terça-feira, 29 de outubro de 2019

Vender a alma


 


 


Esta coisa de tudo se vender, de tudo servir para fazer o dinheiro que não vem de onde deve vir, ou que não há de todo, dá sempre nisto.


Chamam-lhe naming, mas é um negócio de alma. Quando não há mais nada para vender, vende-se a alma. Foi aí que chegamos, com toda a gente a vender a sua própria alma e, depois, a vender todas as que lhe apareçam pela frente, mesmo as que não estão à venda.


A Rosa Mota não terá aceitado vender a sua quando, ao que se diz, aceitou a proposta de Rui Moreira para mudar o nome do velhinho Pavilhão Rosa Mota do Palácio de Cristal para o recuperado pelo dinheiro da cerveja "Pavilhão Rosa Mota – Super Bock Arena". Mas terá vendido parte dela, o que para o Presidente da Câmara do Porto, especialista no negócio, bastava. E bastou para, do alto da sua hipocrisia, reduzir tudo a um pequeno nada: de "Pavilhão Rosa Mota – Super Bock Arena" a "Super Bock Arena Pavilhão Rosa Mota", não vai grande diferença.


Por maior que esteja à vista!


 

37 comentários:

  1. A não questão política - Rosa Mota desejava dissociar-se do pavilhão - passou a questão política quando Moreira, inepto, tentou segurar um dos símbolos do Porto e do País prometendo-lhe o que não era seu para prometer.
    E a justificação usada sobre não perceber o problema do nome associado a uma bebida alcoólica seria própria de um Moreira com 11 ou 12 anos de idade, não de um com tais anos de política.

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  2. Trocando por miúdos:o Moreira, que já não tem alma para vender, convenceu a Rosa a vender um bocadinho da dela. Depois correu tudo mal.

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  3. A Rosa Mota que se mude para Lisboa que lá será bem tratada e respeitada.

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  4. Quem pertence à confraria da cerveja e quem é hipócrita?

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  5. Discussao típica de um país e gente que devia de dar prioridades a outros temas bem mais importantes mas nao, como sempre a mesquinhez impera.
    Evidentemente, potenciada em Lisboa por um tema na aldeia do Porto.
    Esta gente de Lisboa (onde anda muito a Rosa Mota) é gente que esta muito acima....Mais!

    Que se saiba, manter as coisas direitas e em orden tem custos.

    Nao sei se a Rosa Mota estava interessada em pagar esses custos....

    O resto é treta. Treta de conversa e de gente para animar o pagode num país de.....treta!

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  6. É apenas mais um negocio do Presidente da Camara Mercantil do Porto na nova grande superfície comercial outrora conhecida como cidade do Porto. Diz ser portista, como se fosse possível sê-lo sem gosta das gentes do Porto. Apagou do Porto as suas gentes retirou o bairro e substituiu-o pelo Alojamento Local, calou o pregão e deu voz ao som do trolley de mão, matando a alma tripeira. Welcome to C.C. Oporto.

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  7. Amigo,
    Penso que aqui a questão não é bem essa, da Rosa Mota não querer ver o seu nome associado a uma bebida alcóolica (no caso, cerveja) mesmo pertencendo à Confraria da Cerveja... A questão é tão somente o facto de ela ter acordado com o Presidente da CMP uma coisa e depois este ter alterado para outra sem lhe dar cavaco. Penso que ela não ficaria aborrecida se o "naming" tivesse sido invertido para "Pavilhão Rosa Mota - Super Bock Arena". Acho no mínimo sensato que isso seja feito pela parte da CMP e até do sponsor (só ficaria bem à Super Bock deixar cair este naming). O Sr. Rui Moreira, do qual apreciava até a sua postura e conduta na condução da CMP, fica muitíssimo mal na foto... Espero que seja penalizado por quem de direito (os eleitores nas próximas eleições autárquicas!).

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  8. Deixemo-nos de provincianismos bacocos de Lisboa e Porto e Porto e Lisboa...

