terça-feira, 30 de março de 2021

Fernando Santos tem um problema, ou é ele o problema?


A selecção nacional concluiu este ciclo de três jogos, em 6 dias, para o apuramento para o mundial do Qatar do próximo ano com uma vitória no Luxemburgo, mas continuando sem convencer. Sem conseguir fazer um único jogo ao nível da qualidade dos seus jogadores,  conseguindo a espaços superiorizar-se aos adversários, mas sempre sem conseguir ter os jogos controlados, oscilando entre partes do jogo deprimentes e outras relativamente aceitáveis.


Hoje, contra o Luxemburgo, que vinha de uma vitória na República da Irlanda e que já não é o bombo da festa que era até há alguns anos, confirmou todas essas oscilações, e o que de mau tinha feito nos dois jogos anteriores.


A primeira meia hora foi tão má quanto tinham sido todo o jogo com o Azerbaijão e a segunda parte com a Sérvia, e foi a equipa luxemburguesa a mandar por completo no jogo. Só à beira dos 30 minutos a equipa nacional conseguiu construir uma jogada de ataque e chegar à baliza adversária,  com João Cancelo a cruzar para o remate de Renato Sanches - novidade entre os titulares, o único jogador português da remar contra a maré da mediocridade geral da equipa, e o melhor jogador em campo - que poderia ter dado golo. Na resposta, imediata, o Luxemburgo abriu o marcador. E a equipa portuguesa abanou, ainda mais. 


Só nos últimos 10 minutos reagiu, depois da troca do desenquadrado João Felix, lesionado, por Pedro Neto, e acabou por chegar ao empate, por Diogo Jota, já no período de compensação, dois minutos depois dos 45.


No início da segunda parte manteve-se por cima do jogo, dando sequência àqueles 10 minutos finais da primeira, e cedo passou para a frente do marcador, com - finalmente - um golo do apagadíssimo Cristiano Ronaldo, invariavelmente a concluir mal. Pouco antes tinha falhado, de forma inacreditável, isolado perante o guarda-redes adversário, depois de um erro defensivo da equipa do Luxemburgo.


Pensou-se então que a vantagem daria à equipa a tranquilidade necessária para afirmar a incomparável superioridade técnica dos seus jogadores. Mas, nada disso, e esgotado o primeiro quarto de hora, já  os luxemburgueses estavam de novo por cima do jogo. O segundo quarto de hora foi todo luxemburguês, e Fernando Santos foi obrigado a reforçar o meio campo, com a entrada de Palhinha (por troca com Bernardo Silva). Em simultâneo fez também entrar Rafa para o lugar de Jota, na expectativa de aproveitar a sua velocidade nos espaços que o adiantamento do adversário libertaria.


Só no último quarto de hora a selecção nacional se libertaria da pressão luxemburguesa, acabando por chegar ao terceiro golo, por Palhinda, na sequência de um canto, assinando com um resultado aceitável uma exibição que o não foi.


Há certamente a desculpa do calendário, com três jogos muito concentrados, mais a mais nesta altura da época. E sem tempo para treinar. Mas os problemas que a selecção evidencia têm outra profundidade. E duas ordens de razões claras: falta uma ideia de jogo e faltam rotinas, mas, acima de tudo, falta uma ideia de jogo ajustada à superior valia destes jogadores, que os deixe confortáveis com o jogo; e  falta fazer da selecção uma equipa, em vez da corte de Cristiano Ronaldo, em que Fernando Santos a transformou.


O problema não é a baixa intensidade nem a lentidão que os jogadores pôem nos jogos. Isso é a consequência dos dois problemas anteriores. E não é problema dos jogadores. É do treinador!


Sim, Fernando Santos tem um problema. Ou o resolve, ou é ele o problema!


 

18 comentários:

  1. FERNANDO
    A preocupação maior reside no facto de não se jogar em equipe mas unicamente com o objectivo de servir CR7 para bater mais um record. Fernando Santos sabe, por experiências alheias, que se não puser a "estrela" a jogar, ou o substituir, o seu lugar já era e o ordenado dá sempre jeito.

