De tão inflamáveis, as golas pegaram fogo ao governo. As labaredas poderão nem ir ainda muito altas, mas lá que arde, arde.
O assunto parecia entretanto esquecido, e já ninguém se lembrava de todos os resultados da ânsia propagandista do ministro Eduardo Cabrita, agora também Secretário de Estado. Nem ele próprio se lembraria que havia anunciado ter pedido um inquérito à Inspecção-Geral da Administração Interna.
Ontem, de manhã, o Secretário de Estado José Artur Neves apresentou finalmente o pedido de exoneração, por motivos pessoais. Logo a seguir sabia-se que fora constituído arguido... Motivos mais pessoais não podia haver!
O primeiro-ministro tinha pedido um parecer à PGR. Aí está a resposta!
Mas são motivos tão poucochinhos que quase dá pena, incendiar-se assim um Secretário de Estado por meia dúzia de tostões...
ResponderEliminarMas confesso-te que andou a acusação muito rápido! Será que o poder judicial está mesmo colonizado pelo político? Ou é tudo pedra da mesma pedreira, do mesmo pedreiro?
Andou realmente rápido. O que é verdadeiramente espantoso na nossa Justiça lenta, lenta , lenta... Mas que às vezes tem pressa, e não fica difícil perceber quando. Fica mais difícil perceber porquê, mas é só mais um esforçozinho para lá chegarmos...
ResponderEliminarEspero é que lhes fique o hábito, e que a partir de agora se mexam tão depressa como agora fizeram.