    A CML também recentemente (em fev 2017) reinaugurou o Pavilhão Carlos Lopes que esteve fechado durante anos e anos (desde 2003). Ainda bem que o fez com dinheiros públicos (próprios ou com recurso a empréstimo) e que não mudou o "naming" do espaço, mantendo assim uma justa homenagem ao grande atleta PORTUGUÊS Carlos Lopes, que por acaso até é natural de uma aldeia perto de Viseu (onde, que eu saiba, não tem nenhum espaço público com o seu nome) e não de Lisboa. A Rosa Mota é uma atleta PORTUGUESA que por acaso é natural do Porto e foi o Porto, através da sua Câmara, que decidiu homenageá-la dando o nome a um Pavilhão Desportivo. Deveria ter continuado assim e o Sr. Rui Moreira só fica mal em dar azo a estes dislates...

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  9. Portanto, a sua interpretação da notícia do Correio da Manhã é que quem pertence à confraria da cerveja não tem moral para criticar esta situação? Sabe como é que a Rosa Mota pertence à dita confraria? Por ter sido convidada, pelo que atingiu como atleta e por ser uma embaixadora de Portugal! Não é por ser uma grande consumidora de cerveja ou por andar por aí a fazer publicidade. Pertencer à confraria da cerveja não a compromete em nada! E não é a natureza da bebida que está em causa mas o carácter da decisão, o seu mercantilismo e a indiferença do Rui Moreira relativamente ao símbolo da cidade do Porto (falo da Rosa Mota pessoa e atleta e não do pavilhão)!

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  10. Ela que faça como da outra vez:

    Amua e diz que vai para o estrangeiro e pede a nacionalidade lá do sítio.

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  11. Será que o presidente da cidade do Porto penalizou a Rosa Mota por ela ser socialista? Seja qual for a razão não há dinheiro que pague a alegria que esta grande atleta do Porto deu a todos os portugueses,sr.presidente Rui Moreira tenha vergonha e respeite quem deu muito ao país ao contrário do sr. que até agora nada a assinalar a única coisa que faz questão de dizer sempre é que o seu clube é o futebol clube do Porto,espero que nas próximas eleições autárquicas seja severamente penalizado e que os portuenses mostrem o seu desagrado por se vender a uma empresa em detrimento dum símbolo nacional que se chama ROSA MOTA

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  12. Sinceramente não me parece nada que a Rosa Mota esteja incomodada com a sua associação à Super Bock. Apenas não gosta da ordem dos factores.

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  13. Apesar de haver muitas situações mais relevantes que este assunto, a única coisa que se me oferece dizer é o seguinte:
    RUI MOREIRA É UM CRETINO!
    Parabéns Rosa Mota!
    Na verdade ... mereces uma estátua e ... vais tê-la!

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  14. Ouvi um boato ... que se vai lixar bem lixado!

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  15. Acho tudo isto VAIDADE!...Para mim: foi, é, e será sempre o Palácio de Cristal.Se os nomes estivessem invertidos já nao havia problema estar associado a uma marca de cerveja! Pura VAIDADE.

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  16. Para mim sera sempre o palacio de cristal foi com esse nome que conheci e sera com esse nome que deixarei este mundo

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  17. Um bocado a despropósito, mas a propósito de que tudo hoje é negócio, descurando valores bem mais importantes, no caso que vou referir, a segurança.
    O estacionamento nas cidades portugueses passou a ser gerido pelas Empresa Municipais de Estacionamento que, passaram a cobrar os lugares, em nome da rotatividade de lugares. Nada a opor ainda que considere que existam outras formas de controlo, como a obrigatoriedade de colocar um disco no vidro do carro com a hora de chegada.
    O problema é que a fiscalização passou a ser executada por frotas de fiscais que multam afincadamente os carros que não pagam e não vejo nenhuma preocupação com o restante estacionamento anárquico, em segunda fila, em cima dos passeios, em contramão, nos cruzamentos, entroncamentos e rotundas.
    E pior, há empresas Muncipais que cobram lugares em locais onde o Código da Estrada proíbe o estacionamento, por exemplo dentro de paragens de transporte público.
    O caso do pavilhão Super Bock Arena Rosa Mota é só mais um exemplo de negío.

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  18. Que as eleicoes autarquicas coloquem no devido lugar que nao cumpre palavra. E mudar de marca da cervejola tb nao custa nadinha.

