Uma mulher, ainda jovem mesmo que o não pareça, sem abrigo, pede uma esmola a um transeunte. De volta recebe um tiro, e cai morta.
Abeirara-se do transeunte, e pedira-lhe um real, para comprar pão. O assassino meteu a mão à mala mas, em vez da moeda pedida, tirou de lá a pistola que de imediato disparou friamente sobre a pobre jovem mulher. E seguiu caminho, como se nada mais tivesse acontecido que livrar-se de uma mosca incómoda que se lhe atravessara à frente. É um comerciante estabelecido na zona, e tem a porta do estabelecimento para abrir...
Aconteceu ontem, em Niterói, ali ao lado do Rio de Janeiro. No Brasil, de Bolsonaro.
Poderia não ser mais que mais um assassínio, num país em que acontecem a toda hora. Mas não é. Este é um crime com assinatura. Este é o tipo de crimes onde não é possível apagar o nome de Bolsonaro.
Não percebo a ligação entre um crime hediondo como este e o nome de Bolsonaro. Consegue esclarecer-me? É que eu sou um bocado lerdo...!
ResponderEliminarCalhou não ser na América “de Trump”.
ResponderEliminarHumm... Pois, mas ambos foram eleitos. E continuo sem perceber a ligação entre um assassinato bárbaro e um presidente eleito, de quem se pode ou não gostar, que pode ter ideias um bocado parvas, mas que tem legitimidade para governar e que não pressionou o gatilho. Talvez não seja mesmo para perceber.
ResponderEliminarDe qualquer forma agradeço-lhe a resposta.
Hummmm… João Lopes, note que Hitler também foi eleito. E numa democracia...
ResponderEliminarVou tentar, João Lopes. A ligação está obviamente num discurso político que, com o fim de promover o negócio de armas - um lobi poderosíssimo também no Brasil - não fomenta apenas o auto-armamento. Fomenta também um quadro ideológico subordinado à lei do mais forte e à noção da relatividade do valor da vida. As vidas não têm todas o mesmo valor, e muitas não valem mesmo nada. A partir daqui é mais fácil premir o gatilho, num país e numa sociedade onde historicamente nunca foi muito difícil fazê-lo.
ResponderEliminarO que é que Lula fez para controlar o lobby do armamento nos 8 anos em que foi presidente? Se eu amanhã desatar a bater em funcionários das finanças devido á carga fiscal crescente, o único responsável pelo meu acto sou eu, não o governo do Dr Costa que tem feito crescer a carga fiscal, se é que me faço entender
ResponderEliminarNão há ligação alguma. Este tipo de criminalidade é endémica no Brasil, há décadas. Tem a assinatura de Bolsonaro porque o bloguista não gosta dele. Mas veja lá se o bébé deitado ao lixo lá foi colocado pela mão criminosa de António Costa. Mas foi aqui, no “Portugal de Costa”. Então?
ResponderEliminarTrump não foi eleito. Hillary Clinton teve mais votos.
ResponderEliminarErrado. Hitler não foi eleito. Os comunistas e sociais-democratas juntos tinham mais votos mas o partido nazi incendiou o Reichstag e depois meteu a culpa nos comunistas com o objectivo de os banir. Depois, com o apoio dos centristas, conseguiu a maioria necessária de dois terços para rever a constituição e a partir daí é o que todos nós sabemos.
ResponderEliminarO erro de Lula foi não ter metido a escumalha reaccionária toda na cadeia.
ResponderEliminarPois, e na anterior legislatura o PS do chamuças não ganhou e formou governo...
ResponderEliminarAlém disso, o partido democrata Norte Americano perdeu porque apostou na "rotten Hillary". Mas isso são outras questões. A verdade é que existe um ódio latente em relação ao Trump e ao Bolsonaro. Algo de fundamentalista.
Obrigado pelas suas respostas
Anónimo de 23.11.2019, a sua intervenção sobre Hitler não está correcta e pode induzir as pessoas em erro. O Partido Nazi foi o mais votado e tornou-se, portanto, no maior partido do parlamento alemão nas eleições de Julho de 1932. O que não alcançou foi a maioria absoluta. Foi na sequência dessa vitória que Hitler se tornou chanceler em 30 de Janeiro de 1933 (apesar da grande relutância de Hindenburg, o Presidente, em nomeá-lo). O facto que refere (incêndio do Reichstag) ocorreu já depois da ascensão de Hitler ao poder e foi realmente aproveitado, como bem diz, para que os nazis instalassem a sua ditadura. Mas isso não invalida o essencial: por força do voto popular, o partido de Hitler tornou-se o mais representado no parlamento e foi por isso que Hitler acabou chanceler. Nunca ouviu falar de governos minoritários, mas vencedores? Nem aqui em Portugal?
ResponderEliminarNa minha modesta opinião a única coisa acertada que o António diz no seu comentário é que "o bloguista não gosta dele". Se o "bloguista" sou eu, o autor, é certo. Tenho a impressão que concordará que o resto é um disparate completo.
ResponderEliminarCaro Eduardo, se vai por esse caminho então mantenha-se nele. O bébé no lixo, os incêndios de Pedrógão, a queda da estrada em Borba, têm a assinatura de António Costa. Pela sua lógica.
ResponderEliminarE você sabe, tem de saber, que a criminalidade violenta existe no Rio de Janeiro e não é recente. Não sei qual é o disparate.
A minha lógica, para quem não entendeu o texto, resume-se na resposta que dei ao João Lopes quando me pediu que o esclarecesse (no dia 21), e que está aqui mais em baixo. Como poderá ver, e como constato que não a percebeu, não tem nada a ver com a "sua". O que relato não tem nada a ver com a criminalidade violenta do Rio, ou do Brasil. Matar quem esta a pedir na rua e seguir caminho como se nada se tivesse passado é outra coisa. Sé não percebe isso quem não quer mesmo percebr isso. Se for esse o seu caso, lamento. Se não for, e simplesmene não interpretou o que escrevi, espero que esta resposta, conjugada com aquela que atrás referi, o passa ter deixado esclarecido. Estou certo que, se assim suceder, perceberá finalmente que o caso em apreço não tem mesmo nenhum paralelo com os que reporta. Mesmo que não goste do Costa - coisa com que não tenho nada a ver - facilmente compreenderá que uma coisa (os casos que refere, onde poderá, com a legiitmidade qe não lhe nego, responsabilizar o chefe do governo pela incúria do Estado) não tem nada ver com a outra (onde uma ideologia e uma superestrutura política, que tem uma cara, pode ser responsabilizada por um comportamento de (falta de) cidadania.
ResponderEliminarLi a resposta a João Lopes. E li o post. E não posso fazer o julgamento e condenação que você faz. O assassino é quem disparou a arma. A parcialidade que você usa com Bolsonaro ou Trump leva quase a crer que basta mudar de presidentes para tudo ficar bem. Não creio que seja assim tão simples.
ResponderEliminarÉ injusto culpar apenas uma pessoa pelo que está a acontecer neste mundo e em particular no Brasil onde se mata uma pessoa como se fosse uma mosca. Pode haver algo no discurso dele que incite algumas divisões mas o problema é muito mais profundo. Acho também que não devia ser tão arrogante com quem tem uma opinião diferente da sua.
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