quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Faz de conta

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Por alma sabe-se lá de quê, os partidos da esquerda parlamentar entendiam que os deputados únicos dos novos partidos que chegaram à Assembleia da República não deveriam usar da palavra no debate quinzenal com o primeiro-ministro, que esta tarde vai para o ar.


Depois da indignação geral recuaram em dois mortais à retaguarda, com o contacto com o solo a ficar longe de ser perfeito. E lá se retomou a prática usada na última legislatura com o PAN...


Os novos partidos unipessoais terão, assim, direito a ... minuto e meio. Que para a deputada do Livre, como já se percebeu, nem dá para arrancar... 


É preciso muita imaginação para conseguir fazer uma intervenção minimanente aceitável no Parlamento num minuto e meio. Mas não é precisa uma grande dose de capacidade imaginativa para adivinhar as frases mais batidas dessas intervenções:


- "Queira terminar senhor deputado";


- "Termino já, Sr Presidente"!


Faz de conta... 

5 comentários:

  1. Proporcionalidade directa, Eduardo: são 230 deputados, os grupos parlamentares organizam-se para dar tempo de antena a alguns, mas se fizermos as contas bem feitas, estes 3 deputados acabam por ter direito a mais tempo do que a média.
    Conceder-lhes mais tempo seria retirar tempo a milhares de cidadãos que votaram noutros deputados que também foram eleitos.

    A proporcionalidade é aquela coisa que evita a discriminação negativa mas também a discriminação positiva.

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  2. Não tenho a certeza - nem paciência para fazer contas - mas desconfio bem que o minuto e meio seja até mais generoso que a proporcionalidade. O que, se calhar, quer dizer que há vezes em que a proporcionalidade terá que ser mandada às ortigas e inventar-se outra coisa qualquer. Pode ser que os doutos deputados sejam capazes de o fazer no novo regimento a que terão que meter mãos.
    Mas, como sabes, eu gosto sempre mais de levar estas coisas a brincar... Ah... e não tive oportunidade de ver o debate. E por isso não sei acertei no meu prognóstico.

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  3. Infelizmente, não vale mesmo a pena levá-los a sério.
    Bem sei que prognósticos só no fim da legislatura, daqui a 4 ou 2 anos; mas, caramba! mereceremos mesmo tão pouco empenho?

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  4. A escumalha do Chega e a escumalha da IL são contra o conceito de democracia por isso nem direito a um segundo de intervenção deveriam ter! O Chega que vá pregar para um regime autoritário e a IL que "compre" o seu tempo de intervenção lá na Somália.

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