
Por alma sabe-se lá de quê, os partidos da esquerda parlamentar entendiam que os deputados únicos dos novos partidos que chegaram à Assembleia da República não deveriam usar da palavra no debate quinzenal com o primeiro-ministro, que esta tarde vai para o ar.
Depois da indignação geral recuaram em dois mortais à retaguarda, com o contacto com o solo a ficar longe de ser perfeito. E lá se retomou a prática usada na última legislatura com o PAN...
Os novos partidos unipessoais terão, assim, direito a ... minuto e meio. Que para a deputada do Livre, como já se percebeu, nem dá para arrancar...
É preciso muita imaginação para conseguir fazer uma intervenção minimanente aceitável no Parlamento num minuto e meio. Mas não é precisa uma grande dose de capacidade imaginativa para adivinhar as frases mais batidas dessas intervenções:
- "Queira terminar senhor deputado";
- "Termino já, Sr Presidente"!
Faz de conta...
Proporcionalidade directa, Eduardo: são 230 deputados, os grupos parlamentares organizam-se para dar tempo de antena a alguns, mas se fizermos as contas bem feitas, estes 3 deputados acabam por ter direito a mais tempo do que a média.
ResponderEliminarConceder-lhes mais tempo seria retirar tempo a milhares de cidadãos que votaram noutros deputados que também foram eleitos.
A proporcionalidade é aquela coisa que evita a discriminação negativa mas também a discriminação positiva.
Não tenho a certeza - nem paciência para fazer contas - mas desconfio bem que o minuto e meio seja até mais generoso que a proporcionalidade. O que, se calhar, quer dizer que há vezes em que a proporcionalidade terá que ser mandada às ortigas e inventar-se outra coisa qualquer. Pode ser que os doutos deputados sejam capazes de o fazer no novo regimento a que terão que meter mãos.
ResponderEliminarMas, como sabes, eu gosto sempre mais de levar estas coisas a brincar... Ah... e não tive oportunidade de ver o debate. E por isso não sei acertei no meu prognóstico.
Penso sinceramente que mais valia que tivesses acertado...
ResponderEliminarhttps://sarin-nemlixivianemlimonada.blogs.sapo.pt/900-de-amor-130225
Infelizmente, não vale mesmo a pena levá-los a sério.
ResponderEliminarBem sei que prognósticos só no fim da legislatura, daqui a 4 ou 2 anos; mas, caramba! mereceremos mesmo tão pouco empenho?
A escumalha do Chega e a escumalha da IL são contra o conceito de democracia por isso nem direito a um segundo de intervenção deveriam ter! O Chega que vá pregar para um regime autoritário e a IL que "compre" o seu tempo de intervenção lá na Somália.
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