sábado, 29 de janeiro de 2022

Em Leiria, como em Roma!

Luís Filipe Vieira assiste ao Benfica-Sporting em Leiria - Taça da Liga -  SAPO Desporto


Ganhar a Taça da Liga não salvava a época. Tinha-o dito Nelson Veríssimo e sabíamo-lo todos. Esta época já não tinha salvação! Mas não a ganhar e voltar a perder com o Sporting, como perdeu, como jogou, e com tudo o resto que se passou soltou as labaredas das profundezas do inferno da destruição do Benfica.


Em equipa que ganha não se mexe. Em equipa que não ganha ... também não. Deve ter sido isto que Nelson Veríssimo pensou, e por isso mudou apenas Paulo Bernardo por ... Meité. É verdade que não há muito por onde escolher ... a não ser nos jovens da equipa B, mar onde se pensaria que o treinador - justamente por ser quem é - pescasse  E também é verdade que, pelo que se viu na primeira parte, se percebeu a ideia de alinhar com um jogador que, ao fim de tanto tempo, ainda não permitiu perceber o que é que levou à sua contratação. Percebeu-se que pretendeu usar o seu físico para o combate ao meio campo. Para tentar equilibrar o poder físico do Sporting, mas esqueceu-se de tentar equilibrar o resto.


A primeira parte ainda disfarçou alguma coisa. Mesmo que o Benfica nunca se superiorizasse no jogo, nem individual nem colectivamente, nem táctica nem tecnicamente, ia ficando a ideia que, daquela forma e de uma maneira mais ou menos organizada, poderia minimamente controlar os danos, até porque a equipa do Saporting também não vive os melhores dias da era Amorim. E o golo de Everton, a meio da primeira parte, e no único remate à baliza (no jogo faria dois!), ajudava a admitir que até poderia correr bem.


A entrada na segunda parte até parecia reforçar essa ideia. Nos primeiros lances viu-se um Benfica mais pro-activo, a indiciar que poderia querer responder aos desafios do jogo. E viu-se um Sporting nervoso. No relvado, e no banco. A conjugação dos factores abria, pela primeira vez, a janela da esperança benfiquista. 


Só que, logo aos quatro minutos, num canto que resulta de uma carambola, e com Morato a limitar-se a fazer figura de corpo presente, o central do Sporting - Gonçalo Inácio, que já na primeira parte tinha ameaçado, e só não marcou porque Vlachodimos fez uma defesa apertada, e só possível por a bola lhe ter saído à figura - marcou o golo do empate. E pronto, lá foi a equipa pelo buraco abaixo, e com ela a ilusão dos adeptos.


A partir daí, mais notória que a superioridade leonina no relvado, foi a das bancadas. No relvado o Sporting  ganhou por 2-1, com o golo do Sarabia já dentro do último quarto de hora. Nas bancadas foi de goleada!


O grau de destruição que o Benfica atingiu já chegou ao seu principal activo - os adeptos, a massa adepta que foi quem em mais de um século fez a grandeza do clube. Irá seguir-se o benfiquismo.. A obra de Luís Filipe Vieira está concluída!


Hoje quis certificar-se disso, in loco. E foi a Leiria contemplá-la. Como Nero, em Roma, há 1958 anos!

1 comentário:

  1. o fraco rui costa mandou o jesus andar e pagar ordenado a te junho, e agora um dia desses o verissimo e por andar da carrroca vai a eleicoes antecipadas o ruizinho vai passear com os dois..e restante direcao ..nao posso deixar de apoiar o BENFICA.porque e um sindrome vai ate ao fim ..BENFICA SEMPRE

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