
Acabadas as eleições, contados os votos – não todos, estranhamente, quase uma semana depois, ainda não estão contados os da emigração – analisam-se resultados e perspectiva-se o que estará para vir.
É o que sempre acontece na semana seguinte ao dia da festa dos votos - sim, apesar de tudo continua a ser dia de festa!
E nesta semana ninguém se poderá queixar de falta de tema, até porque os resultados deste domingo dão pano para mangas. Três novos partidos entraram pela primeira vez na Assembleia da República, fazendo aumentar para 10 (em mais de 40%) os partidos com assento parlamentar, e um, à segunda participação, quadruplicou a sua representação. Os dois partidos da anterior direita parlamentar – mais um que o outro - não evitaram um descalabro anunciado; e as coisas também não correram exactamente bem – também mais a um que a outro – aos parceiros do governo na geringonça.
Há sempre contas sobre quem ganhou e quem perdeu, quem votou em quem, e quem deixou de votar em quem, para passar a votar em quem… Há uma maioria para desenhar que sustente politicamente o governo, e há uma guerra de sucessão a vislumbrar-se à volta as feridas abertas nos principais partidos da direita.
No entanto houve gente para quem nenhum destes temas teve suficiente interesse. Houve gente para quem a única coisa digna da sua preocupação foi a eleição de uma afro-descendente, nascida em Bissau e cidadã portuguesa desde os oito anos, em cujos festejos surgiu uma bandeira da Guiné-Bissau. De tal forma que lançaram uma petição pública, ao que dizem já assinada por nove mil pessoas para, por impatriotismo, impedir a sua tomada de posse. Impatriotismo – evidentemente – denunciado pela presença da bandeira daquele país africano a que, como a todos os outros de língua portuguesa, chamamos irmão. Isto é imbecil, mas não é inocente … Nem novo. Nem novidade nos métodos, nem nos meios, nem nos fins…
Há quem não goste que as eleições sejam uma festa. E há, depois, gente que tem especial gosto em estragá-la!
*Aminha crónica de hoje na Cister FM
Haja pachorra, tanta gente que se indigna por tudo e por nada, tanta falta de consciência por este mundo fora. Agora já não se pode aparecer numa fotografia com uma bandeira da sua terra natal, a coisa mais normal do mundo (e mesmo que não fosse) porque segundo alguns é um mau cidadão português, enfim!!
ResponderEliminarFalta de patriotismos dizem alguns!! Quando o europeus escravizavam povos já era patriotismo!! Tecnologicamente a Humanidade continua sempre numa constante evolução, mas a humanidade em si por vezes tem uns retrocessos de bradar aos céus!!!
Não gostam dela por ser mulher, por ser negra, por ser gaga, por ser de esquerda, por não ser mulher a dias, por ter chegado onde chegou e agora para não darem bandeira agarram-se á bandeira.
ResponderEliminarE UMA VERGONHA EMPUNHAR UMA BANDEIRA ESTRANGEIRA EM PORTUGAL
ResponderEliminarvao para a vossa terra
ResponderEliminarPortugal aos Portugueses!
ResponderEliminarE você para um sítio que eu não quero dizer.
ResponderEliminare o que são os Portugueses? descendentes de dezenas de outros povos: celtas, romanos (eles mesmo uma miscigenação), suevos, visigodos, francos (o nosso 1º rei), galegos, árabes, magrebinos, etc...
ResponderEliminarA extrema direita é mal vista por ser extrema...já a esquerda, não deve ser extrema. Essa mulher, negra e gaga é sim RACISTA! Eu não tenho ódio a negros, mas essa negra tem ódio aos brancos. Diz que vai lutar pelos direitos das minorias...direitos!? E os deveres!? Não têm? Quanto mais vai ter quem trabalha, seja qual for a cor da pele, de descontar para andar a pagar subsídios e casas a quem não quer fazer nada? Agora somos todos tão modernos, que nos esquecemos dos sacrifícios que quem trabalha faz. Ordenada, imposto! Casa, imposto! Carro, imposto! Distribuição da riqueza!? Que riqueza? Eu estudei, trabalho, graças a Deus tenho um bom ordenado que me permite ter uma boa casa e um bom carro, tenho de ser castigada por isso? Tenho mesmo de dar do meu pão a quem não quer trabalhar? Tudo o que extremo é mau...até a esquerda!
