Cavaco apresentou ontem um livro novo. É uma espécie de "memórias", de memórias do poder, mas chamou-lhe "Uma Experiência de Social-Democracia Moderna". Sabe-se como os títulos ajudam a vender...
Quando tive notícia do título da obra, que dizem ser a última do senhor - também ajuda a vender - achei mesmo que era um nome para isso, para ajudar a vender. Mas não. Pelo que nos foi dado ouvir na apresentação, a cargo de Marques Mendes, Cavaco não tem dúvidas (nunca teve, não seria agora que as teria) que só os seus governos conseguiram aplicar o modelo da Social Democracia.
É mesmo social-democrata. E moderno!
Não admira que toda a cerimónia de apresentação do livro tenha sido um hino à social democracia, entusiasticamente aplaudido por conhecidos e reconhecidos social-democratas, como Passos Coelho e Assunção Cristas.
Para um refinadissimo intelectual como o excelentíssimo blogueiro, social-democracia é o que ele quiser (e quando quiser ). Por isso, e por enquanto, social-democracia, é promover os interesses fascistas das ex-empresas públicas, dos funcionários públicos e da imprensa - sempre coladinhos ao PS e/ou aos seus apêndices revolucionários.
ResponderEliminarUm famoso social-democrata sueco ( Olaf Palme ), de visita a Portugal, no tempo do PREC, estranhou que estes senhores, hoje em dia os "verdadeiros sociais-democratas", quisessem acabar com os ricos em vez de quererem acabar com os pobres. Está tudo dito!
Dedique-se ao comentário futeboleiro - mesmo não tendo aptidão (nem) para isso, pelo menos faz-nos rir. Ainda que eu prefira um verdadeiro e assumido palhaço - como alguns que aí andam a aburguesarem-se da noite para o dia. Bendito capitalismo.
Agora, qual acordeão popular ( ou talvez pimba ), vão dar mais música ao povo: mais 600 freguesias para aumentar eficiência e riqueza. Isto tudo num país em que metade dos concelhos têm menos de 20.000 habitantes e um terço menos de 5.000.
ResponderEliminarJá para não falar daqueles ( loucos) que teimam em acreditar que a terra é plana e os rios não correm para o mar: "há défices bons". Pela lógica, também há divida boa - aquela que se pode pagar. Não aquela de que beneficiamos e pedimos aos netos que a paguem. Isto sim é a verdadeira social-democracia.
Não sei se foi a verdadeira, social-democracia do Cavaco, que fez com que quase todos os seus ministros estejam a contas com a justiça.
ResponderEliminarTerá provavelmente sido. Acredito que sim.
ResponderEliminarA Justiça não é para aqui chamada. Mas se quiser falar disso, temos para todos os gostos, não é preciso lembrá-lo, pois não? Até o glorioso Benfica, veja lá!...
ResponderEliminarDevem ser mesmo sociais democratas, ou Cavaco estaria na ONU, Passos Coelho numa qualquer multinacional, e Cristas na TAP.
ResponderEliminarE o princípio de Peter?
ResponderEliminarSaiu anónimo mas sou eu mesmo. Peço desculpa, mas sem que eu perceba porquê, às vezes acontece.
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