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Há noites assim! Em que da mais profunda escuridão emergem raios de luz que a tornam surpreendentemente luminosa, e tão radiante como o mais belo dia de sol.
Foi uma dessas, esta noite da Luz. E de luz.
O Benfica estava perdido na noite escura. Depois de perder a liderança, há uma semana, tinha-se seguido mas uma noite negra em Munique. Seguiram-se fantasmas. Talvez menos fantasmas do que se quer fazer crer. E seguia-se o Braga Que, avivava outros fantasmas. Os das duas últimas épocas, cujos desastres tinham justamente começado com o Braga. A penúltima, quando os 7 pontos de vantagem se esfumaram num ápice, com a derrota no Dragão, logo seguida, na Luz, com outra. Com o Braga, de Rúben Amorim. Na última, tudo começou com a derrota no Bessa. E de novo, logo a seguir, novamente com o Braga, agora de Carvalhal. Depois, a derrota na final da Taça, quando parecia que a equipa vinha em recuperação na parte final de temporada, e poderia de alguma forma redimir-se com a conquista daquele que poderia ser o único troféu da época.
O Braga era mais um fantasma, em cima dos fantasmas da semana. E nem a águia Vitória augurava nada de bom. Teimava em não cumprir a sua função, e mesmo depois de finalmente ter pousado no seu sítio resolveu insubordinar-se também, regressando fugidia ao voo.
O jogo começou com o golo do Benfica. Um golo improvável, de Grimaldo ... de cabeça. Mas nem isso afastava os fantasmas da noite, o mesmo acontecera há uma semana no Estoril, e tinha dado no que deu. Até porque o golo não assustou nada o Braga, que vinha decidido a jogar com os fantasmas da Luz. E, sempre com uma pressão muito alta, não deixando os jogadores do Benfica respirar, tomou conta do jogo. Empatou dez minutos depois, e manteve-se a querer mandar em tudo o que acontecia no relvado. E o Benfica parecia o mesmo dos últimos jogos - sem ideias, sem confiança, e sem se conseguir impor ao melhor futebol do Braga. Para agravar as coisas João Mário lesionou-se. E para que se complicassem ainda mais a sua substituição arrastou-se por longos minutos, sem ninguém perceber porquê. Para que tudo corresse ainda pior sucedeu-se, logo a seguir, a lesão - grave ao que parece - de Lucas Veríssimo.
As coisas estavam a correr bem aos bracarenses. Tão bem não tinham dúvidas em fazer dos fantasmas uma estratégia de jogo e, da ambição, soberba. Foi-lhes fatal!
Aos 37 minutos, quando o Braga estava claramente por cima do jogo, o Benfica marcou. Num contra-ataque, Grimaldo - outra vez - rematou forte, no segundo remate do Benfica à baliza . O guarda-redes, Matheus, fez uma grande defesa, mas permitiu a recarga a Darwin, para o golo. O Braga continuou a acreditar em fantasmas, e a expor-se da mesma maneira. Bastaram 10 minutos a Rafa para desbaratar a defesa bracarense, com dois golos. O último já em cima do intervalo, que chegaria com um tão expressivo quanto inesperado 4-1, e com a equipa bracarense já de rastos.
A segunda parte foi então tempo do Benfica atingir fases de grande brilhantismo. As coisas saíam bem, como tinham saído bem as substituições dos infortunados lesionados. Paulo Bernardo estreou-se, na Luz e no campeonato, depois daqueles 12 minutos em Munique, em que mais parecia ter sido lançado às feras. E que bem jogou o miúdo! E Mourato voltou a confirmar fiabilidade.
E foi tempo de redenção de Everton, que depois de ter assistido Rafa para os seus dois golos, na primeira parte, em sete minutos fez ele próprio dois golos. O primeiro, logo aos 52 minutos, igualzinho ao primeiro de Rafa - sentando um adversário na área - mas ainda com mais classe na conclusão. E o segundo sete minutos depois, com assistência de Grimaldo.
Em pouco mais de vinte minutos de jogo, o Benfica fazia cinco golos. Faltava mais de meia hora para o final do jogo, e não se sabia onde iria parar o marcador. Afinal parara ali, no 6-1. O Braga juntou-se à frente da sua grande área, para que não se agravasse a goleada a que a sua ambição o condenara, e o Benfica não confirmou em ataque continuado a eficácia que conseguira em contra-ataque. Não terá exactamente levantado o pé, mas o espaço para jogar já não era o mesmo. E, por muito que tudo tenha corrido bem, nada de fundamental tinha mudado. Intensidade no ataque continuado, aquilo a que chamamos asfixiar o adversário em cima da sua grande área, continua ausente do futebol da equipa.
No fim, para além da goleada e dos momentos de bom futebol em transição rápida, fica a redenção de Everton. E provavelmente, dois mil anos depois, a ressurreição de Jesus. Há dois mil anos, diz-se que foi por 40 dias...
Uma resposta à Benfica...
ResponderEliminarE Pluribus Unum!
Jesus foi o exorcista e Grimaldo, Rafa, Everton e Darwin os caça - fantasmas.
ResponderEliminarE Pluribus Unum!
afinal eles treinador e jogadores podem dar mais em todo os jogos ..esperamos que aquela manha se foi para sempre..saudacoes benfiquistas
ResponderEliminaralguns lesionados vao fazer falta nos proximos jogos..mas? tem muitos talentos na equipa B o JJ tem que os meter a treinar com a equipa principal os socios exijam que devem jogar a BENFICA... aguenta -te JJ senao vais ter problemas com os socios
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