
E do grupo E veio a última ajuda à selecção portuguesa, pouco antes de iniciar o seu jogo com a França ... A Espanha, que tanta dificuldade tinha em marcar golos, despachou a Eslováquia com a maior goleada da competição, e a Suécia, ganhando, impediu a Polónia de Paulo Sousa de sair do último lugar.
Não há fome que não dê em fartura, mas as coisas chegaram a estar feias para a Espanha, em Sevilha. Falhou mais um penalti, com Morata a permitir a defesa de Dubravka, e não havia meios de a bola entrar. Passava já da meia-hora de jogo quando tudo se precipitou: um defesa eslovaco, ao sair com a bola entregou-a a Sarabia que rematou de imediato. A bola foi à trave e subiu na vertical. Ao descer, sem que nada o fizesse prever, Dubravka, o melhor guarda-redes do Europeu até àquele momento, deu-lhe uma palmada para dentro da baliza.
Foi assim que se desbloqueou um jogo que estava a ser complicado, onde só a vitória permitiria o apuramento da Espanha, em último lugar no grupo. No período de compensação da primeira parte, na última jogada, chegaria o segundo, pela cabeça do defesa Lapporte, o primeiro do francês cooptado pela selecção espanhola. E finalmente a Espanha descansou.
E acalmou definitivamente dez minutos depois do reinício, com o terceiro, de Sarabia. Depois tudo passou a correr bem - Ferran Torres entrou (para o lugar de Morata, que saiu entre assobios e aplausos) e na primeira vez que tocou na bola - e que toque! - fez o quarto. Nem precisou de marcar o quinto, Kucka, o defesa eslovaco, encarregou-se disso, passando a Eslováquia a dividir com Portugal o recorde deste europeu de dois auto-golos num jogo.
Ah! E Busquets foi o homem do jogo. E nós, que nunca percebemos bem o que se passou com Cancelo, perguntamos: qual foi a pressa? Qual foi a pressa de o mandar para casa?
Em S. Petersburgo a Suécia ganhou à Polónia, por 3-2. Os suecos, que tinham apenas um golo marcado, mas eram a única selecção do grupo com o apuramento garantido, marcou logo no arranque da partida, acrescentando tranquilidade à tranquilidade que já tinha. À beira do fim do primeiro quarto de hora da segunda parte chegou ao 2--0. No minuto seguinte Lewandowsky reduziu, e a seis dos 90 empatou, virando o jogo do avesso.
Quando parecia que poderia ainda ganhar o jogo, e apurar-se, ultrapassando a própria Suécia, aconteceu precisamente o contrário. E, surpreendentemente, os suecos ganharam o grupo!
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