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  2. Para mim, de facto, o problema é o Fernando Santos. Logo após o 2-1, há uma imagem que mostra o treinador a mandar "ter calma" (aquele gesto com as mãos viradas para baixo a indicar jogar devagar). O resultado foi o 2º assalto da equipa luxemburguesa que ia conseguindo chegar à nossa área com regularidade e intensidade. E o pior é que quando fizemos o 2-1, se apertássemos mais chegaríamos ao 3-1 ou mais, porque a defesa do Luxemburgo estava a dar bastantes espaços. Mas o treinador mandou abrandar! E os jogadores obedeceram!
    Enfim: três jogos de baixa qualidade, em termos de pujança e figura de campeão da Europa (que eu acho um perfeito equívoco, só porque nos calhou a linha de adversários mais fraca até à final. Se não vejam o que aconteceu no Mundial, bastou aparecer o Uruguai pela frente e fomos de vela, sobretudo pela ação de Luís Suarez e Cavani. E bastou). O mesmo se passou na Liga das Nações: meias finais com a Suíça, enquanto do outro lado jogavam Inglaterra e Holanda (embora na final fomos um pouco superiores à Holanda. Vejam na competição deste ano o banho de bola que levamos da França no jogo cá (durante uma hora a França dominou por completo). Portanto, Fernando Santos como treinador é um equívoco. Mas o tira-teimas ver-se-á já no próximo Europeu (com França, Alemanha e Hungria).

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  3. Por muito que custe dizer, acho que este selecionador que tanto deu a Portugal e á nossa selecção, talvez esteja em fim de ciclo. Há uma falta clara de atitude e entrega de muitos jogadores e a perda de rendimento é inevitável. É certo que o roubo flagrante do golo no jogo anterior e o habitual circo montado em redor de tudo o que possa servir para deitar abaixo o Ronaldo (claramente em baixo de forma), também deixou marcas. Não percebo NADA de futebol mas sei ver quando um jogador está empenhado em mostrar trabalho. É justo apontar a clara falta de rendimento do Ronaldo, mas a atitude está lá em cada lance que disputa. Ja outros com idade para comerem relva em cada jogo, parece que estão a fazer o frete e a imprensa sempre a passar a mão pela cabeça. João Félix é o caso mais gritante haja coragem para se assumir e mudar enquanto é tempo.

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  4. Algo está mal???? Então eles, afinal ganharam os 3 jogos...

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  5. Concordo que Fernando Santos tem um problema para resolver. Creio, no entanto, que o selecionador sabe qual é e está à procura de o resolver. A questão é que a selecção de 2016 campeã da Europa já não será a mesma que disputará o mundial. O selecionador está a procura da selecção tipo herdeira dessa que consiga ir ao Qatar disputar o caneco. São muitos e bons jogadores e não está fácil chegar à equipa modelo para encarar a próxima grande competição. CR7 condiciona e muito a formação da equipa, mas ainda marca, mesmo em péssima forma e inevitavelmente a acelerar para o ocaso competitivo. Fernando Santos foi o único a conseguir ganhar para Portugal competições de nível europeu e mundial. O ciclo de FS à frente da selecção ainda durará até à disputa do campeonato do mundo. Só será interrompido se Portugal falhar a qualificação. Até lá, temos de ir vendo estas experiências menos consistentes à espera que a equipa estabilize o onze base e acerte o ritmo de corrida.

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  6. fernando santos e o problema..qualquer jogador que atira a bracadeira de capitao ao chao devia ser castigado ele FS e o jogador deram um pessimo exmplo..assim como pepe .. que nao jogava mais na seleccao por mau comportamento desde saiu do R M.

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  7. Por fim aparece um comentário isento e com destinatário.

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  8. Pois. Só comentários de gente do benfica. Percebe-se o ódio ao Ronaldo...

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  9. Não quero pôr em causa o lugar do Fernando Santos. Continua a ser o melhor treinador português para a nossa selecção e gostava que, quando abandonasse, fosse chamado o Mourinho e que este aceitasse o desafio. O Mourinho, diga-se o que se disser, é muito bom. Tal como o CR7, diga-se o que se disser, é muito bom. O problema de CR7 é que ele não é central e os nossos centrais, quando não joga o Pepe, são um fiasco. É que o Pepe também é, apesar da idade, muito bom.
    CR7 continua muito bom. Se não fosse o erro descomunal da equipa de arbitragem no jogo contra a Sérvia, os camelos e grunhos que passam o tempo a invejar o sucesso do CR7 e que aqui debitam o estrume que lhes ocupa o cérebro, e se certos jornais, também invejosos, reconhecessem que o CR7 marcou golos nos dois últimos jogos, não viria, o aqui Senhor Eduardo Louro, titular o seu texto, alarvemente, de que Fernando Santos tem um problema, ou é ele o problema (o ponto de interrogação que coloca na frase é só para atrapalhar...).

