segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Moeda de troca

DGS já enviou parecer técnico sobre Festa do Avante ao PCP - Renascença


 


As últimas semanas foram deixando a ideia que a autorização da realização da festa do Avante seria qualquer coisa que entrava nas contas da constituição da geringonça 2.0.


Não é uma ideia simpática, tanto mais que remete as instituições do Estado de Direito para simples agentes da táctica política do governo. Mas é a que foi ganhando cada vez mais forma nos últimos dias.


Com a aproximação da data do evento - já no final desta semana - e à medida que sua realização se tornava cada vez mais irreversível, mais ruidoso era o silêncio da Direcção Geral de Saúde (DGS). De tal forma que o Presidente da República, ainda para mais aborrecido com as encenações de crise política do primeiro-ministro e com as alterações de paradigma de António Costa, teve que dizer que bastava, e que era mais do que tempo de a DGS tornar públicas as condições de autorização da Festa.


Pressionada, a DGS informou que já tinha entregado ao PCP as condições aprovadas para a realização da Festa. Mas que não as divulgava. Que fosse o organizador a fazê-lo. 


Não há qualquer dúvida que a DGS não quis transparência em todo este processo. Ou não quis ou não pôde ser transparente. O governo, com o sound byte da ministra da saúde, logo no início, que "nada seria permitido que estivesse proibido, nem nada que fosse permitido seria proibido", tratara já de fazer descer a cortina.


Se nada disto tivesse a ver com as contas para a nova geringonça que agora, ao contrário de há apenas dez meses atrás, António Costa tem por imprescindível à estabilidade governativa, é que seria estranho.

7 comentários:

  1. Foi claro desde o início que a festa era para realizar. Esta novela patética era dispensável e os actores são maus demais para lhe dar credibilidade. E mais, o PCP só “reduziu a lotação” porque não conseguiu vender os bilhetes, senão eram mesmo os cem mil.

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  2. (EM)BARAÇOS DA MEADA
    Parte 1:
    -Analfabeto letrado a alinhavar palavras tão adornadas como ocas.
    -Será tão ignorante ao ponto de não saber que não se vota em governos?
    -O 1º magistrado esqueceu-se de aconselhar que os portugueses votem noutro presidente, a caridade melhor exercida começa em causa própria.
    -Não lhe compete alinhar, e muito menos tomar partido em crises políticas. Se não sabe, leia a constituição e aprenda qual é o seu lugar e a obrigação de as resolver de forma isenta, transparente e eficaz.
    -No seu estado natural deve ser o único presidente do mundo que não o devia ser,
    quando acossado legitimamente por uma portuguesa em publico comportou-se como um rasca regateiro.
    -Um mascarado que nem precisava de máscara para fazer o papel.
    -Se Sua Excelência está a falar de sectores não democráticos no nosso país, obriga-se desde já a identificá-los claramente.
    -O alto cargo que ocupa não lhe permite, mesmo que por omissão, ser conivente com quem na sua opinião pretende atropelar a democracia, afinal do que é que Vexa é garante?
    -Porque não se cala? Sobre as barracadas do Costa nunca abre o bico.
    -Carpideira das desgraças nada mais sabe fazer do que atrapalhar com as suas aparições, chorando lágrimas de crocodilo no momento de pesar dos sofredores atingidos.
    - Quando lhe desculpa, e mais do que isso, leva ao colo um governante postiço, de braço dado com todas as manipulações e tragédias que transportam, não é um mero e acobardado apoiante, é muito pior, um sinistro e envolvido cúmplice.
    Parte 2:
    -Acabo de o ouvir o mais ato magistrado da Nação em noticiário, se bem entendi, a tecer fortes críticas à DGS a propósito da Festa do Avante.
    -De caminho em forma de ricochete, atirou certeiramente no nosso primeiro afastando do horizonte a crise política desenhada por este, em mais uma manhosa manobra de diversão.
    -Quem nomeia e tutela a Direcção Geral de Saúde terá que ser questionado ao nível do ministério ou do próprio chefe do governo.
    – Finalmente chegou o presidente?
    Parte 3:
    -Ao que isto havia de chegar! Se qualquer cidadão pretender ir à festa só saberá as regras se o partido entender divulgá-las.
    -Lembrar à Sra. directora que não se trata de um empresário a solicitar parecer técnico com regras para a instalação de uma fábrica de entortar bananas, ou de uma edificação para produção de água a ferver
    -Este tipo de situações ao não envolver publico interessado ou participante fica à margem de decisões e consequências associados.
    -Coisa diferente, que não pode ser encaixada no seu afunilado critério de observação, é um evento com portas abertas, por mais que o acesso seja controlado.
    -É assustador que um organismo na esfera do estado se permita actuar com a mesma bitola de apreciação para uma situação puramente económica, publica ou privada,
    com uma outra sem qualquer semelhança que pode sobretudo agravar uma situação de saúde publica já de si preocupante
    Parte 4: Apetece pergunta se alguém ao lado ou acima lhe promoveu e apadrinhou ideia tão disparatada, e a ser assim será imperioso saber quem.
    Parte 5: Ou poderá tratar-se de uma acção no mais alto patamar do conluio, com Costa a mais uma vez vergar Marcelo?

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  3. Eu sou de esquerda mas acho que o PCP não esteve nada bem. Falecer de eutanásia não pode ser, mas de Covid-19 já?

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  4. E, com isto tudo, o Sr. Presidente já nem sabe como conduzir a sua campanha nem sequer se deve recandidatar-se ou não.

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  5. O meu ponto não é a realização ou não da Festa do Avante. Essa é outra discussão que, como bem sabemos, correu com sabor para todos os gostos. A questão que eu levanto tem a ver com a forma como o governo conduziu a sua intervenção à luz do (novo) objectivo da nova geringonça.

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  6. Pode ter razão em todas as partes. Mas o presidente não entra em parte nenhuma do que está em equação.no meu texto.

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  7. Peço desculpa, mas para um presidente que está em todas não me parece grandemente despropositada a alusão que deixo.

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