quinta-feira, 22 de abril de 2021

Nem sempre nuvens negras dão em tempestade


 


Depois do desastre do passado sábado, na Luz,  esta deslocação a Portimão, para defrontar a equipa da casa na sua melhor fase da época, a ganhar e a marcar golos como nunca, tinha tudo para correr mal. O peso da derrota com o Gil,  nas circunstâncias em que aconteceu e com as consequências directas que teve, a boa forma do adversário e a História das duas últimas visitas, conjugavam-se numa mistura altamente perigosa,

 

As nuvens iam negras e carregadas em Portimão e a primeira parte deixou a tempestade à vista. O Benfica surgiu  com aquele futebolzinho bloqueado, lento, macio, denunciado e desinspirado. Com muita bola, mas sem nunca saber o que fazer com ela. Com domínio territorial, mas inofensivo e completamente confortável para o adversário. 

 

Para que tudo voltasse a ser como antes, o Portimonense marcou na primeira oportunidade que criou, à beira do intervalo, numa jogada bem construída, e melhor concluída pelo sensacional Beto, já a estrela da equipa. Mas também muito consentida pela organização defensiva benfiquista, e por Gabriel, condicionado pelo amarelo, em particular. A tempestade perfeita!

 

Um golo que parecia empurrar a equipa para o inferno, deixando-a sem reacção. Até que, na última jogada da primeira parte, do nada e quando se esgotavam os dois minutos de compensação, aconteceu o empate. Só Pizzi poderia fazer aquele golo, mais ninguém. Aquela recepção, com o remate de imediato, sem precisar do espaço que os jogadores do Portimonense nunca davam, só dele. Não há no Benfica outro para fazer aquilo.

 

Fez bem à equipa. Que surgiria na segunda parte completamente diferente, muito pela entrada de Darwin, pela saída do regressado Gabriel, amarelado desde muito cedo, e desastrado como (quase) sempre. O jovem uruguaio podia ter marcado logo na saída de bola, rematando por cima da barra, com a baliza completamente à mercê.

 

Não marcou aí, marcou quatro minutos depois. Também um golo que só ele poderia marcar. Não há outro no Benfica, com aquela capacidade de atacar a profundidade, e de ganhar em velocidade e em capacidade física por entre os dois centrais. E ter ainda força para concluir na cara do guarda-redes.

 

No primeiro quarto de hora o Benfica criou quatro claras oportunidades de golo. Mas marcou apenas por uma vez, deixando ainda pairar algumas dúvidas sobre o resultado. A perder, o Portimonense subiu no terreno e quis aproximar-se da baliza do Benfica, e chegou até, à entrada do segundo quarto de hora, a assustar, sempre através de Beto, a coqueluche do momento. Mas alterou por completo as condições do jogo, e abriu o caminho ao Benfica para uma exibição bem conseguida, sem nada a ver com a da primeira parte.

 

Não durou mais que dois a três minutos esse tempo em que o Portimonense procurou levar incerteza para o marcador. Aos 64 minutos Seferovic, em mais um grande golo, a concluir mais uma boa jogada, fez o terceiro golo e acabou com as dúvidas. E, para o Portimonense, com o jogo.

 

Só deu Benfica. E ainda mais dois golos, com Seferovic a bisar ( e a isolar-se na lista dos marcadores), e Everton, que voltou a jogar mais uns minutos, a fixar o resultado num radioso 5-1. Que as nuvens negras à chegada não deixavam de todo prever. 

 

Ah… sei que há muitos benfiquistas que embirram particularmente com o Pizzi. Mas não temos melhor para fazer o que ele faz. E a equipa precisa do que ele faz. 

8 comentários:

  1. Foi uma missa muito bonita
    Expulsar jogadores do benfica só se for na superliga

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  2. Quando equipes como o SLB, jogam contra os do meio da tabela, ou abaixo, apenas com um avançado, tem tudo para correr mal, quando se joga como um grande o resultado é este, basta o treinador fazer o correcto e não continuar a cair repetidamente nos mesmos erros.

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  3. Nesse capítulo não estão sós, ou será que noutros lados são tudo meninos de coro?

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  4. o conceicao e o mais indisciplinado da sua equipa em geral e nada de de castigos todos eles falem mal dos arbitros e nada ..o amorim e que e a vitima paga pelo outros..no glorioso perdem ou ganhem..mas com disciplina ..agora ha uma nova vacina nas farmacias contra azia raiva e inveja

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  5. o pizzi e uma jogador a jogar bem ou mal e um jogador a BENFICA

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  6. Muita disciplina, concordo.
    Desde juizes a comentadores desportivos todos se regem pela mesma cartilha
    Ai de quem sair da linha até os matam, e não é a primeira nem segunda vez que o fazem

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  7. Se nos blogs afectos a outra equipas os comentadores são todos passados ao crivo e só comentam os da cor, porque é que neste teem que vir práqui estes aziados verdes e azuis comentar ? Vão á farmácia comprar Rennie e comprar uns óculos e limiten-se á nulidade que são.

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  8. Blogs? estamos habituados a "comentadores isentos" nas televisões publicas, tipo Pedro Brás, Rui Santos, Joaquim Rita, David Borgs, etc etc
    Quanto a nulidade por aí se vê a raça superior que pensam que são

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