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  10. Se condenar a atitude que teve no jogo com a Sérvia é ser benfiquista, então sou.
    Não sou dos que alinha em maus comportamentos e atitudes de má educação e de menino mimado, sendo o capitão da equipe, só porque é o Ronaldo.
    Não vou alinhar com aqueles que até acham que foi um acto Patriótico por, segundo eles, ter sido uma afronta a uma Nação.
    Há que ter a noção das coisas seja que camisola enverga seja que jogador for.

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  11. O Pepe fez alguma asneira a representar a seleção? Tivéssemos nós 11 Pepes e menos jogadores que não suam a camisola e os resultados seriam melhores

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  12. O problema não é do treinador, o problema é do estilo. Quando foi a última vez que tivemos futebol apaixonante? 2000? 2004? Desde aí ganhamos troféus mas o futebol tem sido sempre o mesmo, sempre com medo de assumir o jogo. Scolari, Paulo Bento e Fernando Santos são do tipo que prefere marcar um golo e passar o resto do jogo a defender. E não escondemos isso. Jogamos com 3 extremos (CR, Jota e Bernardo), nenhum dos quais com missão de ir à linha e cruzar para o ponta de lança... porque essa posição não existe na nossa seleção. E não é de agora. Em 2016 quantos minutos jogou o Eder no europeu?
    A seleção deveria espelhar quem está em melhor forma, mas na realidade a postura sempre foi a de jogar quem o treinador acha que lhe dá mais garantias mesmo que esteja no banco do seu respectivo clube ou a ter uma época desapontante. Diogo Jota basicamente impôs-se por marcar golos nas raras oportunidades que teve na seleção. André Silva raramente é convocado e, mesmo com os vinte e tais golos desta temporada, não tem grandes hipóteses de jogar e, mesmo quando joga, é num sistema tão confuso que nunca recebe a bola em condições para finalizar.
    Alguns jogadores como o Ricardo Pereira (que recuperou recentemente duma longa paragem), sempre foram preteridos por jogadores com performances bem menos exuberantes. Temos um conjunto de jogadores interessantes mas uma equipa fraca. Pessoalmente e, apesar de achar o Rui Jorge outro treinador que faz fretes a agentes, prefiro a seleção sub 21 porque pelo menos tem um sistema de jogo à Portugal.

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  13. . . . . . . . . . . . . A.Silva . . . . . . . . . . . .
    D.Jota . . . . B.Fernandes . . . . B.Silva
    . . . . . R.Neves . . . . A.Gomes* . . . . .
    R.Guerreiro . Pepe . R.Dias . J.Cancelo
    . . . . . . . . . . . R.Patrício . . . . . . . . . . . . .

    Um meio campo forte, e o 2º melhor marcado da Bundesliga (a par de Haaland) no ataque.
    Ronaldo e Félix podem entrar para atacar mais, ou Moutinho e Danilo podem entrar para segurar o resultado.
    Esta equipa, esta tática, esta estratégia, ainda não foi usada (nem treinada) uma única vez, devido a lesões, castigos, e conjuntura de cada jogo. E a culpa nem é do selecionador que, por alguma razão, foi Campeão da Europa uma vez, ao contrário de todos os que comentam...

    Mas há um ponto de que ainda ninguém falou: ao contrário do que se pensa, o lateral esquerdo do Sporting não é uma boa opção para um sistema de apenas 2 centrais. Uma coisa é um Defesa Esquerdo na seleção ao lado de 2 centrais, que tem de defender muito melhor o seu lado do terreno. Outra coisa é um sistema de 3 centrais num clube, em que na esquerda está um Ala, e no banco um treinador a fazer todos os possíveis para defender os seus jogadores da sua própria inexperiência. Juntando isto à ausência de Pepe, e está o caldo entornado, uma seleção campeão da Europa sofre 2 golos contra a Sérvia e 1 contra Luxemburgo, e todos os jogadores à frente desta defesa ficam com um pouco menos de confiança para aplicar o seu jogo. José Fonte até pode estar em boa fase no campeonato francês, mas basta um jogador um pouco mais rápido e fica com os rins partidos. Num clube há rotinas que se criam que minimizam essas situações, mas numa seleção que mal treina junta, é quase impossível. Agora imaginem só quando for preciso tratar da sucessão de Fonte e Pepe... Rúben Dias é bom, é o melhor, mas não faz duas posições sozinho.