ResponderEliminarÉ apenas mais um episódio típico deste portugalinho pejado de gente estupida e ignorante. Não é por acaso que continuamos a ser dos países com a maior taxa iliteracia da europa. Se grande parte da população ainda suspira pelo 24 de abril e pelas ex-colónias não admira que seja uma afronta aparecer uma mulher negra na assembleia como deputada e ainda por cima de esquerda!! Com certeza que no próximo domingo não faltarão digníssimos centristas cristãos a correr para as igrejas pedir a bênção ao senhor padre pela blasfémia.
ResponderEliminarEstá tão bem dito que nem se pode acrescentar nada!
ResponderEliminarE obviamente brandir bandeiras não Nacionais neste tipo de eventos é de mau gosto..
Caro anónimo das 15:14. Há católicos em todos os quadrantes da politica. Agora a esquerda quer democracia, mas para a esquerda. Então quem é de direita não tem direito a manifestar-se? Estiveram mal sim em exibir uma bandeira que não a portuguesa. Quer deputados a receber do belo com dinheiro dos impostos dos portugueses para estarem na assembleia a lutar pelos direitos de outros países? Quer lutar pelos direitos dos guienenses, vá para a Guiné. Se está na assembleia portuguesa que lute pelos direitos dos portugueses! Brincamos ou quê?
ResponderEliminarDisse tudo!
ResponderEliminarPode ironizar o que quiser, mas os deputados devem lutar sim por um bem comum a todos os portugueses que é melhorar as condições de vida de TODAS as pessoas. Esta racista disse que quer lutar pelos direitos das minorias...já têm RSI, casa à conta das câmaras e nem os 5€ mensais pagam, comida à borla nas escolas para os filhos, passes à borla, isenção de taxas moderadoras...só falta quem trabalha andar com as minorias ao colo.
ResponderEliminarAh e tal eu sou moderno. Eu não consigo ver além do meu limitado horizonte e assim, sou politicamente correto. Eu não vejo Portugal andar para a frente, mas quero lá saber. Listas de espera nas cirurgias, comida intragável nas escolas e transportes que não funcionam! Eu quero lá saber se pago IRS, IMI ou se desconto metade do meu ordenado para a Segurança Social. Eu quero é ser moderno. Quero ser daqueles que espetam com os filhos na creche, pais no lar mas vou passear o cão, o melhor amigo do homem. Eu adoro o meu computador e o meu telemóvel e claro, a minha TV, mas sou super ecologista, até vou às manifs pelo ambiente e não uso talheres de plástico, nem que coma à mão! Tenho de parecer correto, nem que para isso apoie uma racista...credo, racista, não pode ser racista porque é negra e racistas são os brancos, nem me atrevo a dizer o contrário, pois o que iriam pensar os esquerdistas caviar que proliferam neste país e que são tão bons e corretos e decentes! Olha agora, qual vida melhor só porque me esforcei para a ter!? Eu tenho é de abdicar do que ganho, para alimentar este socialismo falso de que quem tem, tem de oferecer a quem não tem, independentemente de merecerem ou não...
ResponderEliminarSenhor anónimo, não percebo o tanto falar na Bandeira da Guiné Bissau, pois "nós" também gostamos de ver a nossa Bandeira do Estrangeiro quando um dos nossos ganha o que ganhar desfralda a Bandeira Portuguesa, "qual a diferença"...
ResponderEliminarNão há, ao cima da terra, nenhum ser humano que não seja descendente de africanos.
ResponderEliminarA diferença, a cor da pele, que tanto assusta, deveu-se nem mais nem menos, ao facto de os africanos, onde começou a vida humana, se terem deslocado para norte onde o frio, e a falta de sol, fez com que a pele de adaptasse e, por isso, deixou de ser negra.
Isto é a ecologia, agora dita verde, e cheia de extremismos, a funcionar ao longo de milhares de anos.
