A notícia correu mundo na semana que está a terminar - a AstraZeneca mudou de nome, e passou a denominar-se Vaxzevri.
Poderá pensar-se que a mudança do nome da marca esteja relacionada com os acontecimentos de há semanas, quando a vacina foi suspensa por toda a Europa, e depois readmitida. Que terá a ver com os danos reputacionais daí decorrentes, com o tal problema dos coágulos, desvalorizados pelos cientistas e pela regulação europeia da Agência Europeia do Medicamento (EMA).
Não tem. Mudou de nomes por problemas reputacionionais, é certo. Mas são problemas de reputação anteriores a essas dúvidas levantadas, e foi essa má reputação que provocou as dúvidas que levaram à reacção política da sua suspensão.
A AstraZeneca produzia medicamentos, com bastante sucesso nos últimos anos, com produtos contra o cancro. Há quase um ano anunciou ir usar a ciência desenvolvida na Universidade de Oxford para produzir a vacina contra o Covid-19 Não fazia vacinas, mas achou que era uma oportunidade de mercado. Como não estava neste mercado, nem tinha vantagens competitivas nesta área, para concorrer com as empresas com currículo no sector apostou em entrar no mercado pelo preço, e comprometeu-se a vender a vacina a preço de custo.
E correu mal. A União Europeia mordeu o isco do preço, e comprou. E correu igualmente mal. Chegada a altura das entregas a AstraZeneca começou a incumprir, e as autoridades europeias começaram a ameaçar com processos judiciais. À empresa começou a ficar associada a incompetência e a incumprimento e o produto a ganhar o rótulo de inferior e de duvidoso.
As acções da empresa começaram a cair, e com estrondo a partir de Novembro. E a marca AstraZeneca passou a ter valor negativo. E teve de mudar de nome, que também não parece muito feliz para fazer uma marca de sucesso. Vaxzevri está longe de parecer um bom primeiro passo!
A suspensão de há semanas vem daqui, como vem daqui a mudança de marca, na semana passada. São uma e a mesma consequência de uma estratégia errada de concorrência.
Concorrer pelo preço é uma estratégia. Mas dá para concluir que não é, nos tempos que correm, a melhor. Outra lição a tirar é que a reputação é hoje o melhor activo das empresas, que há que preservar acima de qualquer custo.
...e é de novo suspensa em vários países, pois não se sabe a idade a partir da qual é segura.
ResponderEliminarDemasiado fumo para que não haja fogo. Para admitirem mesmo os números avançados, faço ideia dos números "descartados".
ResponderEliminar...A acidentalidade de que em países em que há cultura de responsabilidade e imputabilidade e a justiça funciona (melhor), o receio de o Estado ser chamado à justiça por promover a morte assistida de cidadãos terá algo a ver com os ziguezagues das numerosas (muitas) suspensões ?
E, entenda-se apenas os efeitos de curto prazo, estas vacinas com excepção da J&J e da Sputnik (que eu saiba) são todas experimentais mRNA.
Ainda a procisssão vai no adro...
Uma aliança profana e não declarada de interesses convergentes, conglomerada em "Titanic - Sociedade de Investimentos", com a seguinte estrutura accionista:
ResponderEliminarGoverno - controlo absoluto da população, não ha greves, manifestações ou ajuntamentos são proibidos,não há oposição, nem debate, nem análise, controlo absoluto da narrativa com imprensa paga para propagar o mantra e suprimir o contraditório, repúdio de controles orçamentais; quiçá algumas recompensas imediatas ou uns "tachitos" em final de carreira na BigPharma ?
Lobby Farma - negócio do milénio (props e testes dão ainda mais dinheiro que as vacinas), protecção estatal, inimputabilidade, possibilidade reiterada de "vacinas para sempre" para toda a população mundial;
Classe médica,auxiliares, gestão hospitalar: aumento de capacidade reivindicativa, mediatismo/protagonismo para quem queira, reforços orçamentais com controlos e critérios pouco transparentes (BigPharma já antes os tinha "no bolso");
Autarquias, organismos oficiais: aumento de capacidade reivindicativa, repúdio de controlos orçamentais, abertura para negócios de ajuste directo a nunca serem escrutinados;
Activistas ambientais, hipocondríacos e profetas do apocalipse: oportunidade dourada, "se já está deixa estar e vamos fazer ainda mais", melhores megafones;
Geopolítica chinesa, Geopolítica Globalista, Geopolítica Socialista: oportunidade de mudar a política e as populações para imposição de medidas de alargamento de controlo e engenharia demográfica, supressão de narrativas desafiantes.
Isto só pode correr bem, não ?
Esta vacina não a tomo ! Podem mudar de nome, mas a fórmula é a mesma ! Só tomo, se tomar, outra vacina !
ResponderEliminarSim, mas o problema é o mesmo. Um problema de estratégia e de credibilidade empresarial, que para sempre marcará o produto.
ResponderEliminarO assunto nao é novidade, mas a narrativa tem interesse.
ResponderEliminarPS : Qual irá ser o novo assunto do dia, depois deste (vacinas ) ?
Com todos estes sucedidos, será que o ministro da educação ainda vai ser vacinado com esta versão ?
ResponderEliminarOu, pelo contrário, a conversa anterior já "morreu na praia" ?
Sabe, por favor, indicar qual era o "nome anterior" desta vacina?
ResponderEliminarTinha sequer nome? Originalmente, alguma tinha designação comercial? Ou todas elas eram conhecidas apenas pelo nome do laboratório que as desenvolveu / comercializa?
Com o devido respeito, esta peça é uma boa narrativa ficcional mas que em nada reflete a realidade... Reflete apenas uma realidade (não exclusiva), que é o facto de nesta pandemia haver demasiadas pessoas a emitir opiniões e a publicar "notícias" sem saberem do que estão a falar... Demasiada informação disponibilizada ao público, digo eu. Público esse que não a sabe - nem tem que saber, pois é demasiado técnica - interpretar.
A base do artigo até poderia ser boa, dado que a estratégia comunicacional da AstraZeneca tem sido um total desastre, mas perdeu-se na vulgaridade dos lugares-comuns e do populismo.
O tema era estratégia empresarial, se é que não percebeu.
ResponderEliminarPeço desculpa. Saiu anónimo, mas é minha a resposta ao seu comentário.
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