    * outro "pormenor" é que para a dupla do meio campo mais defensivo, Portugal deixou de poder contar com um titular indiscutível na melhor forma e ao nível da restante seleção no jogo jogado durante os 90 minutos. Nem R.Sanches, nem J.Moutinho, nem A.Gomes, nem S.Oliveira (bater livres não chega), nem W.Carvalho, nem Danilo. Perante um Petit ou um Maniche em boa forma, nenhum destes seria hoje titular! Aliás, nenhum deles é titular indiscutível no respectivo clube. Isto dá que pensar e isso deve dar enormes dores de cabeça ao selecionador. Resultado: sem meio campo, a equipa treme quando adversários banais (Sérvia e Luxemburgo) se atrevem a lutar pelo controlo daquela área do terreno. Não há milagres, por mais que os nomes dos da frente sejam dos mais sonantes de sempre (quase ao nível da geração Rui Costa + Figo + João Pinto & companhia que só por uma unha (do Abel Xavier...) não foi campeã da Europa).

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  14. Outra coisa que quase me esqueci, se há um grande erro a apontar ao selecionador, para além de ter deixado o 2º melhor marcador da Bundesliga a aquecer o banco (eu tenho para mim que marcar 21 golos na Alemanha, e no Frankfurt, é mais difícil que marcar 23 golos em Itália, e na Juventus, mas pronto...) é a convocatória para o lado direito da defesa:
    como é que chama Cedric, de um Arsenal que mete dó a jogar futebol, está apenas em 9º no campeonato, e eliminou um Benfica em crise por um triz, mas deixa de fora Ricardo Pereira, de um Leicester que joga bem e está em 3º na Premier League, a 1 ponto do Man Utd?

    E por esta lógica também se percebe, reforçando o que disse no comentário anterior, como é que uma seleção pode abanar tanto no meio campo. É que estamos praticamente dependentes do meio campo do Wolverhampton, a fazer uma época bem abaixo das expectativas (13º no campeonato).

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  15. Pois é. Mas o Departamento Americano sobre a corrupção lá vem falar no vosso Presidente. Isto já não é exemplo para a juventude. Só a braçadeira do Ronaldo é que vale. Estamos conversados.

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  16. Devias ter vergonha! FS é o que é há muito tempo... O mal da selecção é o lixo do Seixal ter lugar cativo na Selecção de todos nós. Tirando RS tudo o resto fora! Mas os 7 mil milhões têm muita força. Antes de falar mal de CR vai tomar Rennie porque a inveja e a azia comem-te a alma.

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  17. O autor esqueceu-se de acrescentar o argumento exógeno: no actual contexto pandémico, esta tem sido uma época futebolística bastante sobrecarregada. Todos os jogadores foram recordados pelas respectivas entidades patronais (i.e. clubes) que deverão gerir o seu esforço pois contam com eles para os restantes jogos da época, seja nos campeonatos, taças ou provas europeias. Por isso encararam o jogo com o azerbeijão e com o luxemburgo da forma displicente e fizeram o mesmo assim que se viram a ganhar 2-0 com a sérvia. Por isso, a juntar à já habitual falta de qualidade futebolística acrescenta-se agora a gestão do esforço e empenho. Parece ser esse , aliás, o denominador comum das equipas cotadas, o que tem permitido que algumas selecções de menor gabarito dar um ar da sua graça.

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  18. o FS o rui Jorge sao os melhores agora, para os lagartos e os tripeiros
    Essas duas seleções jogaram com três seleções cada! Tirando a servia as outras seleções ganharam a rasca
    A sub 21 ganharam a uma fraca Suíça
    Agoram são os melhores grandes exibições..veremos o que fazer a Itália
    e vamos ver se chegam ao fim estas seleções dos FS e R J

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