Esta senhora é mais racista que todos os brancos ! Semeia ódio com olhos de osga mal morta, é mal educada, e a falar ... um filme de terror ou de animação ! Ponham a gaga a cantar e ofereçam-lhe uns discos da Lady Gaga ! WTF !
ResponderEliminarCaro Manuel Lima, neste momento há aqui 18 comentários, e o seu é o único não anónimo. E um dos poucos decentes, e aceitável. Felicito-o por isso, eu que não respondo a comentários anónimos.
ResponderEliminarO que refere da autilização da bandeira é um facto, e uma ocorrência normal. E poderia também referir o exemplo das equipas de futebol, ou de outras modalidades, quando os jogadores estrangeiros das equipas festejam vitórias embrulhados nas badeiras dos respectivos países, sem que isso incomode os adeptos das equipas. Quero com isto dizer que o problema não está na bandeira. O problema está na miséria humana que grassa neste país, e que as redes sociais potenciam atrás do anonimato, difundindo o ódio e a ignorância.
O senhor não responde a anónimos e não só. Também não responde àqueles cujos argumentos o deixam ko, como alguns que aqui li e aos quais o senhor respondeu com sobranceria, tratando os seus autores com desdém (como alguém "com jeito para o negócio"). E mesmo incentivado por seguidores fieis ( alguns, enfim, mentecaptos), o senhor resignou-se a um silêncio muito oportuno mas ensurdecedor. Enfim, a vaidade tem dias...!
ResponderEliminarEste caso lamentável da bandeira da Guiné-Bissau supostamente empunhada pela recém eleita deputada serve para provar o efectivo racismo que existe na sociedade portuguesa e que vê a luz do dia nos caneiros sociais. Já não há como negar esta evidência. A historieta dos brandos costumes, do convívio inter-racial, da peculiaridade do colonialismo português cai de vez por terra com esta campanha cheia de mentiras.
ResponderEliminarOs grunhos deram à costa. E não é uma coisa boa de se ver.
Ainda bem que o Livre chegou onde chegou. Fez saltar o que há de mais feio e podre em Portugal, e eu gosto de saber por entre quem ando.
ResponderEliminarDentro do nosso resignado silêncio de outrora, do povo simpático e modesto, eleva-se agora o verdadeiro e genuíno português: mesquinho, racista e tão bárbaro quanto qualquer alemão nazi ou francês racista.
Parabéns pessoal: finalmente, somos europeus! 🎉
Não brinque com coisas sérias e já que é tão observador veja as coisas como elas são na realidade. Os verdadeiros racistas são os que tentam aproveitar a cor da pele para exigirem direitos mas não querem ter deveres. O povo está farto desta subsidiodependência que asfixia quem trabalha com o peso dos impostos. Estas pseudo associções anti racismo são uma farsa. Basta ver o caso Bernardo Silva...acusado de racismo por causa de uma brincadeira. O racismo está na cabeça de quem o quer perpetuar acusando de racismo quem esquece que tal existe por não ser racista.
ResponderEliminar”E poderia também referir o exemplo das equipas de futebol, ou de outras modalidades, quando os jogadores estrangeiros das equipas festejam vitórias embrulhados nas badeiras dos respectivos países, sem que isso incomode os adeptos das equipas.”
ResponderEliminarCaro Eduardo Louro, isso já não sucede quando é a Selecção Nacional a jogar - que será a comparação mais adequada.
Não sei se será bem a cor da pele da Dra. Joacine o eventual problema. Pelo menos não tem sido com a Ministra da Justiça. Não sei se já houve deputados de ascendência africana na AR, é um tipo de contas que não me interessa. É o nível geral de incompetência que me preocupa.
Eu creio que, a haver problema, é com a agenda dela e do partido. Decerto que há racistas em Portugal, daí a dizer que Portugal, e a Constituição da República é racista vai um passo muito grande. Demagógico, diria. Começa a ser por demais evidente que certos grupos parecem fomentar o confronto e a sectarização da sociedade para melhor imporem a sua “solução”. Disso não gosto.
Espero que nunca vá a um jogo da selecção nacional no estrangeiro! Escumalha!
ResponderEliminarÓdio aos brancos? O Rui Tavares, o fundador do Livre, é branco. Acha que Joacine iria para um partido fundado por um branco se ela odiasse brancos?
