segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

O orçamento que dá lucro

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Aí está o Orçamento, a chegar a Assembleia da República. Este ano mais tarde que o costume, por razões conhecidas mas não exactamente óbvias. E não sei se, por isso, com menor espectacularidade.


E no entanto este é o mais espectacular de todos os orçamentos que pisaram a passadeira vermelha de S. Bento, apresentasse-se ele na simplicidade de um pen, na descrição de uma disquete, ou na elegância barroca de umas resmas de papel. Este é o orçamento que não tem a última linha a vermelho. Dá lucro!


Há muito tempo que não havia um orçamento assim. Em democracia nunca tinha acontecido, a ordem tem sido sempre para o Estado gastar mais do que recebe. A última vez  que tinha acontecido, já lá vão quase 50 anos, era ministro das finanças João Dias Rosas e primeiro-ministro, então chamado presidente do conselho, Marcelo Caetano.


Não é muito, mas diz-se que é de 0,2%. O famigerado e ultimamente mal afamado déficit foi-se embora e, em vez dele, está aí agora o superavit. Poderia ser maior, mas ... há os bancos. Há o insaciável Novo Banco, e há crédito fiscal para os outros todos, com contas as ajustar nos tais activos por impostos diferidos, de que já aqui se falou  por algumas vezes.


Mas é o que é. E no fim é bem possível que seja ainda um bocadinho maior... No fim de contas as cativações do Centeno ajudam sempre as ... contas. O resto é que nem tanto!

8 comentários:

  1. Como é que se coloca um texto deste, que nem é carne, nem é peixe, nem é vegetariano, em destaque, é que não se entende!
    Mas pronto... não deve haver mais nada para dizer!

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  2. Então mas, a direita não prometia orçamentos com 6% de superavit e capacidade para pagar 10000 milhões, anualmente, para reduzir a dívida pública? (A promessa do CDS obrigava a ter 25000 milhões, ligeiramente acima dos 8%, de superavit.)
    Tal como a direita prometeu acabar com o SNS, privatizando todos os hospitais, assim como privatizar o ensino, ficando o estado só a ensinar os "casos especiais".
    Assim como o IL defende que o estado pague 5000 milhões, a fundo perdido, para os empresários investirem, nem que seja a adquirirem Lamborghini e Ferrari, para se deslocarem.

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  3. Rochinha, és um caso de insanidade mental. Neste país, os governos socialistas só acabam quando esgotam o dinheiro dos outros, nunca o deles.
    O que a direita te prometeu, foi reduzir o défice de mais de 11% para pouco mais de 3% em quatro anos e fê-lo. Já os teus amigos xuxas, discípulos do 44 Sócrates, não conseguiram, no mesmo tempo, reduzí-lo mais que pouco mais de 3%. Percebeste, ó tamanho.
    O que o monhé e esse mongoloide das finanças têm andado a fazer é: aumentam os rendimentos do trabalho e das pensões das pessoas em10 e, depois, aumentam-lhes o custo dos bens essenciais em 20. Ora vai-te katar.

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  4. Num país com a falta de investimento como o nosso tem (ainda há zonas, em vilas, sem saneamento básico), num país com serviços públicos sub-orçamentados, num dos países da Europa em que os utentes mais têm de gastar do seu próprio bolso na Saúde, num país com poder de compra congelado na função pública obrigando ao protesto (ou mesmo emigração) de professores e enfermeiros e companhia, num país em que tanto está por fazer, ter "défice zero" já seria uma IRRESPONSABILIDADE. Mas ir ainda mais além (do que a troika) e ter superávit, ou seja, tirar mais aos contribuintes do que aquilo que se devolve, é de um ESTUPIDEZ só vista em ditadura.

    Não faz sentido, não há racional económico, é à custa de cativações em áreas fundamentais, é à custa de um dos mais baixos investimentos públicos da Europa e da nossa história, é à custa do congelamento do poder de compra, à custa de pensões de reforma miseráveis, é à custa de muita coisa. Portanto nem sequer se pode mesmo falar de "défice zero", mas sim de défice escondido. Escondido e IRRESPONSÁVEL, repito.

    Só não é à custa da banca, dos Berardos, dos Salgados, dos grupos privados de Saúde, do off-shore da Madeira, ou de todos os vigaristas e ladrões que usam a, eufemisticamente chamada, "liberdade de circulação de capitais". E pasmem-se, com a carga fiscal mais alta de sempre, é este governo do PS quem está a boicotar na UE a cobrança de impostos aos mais ricos, seja através do "veto de gaveta" à cobrança de impostos à multinacionais, seja através dos Vistos Gold, ou das borlas fiscais para expatriados (ex: Madonna, Michael Fassbender), etc, que vêm aqui com os seus milhões fugir aos impostos e agravar a especulação imobiliária.

    E mais, para os ignorantes que se preparam para falar da dívida, a parte líquida começou a descer em % do PIB (que é a ÙNICA contabilidade que interessa para os mercados e agências de rating) desde que o nosso défice ficou em 2% em 2016. Ou seja, tudo o que seja descer desses 2%, ainda por cima em época de juros negativos, e ainda por cima com as manhas de Centeno e Costa no orçamento (já descritas anteriormente), isso é a maior IRRESPONSABILIDADE de sempre, e não contribui em NADA a descida mais rápida da dívida. Apenas contribui para a economia e os contribuintes, os empresários e os utentes de saúde, sofrerem mais do que era necessário. E porquê? Para sermos o "bom aluno" que vai "além da troika". Para o Centeno fazer boa figura na busca de tacho ora na Europa ora no FMI. E para cumprir "regras" NUNCA votadas pelos eleitores, e que nos são impostas por NÃO eleitos em Bruxelas e Frankfurt.

    O orçamento com superávit num país assim, não é "lucro", caro Eduardo Louro. É cativações, é sub-orçamentação, é caos na saúde, é congelamento do poder de compra, é investimento mínimo, é o interior do país esquecido, etc. É no fundo o défice escondido a que as "regras" ANTI-democráticas da aberração ilógica chamada Euro nos obrigam.
    Quem olha para este país, e depois olha para o superávit, e acha que é uma coisa boa, das duas uma, ou não sabe do que fala, ou sabe bem demais e é só mais um propagandista (voluntário ou avençado, não interessa) a querer enganar os outros.

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  5. De facto era muito mais fácil haver uma varinha de condão para acabar de uma só vez com aquela coisa ... como se chama ...há? Pois, dívida.

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  6. A qualidade da prosa, a elegância dos adjetivos,a assertividade dos argumentos e o rigor dos números são bem ilustrativos da "cabecinha" do prosador.

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  7. É tudo muito bonito e muito maravilhoso. nas conversas do sr .Centeno e do sr Costa.
    Mas na verdade fui reformado em 2002 e cada vez que há um novo orçamento o líquido que eu recebo é cada vez menor!!!!!!!Já não sei o que hei.de pensar destes pândegos!!
    É comer e calar, porque podem vir mais cativações…………………...

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  8. Eh eh eh, lucrar com o prejuízo dos outros!

    Senhor Funcionário do PS, antes careca que louro.

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