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  19. Que alma? O pavilhão que está nos jardins do Palácio de Cristal (palácio esse que foi demolido mas cujo nome perdurou) esteve abandonado nos últimos largos anos, excluindo as festas anuais duma radio local e uns mercados do livro. Eventos desportivos... ZERO. Utilização do pavilhão... Quase nula.
    Agora uma empresa também ela local que patrocina quase todos os eventos que ocorrem na cidade, financia as obras do mesmo e, em contrapartida não teria direito a nada?
    O Coliseu também tem no seu nome o duma companhia de seguros que também pagou as obras.
    O estado, qual expoente máximo do centralismo, não se preocupa se estes equipamentos estão a cair de podre (pelos vistos o autor deste post também não) já que estão a 300 km de distância, na terra onde quem reclama raramente é escutado (só se lembram de nós quando os sindicalistas para justificarem o dinheiro que metem ao bolso, enchem a cidade de cartazes a publicitar alguma manifestação em Lisboa).
    O pavilhão vai continuar a ser chamado da mesma forma independentemente do nome que aparece primeiro (antes não aparecia nome nenhum no edifício) e vai continuar a estar nos jardins do Palácio de Cristal mesmo que dele só reste o jarfim.
    Já agora, cá no Porto agradecemos que aqueles que se preocupam com a "alma" da nossa cidade, nos mandem os donativos em vez de criarem problemas em tudo o que fazemos (o caso mais flagrante é o do antigo Matadouro que vai continuar ao abandono porque uns iluminados da capital exigem saber qual a utilidade de cada uma das salas do espaço antes de aprovarem o projecto).

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  20. Foi exactamente o que ela disse. Queria era ter o nome primeiro

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  21. Comentário de quem não conhece o Porto.
    O Porto desde os anos 80 tem perdido população (tanto é que até Gaia já o ultrapassou). Tudo isto bem antes de alguém sequer inventar o conceito de alojamento local. Ir ao Porto depois das 7 da tarde era encontrar uma cidade deserta cheia de prédios abandonados com as portas emparedadas.
    Grande parte destes alojamentos locais estão em prédios que foram requalificados.
    Uma piada é culparem o Moreira por proprietários venderem os seus edifícios quando não é ele que os compra. Tal como é anedótico acreditar que o alojamento local consegue rivalizar com a proliferação de hotéis na cidade one algumas unidades ocupam quarteirões.
    E se não fosse o turismo, o amigo Centeno não poderia ficar com os louros da descida da taxa de desemprego. Alojamentos locais,, staff para hotelaria, lavandarias, cacifos, uber, taxis, restaurantes, guias turísticos. Retirem o turismo e poucas opções sobram para quem decide investir e criar o seu próprio emprego em vez de ficar à espera que os abutres (desde o BE até ao Chega) do parlamento façam alguma coisa pelo país.

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  22. Ia penaliza-la e andar com ela para tudo quanto é inauguração (semana passada foi um parque na cidade)?
    Ela nunca teve o nome dela em lado nenhum e só agora é que ele aparece no edifício.

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  23. Grande Rosa Mota. Mas verdade se diga , a super bock é a super bock, e é do grande Porto, e tambem é conhecida em todo lado. Abram mas é uma fresquinha e vejam no youtube a Rosa a cortar a meta.

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  24. Subscrevo na íntegra este postal.
    O argumentário do "independente" Moreira é insultuoso por querer fazer passar por idiotas quem o ouve.

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  25. Concordo que deviam haver outras prioridades.

    Em relação ao post:
    Quem critica os outros por não seguirem princípios e pode fazer melhor, devia fazer melhor. Em termos práticos neste caso concreto não percebo quais as reais consequências disto. Se vamos falar em violação de princípios ou de ética, nunca mais acaba! Grave é aquilo que tem consequências para as pessoas.

    De certeza que há assuntos bem mais importantes para serem falados. E também não ficar à espera que saiam noticias para depois falar nelas pois nem tudo o que é importante saiu como notícia e assim fica limitado ao que alguns quiserem que fale.

    Por exemplo, eu vou ver os blogues dos outros e comento sempre que o assunto for importante ou puder dizer algo de relevante. Comentar para "encher chouriço" não vale a pena.

    Já pensou nos assuntos importantes que são ignorados?

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  26. Uns pagam para manter o edifício, não o deixar cair de podre, mas o nome deve ficar para terceiros? Não queriam o dinheiro da Super Bock, então gastassem o dinheiro do contribuinte e mantivessem o nome Rosa Mota...