ResponderEliminarTu, escumalha das caixas de comentários, tens é que ser internado pois sofres de paranóia!
E tu, escumalha das caixas de comentários, podes ir para o útero da tua mãe, que deve estar arrependida de não ter recorrido à IVG.
ResponderEliminarTu, escumalha das caixas de comentários, tens é que ser internado pois sofres de PARANÓIA. Não mereces ser apelidado de humano.
ResponderEliminarSubsidiodependente era a tua mãe. Escumalha!
ResponderEliminarAfirmar que não respondo a anónimos, não implica que responda a todos os não anónimos. A estes não respondo em quatro circunstâncias:
ResponderEliminar1) Quando não tenho tempo (é verdade, caro Jorge, nem sempre tenho tempo para ler todos os comentários e reponder-lhes);
2) Quando - e acho que tenho esse direito - tendo tempo, entendo que o comentário não merece que lho dispense (é verdade, caro Jorge, há comentários que no meu entendimento não mercem resposta);
3) Quando outros lhe deram resposta, e entendo que não há nada mais a acrescentar;
4) Quando entendo que o comentário não levanta qualquer questão que me suscite resposta.
A da vaidade, não entendo...
Não percebo - caro António - por que é que a selecção nacional seria mais adequada. Não seria porque não poderia servir o exemplo a que recorri. Não há problema nenhum com a cor da pele de quem quer que seja, há é um sério problema de ódio e ignorância que germina na sociedade portuguesa e que encontra terreno fértil nas caixas de comentários e nas redes sociais. Ódio e ignorância que não são exclusivos de um grupo ou facção. São muito transversais, infelizmente.
ResponderEliminarA bandeira não era empunhada pela recém eleita deputada (como documenta a foto que encabeça o texto, que não mostra bandeiras portuguesas que outras, do mesmo momento mostram) mas nem isso importa. O que importa é a lamentável campanha, e tudo o que não coisa boa de ver, como conclui.
ResponderEliminarNão sei se está a generalizar. Se estiver, mesmo que pela caixas de comentários e pelas redes sociais lho sugiram, não é razão para isso. Não aceito que "o genuíno português seja mesquinho e racista", e "tão bárbaro" como um "alemão nazi ou francês racista", que - e bem - não generaliza.
ResponderEliminarA AR é, de certo modo, uma Selecção Nacional.
ResponderEliminarConcordo consigo, ódio e ignorância são transversais. Até mesmo às raças. Não há necessidade de criar mais. Norte e Sul, homens e mulheres, homo e heterossexuais, litoral e interior, ricos e pobres, esquerda e direita, novos e velhos, benfiquistas e sportinguistas, vegans e omnívoros, governantes e governados, público e privado, tudo serve para confronto e intolerância. Ou não.
Quanto às caixas de comentários, é outro mundo, o anonimato revela o pior, mas quero crer que não são mais que uma minoria sem expressão. Parecem muitos, mas não são.
As pessoas andam azedas, andam, mas ninguém com responsabilidade devia tentar capitalizar esse sentimento.
Nem mais!
ResponderEliminarNunca recebi um subsídio, nunca estive de baixa, nunca tive o famoso SASE como se chamava no meu tempo a ajuda para as despesas escolares. Os meus pais sempre trabalharam e eu comecei a fazê-lo com 16 anos. Mesmo assim consegui estudar, licenciei-me, fiz o Mestrado e estou a Doutorar-me. ganho bem? Depende...para o que fiz, para o que produzo, ganho mal pois vejo 47% dos meus rendimentos serem para impostos...mais, pago 800€ de IMI e 600 em IUC, valores anuais. Portugal tem de ser um país onde se proteja quem trabalhe, não quem quer estar à sombra da bananeira. Escumalha é quem vive de RSI, abonos e casas da camara e nada produz!
ResponderEliminar"quando os jogadores estrangeiros das equipas festejam vitórias embrulhados nas badeiras dos respectivos países, sem que isso incomode os adeptos das equipas."
ResponderEliminarA mim incomoda-me e muito. Acho repelente. Pior do que isso só a equipa portuguesa de Rugby a cantar o hino quando ganhou, já não me lembro onde.