sexta-feira, 24 de junho de 2022

Quatro meses de guerra

Entenda a crise entre Rússia e Ucrânia e seus efeitos para o mercado –  Thiago de Aragão – Estadão E-Investidor – As principais notícias do mercado  financeiro


Passam hoje quatro meses sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia. Há quatro meses poucos terão admitido que fosse possível aos ucranianos resistirem por tanto tempo, mas todos terão percebido que o mundo mudara nesse 24 de Fevereiro, para nunca mais voltar a ser o mesmo.


Hoje, quatro meses depois, sabe-se apenas que a guerra está para durar. E que o mundo, a mostrar-se cansado da guerra, começa a redesenhar-se.


Com o Conselho Europeu a discutir o alargamento da UE e o estatuto da Ucrânia e da Moldávia, sabendo que terá de abrir essas duas portas em simultâneo, mas também que tem que acelerar todos os processos que estão na fila no resto Balcãs, ou no Cáucaso, tudo regiões complexas e de forte influência histórica e civilizacional  russa. E conhecendo, ou devendo conhecer, o risco dessas decisões, agora a tomar contra o tempo. O tempo que, noutro cenário, permitiria processos intermédios de qualificação institucional que esses países ainda não atingiram, e que agora não há.


Com uma cimeira do G7 perante a novidade de um mundo multipolar que de repente se lhe abriu, e em que a incerteza é o único dado certo. 


E com a NATO a montar quartel-general em Madrid, para começar a decidir novas fronteiras.


Tudo isto a acontecer por estes dias, enquanto a guerra prossegue, inclemente.


Com a Rússia à beira de conquistar o Donbas poderia até admitir-se que pudesse dar por concluída a "sua operação militar especial”. Seria, à luz da apregoada motivação de Putin, uma hipótese provável não fosse o caso de o início da invasão ter explicitado o objectivo Kiev, e a ocupação do poder na capital. Mas poderá também ganhar força de probabilidade à conta justamente desse insucesso inicial.


Soube-se hoje que a Rússia entrou em default, tendo começado a falhar os seus compromissos, e mesmo que se saiba que Putin lida bem com isso, poderia também contribuir para, sentado naquele sucesso militar, dispor o ditador russo a anunciar o fim da "operação militar especial”.   


Mas nem isso significaria o imediato fim da guerra, embora reduzisse certamente a sua intensidade, e permitisse o início de prolongadas negociações. Onde a NATO e a UE poderiam propor o regresso às fronteiras de 23 de Fevereiro, e o envolvimento da ONU na convocação de referendos para definir a soberania dos territórios ocupados. Que Putin dificilmente aceitaria, mas que certamente Zelensky teria de aceitar.


Fora deste cenário, com ou sem declaração do fim da "operação militar especial”, só resta o da guerra prolongada, sabe-se lá por quantos anos. E com que meios. Aí, ficam sem sentido os mapas que por estes dias se estão a traçar na UE e na NATO.


 

3 comentários:

  1. Boa tarde, Eduardo

    Parece-me que já li e estudei esta cena no século XIX.
    A Capital era outra - Viena
    As potência sentadas à mesa eram as mesmas, o Império Britânico já desabrochava na America do Norte.
    O resultado divisão de àfrica a régua e esquadro de acordo com os interesses Coloniais Europeus.
    Hoje estão sentadas à mesa em Madrid para decidirem o futuro de nações independentes de acordo com os interesseds das chamadas Democracias Ocidentais - EUA/OTAN/UE.
    E nós assistimos serenamente a esta partilha do Mundo.
    Os Jornalistas não denunciam.
    Os Povos não se manifestam.
    Quantas mais Ucrânias iremos lamentar e chorar, em vez de as evitarmos.
    Todos somos culpados. Não há inocentes.
    Zé Onofre

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  2. A ARMADILHA DE ZELENSKY/GURUS' DA NATO
    {Zelensky, e seus boys, são mercenários das negociatas da máfia do armamento: muitos ucrânianos já perceberam isso}
    .
    A NATO dispunha de armas de alta tecnologia... com capacidade de provocar elevados danos no exército russo...
    Pois... e a guerra seria também... uma oportunidade para as multinacionais fazerem compras no caos da Ucrânia.
    Portanto...
    era necessário provocar a Russia no sentido de intervir...
    .
    Depois de provocar a Russia no sentido de intervir... o Ocidente (em conluio com os boys de Zelensky) procurou isolar a Russia:
    -> "todos unidos no saque a um território imenso"
    [um território imenso com apenas 140 milhões de habitantes]
    .
    .
    Criar focos de tensão para a máfia do armamento faturar... o governo lituano está ao nível dos boys de Zelensky, e vice-versa.
    {os boys de Zelensky perseguiram opositores... e terão assassinado milhares de ucrânianos de origem russa}
    .
    .
    Sim, o Ocidente XX-XXI... é mais do mesmo:
    - inúmeros focos de tensão (revoluções/guerras) fabricados pelo Ocidente XX-XXI... culminaram exactamente, inevitavelmente, fatalmente, no mesmo resultado: a exploração de riquezas passou a ficar na posse de multinacionais Ocidentais.
    .
    Europeus-do-sistema:
    -> fornecem armas e mercenários para os mais variados locais... para depois as suas multinacionais fazerem compras no caos.
    .
    Sim:
    --->>> o Ocidente possui um largo historial (séculos!) de roubo de territórios, e de saque de riquezas, a povos autóctones (da América do Norte, do Sul, etc)
    .
    Pois é:
    -> não são empresas russas... mas sim, multinacionais Ocidentais, que andam por aí a explorar as riquezas de outros povos.
    .
    .
    O europeu-do-sistema sonha com uma Russia ao nível do Iraque, Líbia, etc, isto é, sonha com uma Russia no caos... e... multinacionais Ocidentais a fazerem compras no caos.
    [mais: o Ocidente ambiciona fazer aos russos aquilo que foi feito a povos autóctones da América do Norte, do Sul, etc]
    .
    .
    .
    .
    .
    Falar em paz... deve começar por... DISCUTIR AQUILO QUE O OCIDENTE NÃO QUER DISCUTIR!!!
    Sim:
    -> urge discutir a criação de condições... para que os povos não interessados em vender as suas riquezas a multinacionais... possam viver em segurança no planeta.

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  3. Porque não vais para a Rússia lamber o ânus ao Putin?

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