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  27. Francamente, é por estas e por outras que este país chegou ao
    estado miserável em que se encontra. Que diferença faz ter este ou outro naming? O mais importante é ter um pavilhão funcional e moderno ao serviço dos portuenses. De egos estamos todos fartos. Mande-se erigir uma estátua em honra da Rosa que me parece algo bsstante digno e razoável, mas não se sacrifique o bem estar de todos em nome dum ego. Se tudo for ideal, tudo acaba mal. O dinheiro não cai do céu e o nome da Rosa também não cai na lama por causa disto. As pessoas não são imbecis: percebem perfeitamente que Super Bock foi quem pagou e Rosa foi quem levou o nome de Portugal ao Olimpo.
    No mundo real tudo tem um preço, no mundo ideal ( não existe) todos se lixam. Não concorda Eduardo?

    Jorge

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  28. Prioridades, assuntos mais importantes a discutir, haverá.. Mas não se enganem, estamos também aqui a falar de um grande mal que assola o nosso país, que é o de se prometer/acordar uma coisa e depois fazer-se outra..Mesmo que as implicações sejam menores neste caso, há que combater sempre (individual e/ou coletivamente) este tipo de comportamento.
    Em todo o caso, a parte comercial do nome (a ter mesmo de constar) deveria aparecer no final, pois já se sabe que volta e meia o pavilhão é vendido a outro grupo empresarial.. Alguém quer apostar no próximo?

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  29. Ou, retificando, o próprio grupo empresarial (que fez o investimento/patrocinou as obras no pavilhão) deixar de existir ou ser vendido a outro grupo empresarial qualquer e, por esse motivo, o nome do pavilhão ter de vir a ser alterado..haha

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  30. Este Rui Moreira tem + de merceeiro de k presidente de Câmara !
    É useiro e vezeiro nestas práticas de mero vendilhão de templos.
    Já o tinha feito anteriormente ,num passado recente, noutra operação em td similar, ao abastardar o Coliseu do Porto para Coliseu Ageas !
    Qualquer dia até a própria C.M.Porto marcha, ou a ponte D. Luís, Maria Pia, do Infante, de S. João, Palácio da Bolsa...
    Rezo para k nas próximas autárquicas, os portuenses através do voto espetem 1 real biqueiro no rabo deste mercenário !!

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  31. Comentário de quem não vive na zona histórica do Porto nem se mistura com as gentes do Porto.

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  32. Concordo, Jorge. Mas repare que o ponto central do texto é que quando o dinheiro não vem de onde deve vir há sempre que vender a alma. Para uns é fácil. Para outros nem tanto.

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  33. Acha, portanto, que os contri buintes estão sempre folgados e disponíveis para pagar tudo e mais alguma coisa. Mesmo que já estejam exaustos como é caso dos portugueses, que em troca não recebem nada de jeito.
    Eu prefiro assim. É muito mais sensato e não me fere a sensibilidade. Desde que o dinheiro não tenha origem ilícita, por mim está tudo bem. De resto todo o desporto é patrocinado por mecenas, leia-se capitalistas, desde há muito
    tempo. Até os atletas gregos que o praticavam em Maratona e Olímpia
    o eram ( avan la lettre ). E as artes, igualmente.

    Jorge

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  34. Não acho nada disso. Não quero tornar-me repetitivo, mas o que escrevi, e que reafimei na resposta que atrás lhe dei, tem a ver com vender ou não vender a alma. A alma, aqui, são princípios. O mecenato não é bem isto. Nem bem nem mal, não é isto. Os patrocinadores no desportos não são mecenas. São agentes que compram notoriedade e influência. E mesmo aí, quando as fronteiras não são bem demarcadas levantam-se problemas éticos e de legitimidade.
    Espero que tenha conseguido ser claro. Até porque, seguindo o seu ponto de vista, rapidamente estaríamos a falar de PPP`s, com o Jorge a dizer que era a favor e eu contra. Quando não é nada disso o meu tema.

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  35. Tem razão, não fui muito feliz com a minha incursão ao mundo do mecenato . De todo o modo mantenho a minha ideia ( e convicção) de que nós, portuenses, e os portugueses em geral, ganhamos mais com estas parcerias do que os patrocinadores.
    Não o aborreço mais com este assunto.
    Cumprimentos

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  36. Francamente, Jorge. Não aborrece nada. Trocar ideias é sempre um gosto. Tudo o que não seja isso é que aborrecido e desagradável.
    Cumprimentos.

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