Os resultados eleitorais não deixaram ninguém surpreendido - nem Assunção Cristas - perfeitamente em linha com as sondagens, o que deixa o politiquês mais enfraquecido, a perder definitivamente uma das suas principais forças de expressão: "as sondagens valem o que valem".
Pois valem. E valem tanto que é melhor que a classe política comece a usar de alguma parcimónia no seu uso já que, pedir-lhes que cortem esta estafada e gasta expressão do seu discurso, é capaz de ser pedir muito.
Entraram três novas forças políticas para o Parlamento (a escrever, até daria para parecer que foi só uma: "Livre, Iniciativa Liberal Chega pela primeira vez ao Parlamento), onde a diversidade nunca foi tão grande: Dez! Agora são dez os partido com representação parlamentar, o que não deve deixar de ser saudado, mesmo que um não tenha nada para saudar.
Com o PS a oito deputados da maioria (deverá ficar assim, depois de apurados os resultados da emigração), e com o PAN a ficar-se por metade disso, dentro do exercício que aqui deixei há uma semana, os resultados confirmaram em absoluto os cenários improváveis em que Costa deixara as suas fichas. E que, com Jerónimo de Sousa a deixar logo ontem claro o que já era claro para qualquer observador, o empecilho do Bloco lá continua, incontornável.
Neste quadro, como referia nesse texto da semana passada, a noite de ontem haveria de mostrar quem tem "memória curta". Ou "capacidade de perdoar"... Catarina Martins, que pela ordem natural do protocolo surgiu primeiro, apressou-se a dizer que estava disponível para tudo, desde um amplo acordo estrutural para a legislatura à negociação pontual de cada medida sempre que necessário. Costa, magnânimo na vitória, mas rendido à evidência, prometeu ao povo, que gostou de geringonça, mais geringonça ainda. Agora cabem todos, venham todos à geringonça 2.0.
Parece fácil, não é?
O Bloco de Esquerda diz presente, sem rancores nem reservas. E sem empecilhar. E o PS diz venham todos, todos contam e ninguém empecilha.
Não me parece que seja bem assim e, na verdade, o que Catarina Martins disse - e viu-se pelo caderno de encargos - foi que a vingança se serve fria. E Costa apenas os chamou a todos para lhes dizer que conta com eles ... para executar o seu programa.
E assim será, enquanto assim for...
Não será. Costa tem por onde escolher, mas apenas aparentemente - cada escolha tem escolhos. Umas terão mais que outras - e a mais dura e delicada será exactamente com quem puxou Costa para o Governo. O BE, para mal dos seus desejos, continua o mais descartável porque o mais permeável.
ResponderEliminarAguardo impaciente as cenas dos próximos capítulos.
Um de nós não estará a fazer bem as contas. Nem é a avaliação: é as contas. E parece-me que não serei eu...
ResponderEliminar106+12= 118>116
ResponderEliminarE esqueces o Livre e o PAN.
Uma Geringonça vai exigir muito ao PS, e o mais duro será o PCP, que ainda tem a capacidade de fazer greves mesmo apesar de requisições civis.
Só que essa fórmula aritmética está fora da formulação política em toda a minha análise (neste texto e no outro que lhe associo e lhe serve de base). O PC nunca se envolverá sozinho, sem o Bloco, no que quer que seja, como sustentei em tese. Já era assim, depois de ontem é ainda mais assim. Por isso não há 116 sem Bloco, e por isso me referia a contas erradas.
ResponderEliminarMas eu tenho falado de acordos extra-Geringonça. Não acredito que haja Geringonça. Acredito que haja acordos. E nalguns bastará o PCP - porque sem acordos com o PCP o PS terá dificuldades acrescidas pelos sindicatos. Dificuldades que o BE não apresenta, e daí ser este o mais permeável.
ResponderEliminarAs contas são, parece-me, pontuais - acordo a acordo.
O acordo a acordo é o meu "conta com eles ... para executar o seu programa". A que, ao meu "assim será", respondeste "Não será".Pronto: então estamos de acordo que"assim será".Até dar - "enquanto assim for"...
ResponderEliminarTinha mesmo percebido que falavas da Geringonça :))
ResponderEliminarO CDS pagou o preço pela repetida postura de tentar fazer esquecer o papel que teve na gestão do governo PSD CDS como se não tivesse responsabilidades. É bom que seja devolvido á posição de insignificância que é a sua politica e os seus apoiantes.
ResponderEliminarJá não chegavas uns idiotas comentadores da TVI ontem e agora mais um com preconceito sobre o Chega. Irra, chega de querer que todos sejam carneiros!
ResponderEliminarTem graça de facto... Continuam a fazer o que já vem sendo costume com qualquer partido que se afirme de direita. É logo rotulado de extrema direita e fascista pela comunicação social e ostracizado pelos restantes partidos. É uma democracia caso não se recordem....mas em contrapartida qualquer partido que se chegue à extrema esquerda é sempre visto como uma natural alternativa democrática saudável e liberal. Enfim... Viva a democracia, gritam os solicialistas, desde que concordem connosco!
ResponderEliminarPSD E CDS CUMPRIRAM o programa dw empréstimo de 78 mil milhões de euros para salvar Portugal sa bancarrota.
ResponderEliminar8 anos depois ainda há cabeças de kaka de galinhas que NAO sabem a verdade histórica....
Por isso caminhamos para o fundo sa UE
A Alemanha entrou em recessão técnica.
ResponderEliminarOs economistas dizem que demora seis meses a bater em Portugal.
Com força pq nao ae fizeram reformas....apenas distribuição de dinheiro pelas clientelas .
SNS MATA MAIS DO QUE SALVA.
já meti processos crime contra hospitais......
Oncologia pediátrica no Porto. .vergonha mundial.....
Discutir a forma sa geringonca é irrelevante.
Nova bancarrota está a chegar.
A esquerda vai fugir como sempre...
W a tenebrosa direita cai salvar Portugal dw novo....
No fundo sa UE....
Será um governo minoritário com apoio parlamentar de geometria variável.
ResponderEliminarNão haverá acordos escritos porque, pura e simplesmente, o actual presidente da república não é o ressabiado cavaco.
Serão desenhadas as chamadas "linhas vermelhas" e os objectivos a atingir na legislatura.
Depois de 4 anos de experiência na pioneira solução governativa, conhecida por geringonça, não me parece de grande dificuldade a existência de uma geringonça 2.0.
Sobre a direita, continua a resistir, centrada no único partido que a pode levar de volta ao poder.
Sonhos à volta de um crescimento relâmpago do fascista-securitário-comentadeiro do benfica como alternativa de governo ou do crescimento significativo do piresdelimismo, personificado pelo ex-director da TVI Cotrim, são resultado da euforia pós-eleitoral de ter eleito 1 deputado cada. Seria mais ou menos como pensar que o Livre alguma vez virá a ser uma alternativa de governo.
O Sátiro. Membro honorário da escumalha das caixas de comentários. Habitual defensor de escumalha como Trump e Bolsonaro. E pelos vistos parece bastante aziado.
ResponderEliminarSe não gostas do SNS podes emigrar para os EUA. Pode ser que gostes de falecer de uma doença que tem cura só porque não tens dinheiro para pagar os tratamentos.
ResponderEliminar