
Passou já a primeira semana da nossa experiência de desconfinamento. O balanço dessas experiências está ainda por fazer, até porque a agenda mediática está especialmente ocupada com o que aí vem. E nada preocupada com o que já veio, como correram as coisas...
Já se sabe como vai regressar o futebol. Ou talvez não porque, olhando com atenção para o que se ouve e se lê, percebem-se uns ziguezagues que trazem água no bico. Como vão regressar os restaurantes, que estão a encontrar nas esplanadas uma escapatória de viabilidade. Como vão reabrir as creches, com as mais contra-natura das regras: isolar crianças e impedi-las de partilhar. E até como vai ser a abertura das visitas a idosos nos lares, mesmo que não se perceba como vai ser.
Já se sabe tudo isso mas, no fim, percebemos que não se sabe nada disso. Como não se sabe nada do acesso às praias, que estava para ser divulgado há uma semana e entretanto ficou congelado. Porventura pela temperatura da água do mar, ainda bem fria, imagino.
Sabe-se que é grande a ânsia do regresso. De todos os regressos, mesmo dos que não acontecerão mais. E que a única certeza que temos é que tudo é incerto.
Cientistas dizem que não está fácil encontrar forma de derrotar o vírus. E que a vacina que as cabeças mais tolas deste mundo anunciavam eminente, pode até nem surgir. Boris Johnson - parece outro, o homem, e não será por entretanto ter sido pai, que a isso já ele estava habituado - alerta até para que possa nunca vir a haver vacina.
Ele, que estará agora bem informado. Também quer que os britânicos regressem à rua, mesmo que não tenha a certeza que quer. Foi isso que explicou ontem no Parlamento, para que ninguém percebesse...
“Isto não acaba até acabar”, alertou o Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, onde tudo tinha corrido tão bem até ter já começado a correr mal. A China volta a não dizer nada, mesmo que baixinho se vá ouvindo qualquer coisa parecida com segunda vaga. Em mandarim, claro!
Não seja ansioso !
ResponderEliminarVá com calma, que a seu tempo tudo aparecerá.
Olhe, eu era muito jovem e apanhei a gripe asiática e quase fui despachado, mas ainda aqui ando...
Sobre o futebol diria eu que,
ResponderEliminarnão havendo condições para concluir este campeonato, e parece que não há, existe uma solução decente que não pode chocar ninguém.
Dar o agora suspenso por concluído, sem declarar um campeão.
Arrancar na próxima época com os pontos acumulados por cada clube na competição que agora não deve ser reiniciada.
Podem avançar que não pagam nada por este parecer.
O comportamento da China nesta história dava um estudo. As referências ao local de origem da pandemia estão a desaparecer sistematicamente na imprensa. Tem braços longos, o PC chinês. A ganância ocidental pelo maior mercado mundial levou a muitas imprudências. Desde logo, quantas posições estratégicas tem a China por esse mundo fora, e quantas tem esse mundo fora na China?
ResponderEliminarPois, mas isso teria alguns problemas. De dinheiro, porque no fim de tudo está sempre o pilim. Sem jogos não há dinheiro das televisões. E sem dinheiro das televisões os clubes entram de imediato em falência, já não haveria próxima época.
ResponderEliminarDepois há ainda o dinheiro da UEFA. E o da Champions, que financia todo o orçamento de qualquer dos chamados grandes.
As posições estratégicas da China e na China são o que são. Não são o que são independentemente do PC Chinês. Mas é provável ou, pelo menos, desejável, que deixem de ser o que exactamente são com o que o mundo deveria ter aprendido com esta crise.
ResponderEliminarEspero sinceramente que não se ponham a inventar regras insanas no acesso às praias. Que não se complique mais a vida do que já está.
ResponderEliminarAs regras dos infantários são do mais cretino que vi.
Quanto ao futebol, é mesmo o pilim que dita o seu regresso.
a nota principal do seu post é que tudo é incerto, e no entanto critica medidas, cujas percebe inseguras (mas necessarias, digo eu, tambem inseguro ), pelo que chego a pensar que está a ironizar.
ResponderEliminarMas por outro lado esta tudo clarinho : foi preciso, no mundo, travar a fundo ( ) para suster a vaga que se abateu. Travar, mas evidentemente permitindo que as pessoas se abasteçam, e portanto que outras trabalhem.
Na aventada segunda vaga, já nao é preciso "travar", tudo e nós estamos experientes, perder-se-ao os excedentes, "os aneis".