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Belo jogo do Benfica nesta estreia da nova época, ao contrário das camisolas, também em estreia. Aquelas camisolas não lembrariam a ninguém!
Mas não são as camisolas que importam, mesmo que não gostemos. É secundário, ao contrário da qualidade de jogo, essa sim, é que importa. E o Benfica apresentou em Moscovo um futebol que o que tínhamos vistos na pré-época não permitia, nem aos mais optimistas, perspetivar.
É sabido que em futebol uma equipa joga o que a outra deixa. A questão que se poderá levantar é se foi o Spartak de Rui Vitória a deixar muito, ou o Benfica a não deixar nada. Terá sido um pouco de cada, ficando a ideia que a equipa russa foi bem menos do que se poderia esperar; e a certeza que o Benfica foi bem mais do que tinha deixado adivinhar.
O Benfica entrou com três centrais, ao contrário do Jesus tinha proclamado, ao anunciar que jogaria com quatro defesas. Talvez seja isso, o treinador coloca três defesas centrais em jogo, mas não joga como normalmente se joga com três centrais, apesar dos laterias - Diogo Gonçalves, desta vez, e o habitual Grimaldo - jogarem subidos. Mas como jogam sempre. E o início de construção é também o mesmo, de sempre.
Daí que me pareça que a presença dos três centrais não tem nada a ver com o modelo de jogo do treinador. Tem, antes, tudo a ver com a qualidade de Otamendi, Lucas e Vertonghen. E com a dificuldade de deixar algum de fora. Até aí, tudo bem. O problema é que só podem jogar 11, e esse um a mais no centro da defesa, implica um a menos na frente.
Independentemente desta questão a verdade é que o Benfica fez um jogo muito bom, com uma excelente exibição colectiva e grandes exibições individuais, onde há que destacar Rafa e João Mário. E, se não deixou já a eliminatória resolvida - há sempre imponderáveis - bem poderia tê-lo feito, tão clara foi a sua superioridade sobre o adversário, e tantas foram as oportunidades para chegar a um resultado que deixasse já tudo resolvido.
Na primeira parte foram quatro as ocasiões claras de golo - é certo que, nesse período, também permitiu uma ou duas ao adversário - criadas. E no fim do jogo puderam contar-se nove ou dez, sem que o adversário tenha somado mais qualquer outra. E ainda terão possivelmente ficado por assinalar três ou quatro penaltis, sem que se perceba por que é que estes jogos de apuramento para a Champions não têm VAR.
O 2-0 final (Rafa, aos 50 minutos; e Gilberto aos 74) abre boas perspectivas para o apuramento para o play off, mas é escasso para traduzir a realidade do jogo e a superioridade do Benfica, circunstâncias que certamente entusiasmam as hostes benfiquistas. E sabemos como o entusiasmo conta!
A jogar desta maneira vão ganhar a Champions de caras.
ResponderEliminarDeve ser triste ser adepto de um clube e gastar tempo a ler um blog de outro para no final dizer algo que nenhum adepto desse outro diz, como se fosse algo que se ouvisse amiúde. Deve ser muito triste mesmo...
ResponderEliminarEntusiasmados.
ResponderEliminarVamos arrazar.
E ler um livro? Cortar as unhas, talvez? Não queira arrasar. Nem para o seu clube. Viva.
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