Tem-se dito a torto e a direito que François Hollande não tem carisma, que não é um líder forte, ou mesmo que nem é líder nem é forte. Que não entusiasmou os franceses, nem será capaz de os arrastar atrás de si para fora do buraco, que por lá também é fundo.
Agora, eleições passadas, salienta-se o resultado apertado - 51,63 versus 48,37 – e faz-se graça com alguns trocadilhos, que mais não são que mais do mesmo.
Entre muitos, trocadilhos ou não, escolhi esta frase que encontrei aqui: Les partisens de Hollande convergent vers la Bastille pour célébrer la défaite de Sarkozy.
Está aqui muito do que é o estado da política por esta Europa fora. Sarkozy, foi inclusivamente, o único presidente, para além de Giscard D´Estaing, que não garantiu a reeleição. Em pouco tempo conseguiu esgotar-se e esgotar a paciência dos franceses, que ficaram fartos dele. Em Portugal passou-se o mesmo no ano passado. Muitos dos que festejaram com Passos Coelho festejaram a derrota de Sócrates, que já ninguém podia ver à frente. E as coisas apontam para que daqui a três anos suceda o mesmo com Passos Coelho.
Daqui a cinco anos poderá ser Hollande o odiado. A crise, os tempos que correm e as (não) respostas da União Europeia, também fazem destas coisas.
Vota-se para penalizar, não se vota para premiar soluções novas e mobilizadoras. Porque disso já não há!

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