrer ao argumento ad hominem.
    Beijinhos

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  14. O PSD tem mais deputados que o PS. Não é preciso um quilómetro de verborreia floreada ad nauseum.

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  15. E o António tem uma forma muito engraçada de, sem querer, mostrar que percebeu que estava errado: Eu nunca disse que não tinha, pelo contrário. :)

    Mas não se habitue, nem sempre tenho paciência para explicar o bê-a-bá.

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  16. "Nenhuma solução de governo de apoio parlamentar ou de colaboração governamental foi anunciada com tempo (presume-se que seja em campanha). Uma falácia que insistem em propalar apenas porque não gostaram.
    E, reportando aos factos, o PS foi o partido mais votado - O PARTIDO QUE MAIS DEPUTADOS ELEGEU NÃO FOI A VOTOS COMO PARTIDO."
    O ajuntamento que assaltou o poder não foi a votos nessa qualidade.
    Quatro anos depois fica registada a fórmula resultante de persistente trapalhada falaciana.

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  17. Vale a pena martelar nisto para erradicar mórbida "distorção mental de quem interpreta conforma lhe convém":
    O ajuntamento que assaltou o poder não foi a votos nessa qualidade, antes muito pelo contrário foram como inimigos figadais.

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  18. Senhor António:
    Leia a Constituição. E não chame nomes quando a argumentação é impossível.

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  19. Cavaco Silva leu a Constituição e, embora não gostasse, deu posse à geringonça. O nosso caro António é que não leu e sendo assim não vale a pena argumentar com ele.

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  20. Tende a ser difícil quando apenas se olha para um lado - corre-se o risco de atropelamento.

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  21. Por acaso li a Constituição, tive testes sobre ela, mas admito que há anos que não a leio, nem pretendo sabê-la de cor.
    Nas últimas eleições legislativas a coligação PaF foi a força mais votada e formou governo. Esse governo caíu na sequência duma moção de censura e foi formado outro executivo com apoio parlamentar.
    Dizer que o PS ganhou as eleições é mentira. É só isso. Não lhe chamarei assalto ao poder, é uma solução legítima. Amanhã haverá outra noutro quadrante, igualmente legítima.

    Raramente "chamo nomes". Nomeio as coisas pelo que parecem, e no caso parecem-me mentiras. A escrita pode ser muito ornamentada, mas a mentira está lá.

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  22. Está tão errada a meu respeito. Votei PS porque achei que uma maioria absoluta PSD/CDS não servia os interesses do país, e o ponto de viragem que me fez mudar de opinião foi a pantomina parlamentar onde se votou a lei dos direitos conexos e cópia privada. Se recorda, havia uma petição - que assinei - para analisar a proposta de lei, e essa petição foi sabotada pelo PSD, que recusou alterar a ordem de trabalhos. Quem defendeu a minha opinião nessa ocasião foram o BE e o PCP, e, se não erro, um deputado do CDS.
    Acontece que este governo se revelou pior do que alguma vez pensei. Não há qualquer ressabiamento, apenas o peso na consciência de ter contribuído para isto.

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  23. O ressabiamento a que me referi não era com o governo mas comigo, pois que várias vezes se me dirige com insultos em vez de com argumentos.

    Felizmente, eu prefiro discutir ideias em vez de inferir sobre o que as pessoas são por aquilo que dizem, por isso continuo os diálogos com quem não gosta de mim (sic), me tenta insultar (não me insulta quem quer), e ainda assim se me dirige com ideias para discutir.


    Não me engano consigo porque, conforme lhe disse oportunamente, não tenho opinião formada sobre si. Não formo opiniões levianamente. Limito-me a rebater, a aplaudir ou a corroborar as ideias que escrevem.

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  24. Ninguém disse que o PS ganhou as eleições! Mas Rao Arques diz, desde há 4 anos, que o PSD foi o partido mais votado... o partido mais votado foi o PS: a coligação PáF teve mais votos - mas destes não pode contabilizar quais eram do PSD ou do CDS-PP, apenas consegue ver o número de deputados (que entraram misturados nas listas).


    O floreado, como lhe chama, deve-se a ter de explicar o que esteve escrito desde o início. Bastava-lhe ter lido com calma.

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