Esteve quase. Mas não chegou.
O Benfica teve o pássaro na mão mas deixou-o fugir. Os minutos finais foram fatais. Ao minuto 90, num penalti esquisito, o Leipzig reduziu. E ao 96 (o árbitro deu, justificadamente, 9 minutos de compensação) empatou.
Mas não foi hoje, em Leipzig, que o Benfica foi afastado da Champions. Foi em Lisboa, na primeira jornada, com este mesmo adversário. Foi em S. Petersburgo e em Lyon. Foi nesses jogos, quando Bruno Lage teve opções inexplicáveis, deixando de fora boa parte dos melhores jogadores.
O Benfica não fez hoje uma exibição memorável, longe disso. Mas foi uma equipa solidária e certinha, na maior parte do tempo. Podia e devia ter ganho o jogo, e podia até ter marcado os dois melhores golos desta edição da Champions. Primeiro, já depois do primeiro golo (Pizzi, aos 20 minutos), numa fantástica jogada de Pizzi, que a concluiu com um remate sensacional que levou a bola a bater na quina do poste com a barra da baliza adversária. E depois, na segunda parte, quando já ganhava por 2-0 (golo de Carlos Vinícius, aos 59 minutos), num fabuloso chapéu de RDT, ainda atrás da linha de meio-campo, que o guarda-redes conseguiu in-extremis desviar para canto.
Agora resta ganhar ao Zenit (que, no entanto, ganhando, assegura a participação nos oitavos de final) no último jogo, na Luz, daqui a duas semanas. O que pode até nem evitar o último lugar do grupo. Mas pode também deixar as contas da classificação numa embrulhada dos diabos. É que, na eventualidade do Lyon perder o seu jogo (em casa) com o Leipzig, ficariam as três equipas com 7 pontos. E se calhar com contas complicadas de fazer...
Mas isso são os ses do futuro. Os do passado - se o Benfica tivesse sempre jogado com os melhores; se hoje a bola do Pizzi tivesse ido três centímetros mais dentro, se a equipa tivesse tido a classe necessária para se opor à cavalgada final dos tipos da Red Bull - esses é que já não contam!
:(
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