terça-feira, 23 de julho de 2019

Negócios

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Já sabíamos que as velhas Finanças, hoje Autoridade Tributária, se transformaram numa máquina de cobranças coercivas, numa empresa de cobranças do tipo Cobradores do Fraque. Mas sem fraque e sem maneiras...


Não sabíamos é que o negócio está a correr tão bem. Cresce tanto que já representa 11% de toda a sua actividade.


O combate à grande fraude é que deixou praticamente de existir. Se calhar entregaram essa área aos grandes gabinetes de advogados... Eles tratam bem dessas coisas. E doutras, porque no primeiro semestre os gastos do Estado em advogados aumentou em 80%. Por ajuste directo, para ser mais bonito! 

6 comentários:

  1. Como é que a AT começou a cobrar dívidas que não têm nada a ver com a sua esfera natural de poderes?
    Vejamos, há um sujeito que me deve 700€ há dez anos. Ajudei-o numa altura difícil, sem papéis, sem contrapartidas - a não ser, evidentemente, que me pagasse logo que possível. É claro que com a AT a ameaçar uma penhora da casa ou do ordenado, decerto que já teria sido possível. Que remédio. Será que posso contratar a AT para me cobrar essa dívida?

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  2. Para quê combater a grande fraude? Bastam uns apagões aqui e acolá e nem é preciso fraude.

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  3. Pois. Assim também não ficam com tempo para aprimorar os serviços eléctricos...

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  4. Não se querem aprimorados, interessa apenas que sejam lucrativos e para isso se fala em Nós de Pinhel e em Bilros de Peniche e em Agulhas de Nisa... rendas, rendas portuguesas!

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  5. Ao contrário da AT, não seria capaz de destruir uma vida por 700€.

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